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O PSG venceu a sua 5.ª Supertaça da história, a 3.ª consecutiva, desta feita em Montreal, no Canadá, frente a um frágil Lyon, num jogo de sentido único e que ficou resolvido nos primeiros 17 minutos.

O tricampeão francês até nem entrou da melhor forma na partida, sem conseguir ter a posse de bola, mas da primeira vez que foi à área adversária inaugurou o marcador, aos 11 minutos. Lucas cobrou um livre, a meio do seu meio-campo ofensivo, descaído para a direita, e colocou o esférico perto da zona de penálti, onde Aurier surgiu a falhar o cabeceamento, acertando com as costas na bola, fazendo-a sair da zona de perigo. David Luiz vai recuperá-la perto da linha de fundo, do lado direito, e cruza para a pequena área, onde Aurier mergulha e faz mesmo o golo.

O Lyon perdeu a organização tática que teve nos 10 minutos iniciais com este golo e seis minutos mais tarde sofreu o segundo, que, praticamente, sentenciou a partida devido à diferença de qualidade dos dois conjuntos. Rabiot iniciou a jogada, deu em Aurier na direita, que fez um passe em profundidade, soltando Ibrahimovic dentro da área. O sueco rematou e proporcionou a Anthony Lopes uma boa intervenção, mas na recarga surgiu Cavani a fuzilar autenticamente o guarda-redes português. Demasiado fácil para os parisienses!

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Cavani fez o golo da noite e sentenciou a partida
Fonte: Facebook de Trophée des Champions

A equipa mais forte chegou à vantagem na partida e a partir dali o seu meio-campo segurou a bola, guardou-a e fez o Lyon correr atrás dela. Rabiot, Verrati e Matuidi foram donos e senhores do jogo e contaram sempre com a ajuda de Ibra, que baixava no terreno para ajudar a construir jogo. Lucas dava a profundidade pela direita e Cavani fazia de falso extremo-esquerdo, ocupando muito as zonas centrais. Na defesa, Thiago Silva e David Luiz nunca foram postos à prova, tal como o guarda-redes Trapp, em estreia oficial, que relegou Sirigu para o banco. Na lateral-esquerda, Maxwell fez um jogo discreto, ao contrário do lateral-direito costa-marfinense, Serge Aurier, que foi o melhor em campo. Incansável naquele lado direito, sempre no apoio ao ataque, a aparecer em zonas de finalização e a servir com qualidade os seus colegas. Será, sem dúvida, um excelente reforço para Laurent Blanc, numa posição onde Van der Wiel nunca se conseguiu afirmar.

No Lyon, nota negativa para toda gente, à exceção de Anthony Lopes, que evitou que o resultado fosse mais avolumado. Nem a estrela Lacazette deu um ar da sua graça, nem Gonalons conseguiu ser um pêndulo no miolo, acabando expulso ao minuto 63, por acumulação de amarelos. Foi o guarda-redes português o melhor do Lyon, e ao minuto 43 evitou mesmo que Ibra marcasse mais um grande golo na sua carreira. Lucas Moura cruzou e, na pequena-área, o sueco de calcanhar atirou para a baliza. Valeu a enorme defesa do guardião. Na recarga, Matuidi atirou por cima.

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Anthony Lopes fez uma exibição excelente, mas insuficiente
Fonte: Facebook Olympique Lyonnais

A toada do jogo foi sempre lenta e nem parecia que se estava a disputar um troféu. O PSG foi gerindo como quis, o cronómetro foi correndo e sempre que os parisienses aceleravam surgia um lance de perigo, que, invariavelmente, Anthony Lopes foi anulando. Cavani, Ibra, Lucas, Aurier e novamente Ibra desperdiçaram oportunidades, enquanto Trapp nem sequer trabalho, digno desse nome, teve. No final, Thiago Silva levantou a 5ª supertaça da história dos parisienses, numa vitória justa da melhor equipa francesa da atualidade, que hoje em dia já se torna bem maior que o campeonato francês. Não há nenhuma equipa que, qualitativamente, se aproxime do PSG, e esta vitória é só o início de mais uma caminhada que em França deve ser calma e culminar no tetracampeonato, a não ser que algo inesperado e inacreditável aconteça. E com Di Maria este PSG pode ser temível!

 

Figura do Jogo: Serge Aurier – o lateral costa-marfinense, após um ano de empréstimo, apresentou-se em grande nível, marcou um golo, esteve no lance do outro e foi um dos grandes impulsionadores do ataque do PSG, que usou muito a asa direita para chegar à área adversária. Uma boa aquisição para uma posição que nunca teve um dono e senhor do lugar.

Fora de Jogo: os 10 jogadores de campo do Lyon – uma nulidade, o jogo do Lyon, com a exceção do guarda-redes português, que foi evitando o dilatar do resultado. O ataque não deu trabalho a Trapp e a defesa nunca acertou com as marcações e nunca conseguiu juntar as linhas para impedir que Ibra passeasse classe entre os centrais e os médios. Há muito para corrigir para o início de campeonato.

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