PSG 4-0 AS Mónaco: Parisienses deixam monegascos de olhos em bico

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A tarde de hoje marcou o início da época 2018-2019 em França com Paris Saint Germain e Mónaco a disputarem o “Trophée des Champions”, também designado por Supertaça francesa. O palco da partida foi fora de portas, tendo lugar no Shenzhen Stadium em Guangdong, na China.

Do lado dos parisienses houve lugar para alguns destaques, desde logo a estreia de Tuchel como técnico em jogos oficiais e a de Buffon como guarda-redes do atual campeão de França. Tuchel além de não poder ter contado com Cavani e ainda o prodígio Kylian Mbappé, deixou ainda caras bastantes conhecidas no banco, com especial relevância para Neymar, decidindo apostar em produtos da formação, que fizeram também os seus primeiros minutos oficiais com a camisola do PSG. No reverso da medalha, Leonardo Jardim apenas contou com a ausência de Falcão, apresentando por isso o melhor onze inicial possível.

Os primeiros minutos da partida caracterizam-se por terem sido maioritariamente disputados a meio campo, com as equipas muito presas a um jogo lento e a anularem-se constantemente uma à outra. Aos 15 minutos, Di María mostra-se pela primeira vez ao jogo com um belo lance individual, ao qual Benaglio correspondeu com uma grande defesa, e deu indícios do que estaria para vir. O argentino assumiu as despesas do jogo e começou a ser a referência do movimento ofensivo do PSG concretizando vários passes e lançando a sua equipa para a frente.

Pouco depois de se atingir a meia hora de jogo, Dí Maria paga o bilhete a quem se deslocou ao estádio, convertendo de forma exímia um livre de longa distância com um remate perfeito junto do canto superior direito da baliza de Benaglio. A resposta monegasca não tardou e minutos depois, naquela que foi a única oportunidade verdadeiramente dita por parte do Mónaco, Rony Lopes teve o empate nos pés, mas mesmo já dentro da pequena área não conseguiu bater Buffon.

Há uma velha máxima do futebol que diz: “Quem não marca sofre” e o Mónaco sentiu isso no jogo de hoje, quando, já na reta final do primeiro tempo, o jovem Christopher Nkunku após passe de Nsoki fez o 2-0.

Sofrer o segundo golo naquela altura do jogo foi um rude golpe para os comandados de Leonardo Jardim, que não conseguiram reagir devidamente à desvantagem e prova disso mesmo é o facto de não ter conseguido sequer ter criado uma oportunidade de golo no segundo tempo. O PSG nunca deixou de controlar a partida e à medida que o tempo foi passando foi criando mais oportunidades, como resultado da descrença e em parte até apatia do Mónaco.

Várias oportunidades de golo foram surgindo, com mais uma vez Di María em especial evidência, e era Benaglio quem aguentava o 2-0.  Aos 67 minutos a resistência esgotou-se e o PSG fez o 3-0, num lance em que Nsoki mostra novamente grande visão de jogo e capacidade de colocar a bola onde deseja, oferecendo a Timothy Weah o 3-0.

Tuchel não deu ordens de contenção e o PSG continuou à procura de mais golos, era clara a fragilidade da equipa de Leonardo Jardim e havia por isso uma janela de oportunidade para aumentar o marcador. Assim foi, entre mais um par de remates ao lado, mais uma defesa de Benaglio, um remate de Nkunku ao poste direito, Di María fez mais uma para a conta pessoal e já em período de compensação fixou o resultado final em 4-0.

O Paris Saint Germain conquistou a sexta Supertaça consecutiva, com uma vitória que não merece qualquer tipo de contestação. Desde da consistência defesa à intensidade e qualidade do movimento ofensivo, o PSG foi melhor em todos os momentos do jogo e goleou nesta final, deixando o adversário de olhos em bico.

Gonçalo Miguel Santos
Gonçalo Miguel Santoshttp://www.bolanarede.pt
Ainda era caracterizado com um diminutivo e sentado ao lado do seu pai, já vibrava com o futebol, entusiasmado e de olhos colados na televisão à espera dos golos. O menino cresceu e com o tamanho veio o gosto pela escrita e o seu sentido crítico.                                                                                                                                                 O Gonçalo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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