Última horaManchester United pode provocar ‘terramoto’ no que diz respeito aos treinadores: eis o alvo dos red devils
Publicidade

Quando a liga francesa tinha piada…

Gonçalo Tristão Santos · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cab ligue 1 liga francesa

Decorridas 29 jornadas no principal escalão do futebol francês, já não há quem se questione sobre quem irá festejar o título no final da época. Ou, até antes, como parece ser o caso: o Paris Saint-Germain já leva 23 pontos de avanço para o segundo classificado, o AS Monaco de Leonardo Jardim, e, até agora, perdeu apenas por uma vez para o campeonato.

Na verdade, desde 2012/2013 que o PSG não dá grandes hipóteses à concorrência, que não tem argumentos para o clube da capital do país. O forte investimento financeiro de que beneficia o PSG, tricampeão em título, ameaça tornar a Ligue 1 numa competição monótona e muito previsível, o que não seria, de todo, uma situação muito normal. Aliás, se há alguma liga no seio do futebol europeu que, historicamente, não se pode queixar de ser totalmente monopolizada, essa liga é a francesa, seja pelo vasto número de campeões ao longo dos anos, seja pelo reduzido palmarés dos clubes que mais vezes ganharam o campeonato, Saint-Etiénne e Marseille, ambos com 10 títulos de campeão.

É complicado encontrar, na Ligue 1, longos períodos de tempo marcados pelo domínio de um determinado clube. O primeiro a conseguir fazê-lo foi, precisamente, o Saint-Etiénne, tetracampeão entre 1966/67 e 1969/70. Depois disso, apenas o Marseille, que conquistou cinco campeonatos consecutivos entre o final da década de 1980 e o início da de 1990, e o Olympique de Lyon, campeão por sete vezes consecutivas no início do século, conseguiram fazer algo parecido. No caso do Lyon, fica a curiosidade: foram os primeiros e únicos sete títulos de campeão nacional da história do clube.

Nos quatro anos que se seguiram à hegemonia do Lyon, quatro campeões diferentes em França. Primeiro o Bordeaux, em 2008/2009, exatamente 10 anos após o seu último título, e na temporada seguinte foi a vez do Marseille, que voltou a levantar o caneco 17 temporadas depois. Já em 2010/2011, o futebol francês teve de se render ao brilhantismo de Eden Hazard e companhia, que coroaram o Lille como campeão, apenas pela terceira vez na sua história, mas a maior surpresa foi na época que se seguiu: o Montpellier, que havia regressado à Ligue 1 poucos anos antes, reservou as faixas de campeão pela primeira vez desde que abriu portas. Desde então, o PSG ganhou os três campeonatos disputados, todos eles sem grande contestação. Antes, só havia ganhado a competição em duas ocasiões, a última das quais na já longínqua temporada de 1993/94.

Tarefa fácil para a turma de Laurent Blanc no campeonato francês Fonte: PSG
Tarefa fácil para a turma de Laurent Blanc no campeonato francês
Fonte: PSG

A imprevisibilidade quanto ao vencedor final é, pelo histórico de campeões da competição, uma imagem de marca da Ligue 1. Nem todos os países são como Portugal, onde existem três candidatos declarados à conquista do título, que não deixam grande margem de manobra para as restantes equipas, mas em França a lógica chega mesmo a ser posta em causa em algumas situações.

Porém, a atual diferença de qualidade e opções do plantel do PSG para os das restantes equipas do campeonato é abismal e serve para justificar as disparidades na performance dos clubes. Para já, nenhuma equipa aparenta conseguir vir a usufruir do poderio financeiro dos parisienses, pelo que será muito complicado fazer-lhes frente; o Monaco ainda “ameaçou”, com a compra de jogadores como Radamel Falcao, James Rodríguez ou João Moutinho, pelos quais teve de abrir os cordões à bolsa, mas a política do clube, que agora aposta mais em jovens talentos, rapidamente mudou.

Já que o campeonato não aparenta ser suficientemente desafiante para os pupilos de Laurent Blanc, resta-lhes lutar pela Liga dos Campeões, título que seria inédito para o PSG. Depois de eliminar o Chelsea, o clube encontra-se nos quartos de final de uma prova que lhe traria o tão ansiado prestígio internacional que ainda lhe falta conquistar.

Foto de Capa: PSG

Gonçalo Tristão Santos

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

A ligação do Celtic à cidade de Lisboa e a rumaria ao Jamor (1967)

A edição 2026/27 da UEFA Europa League marca o regresso do Celtic a Portugal, em especial à cidade de Lisboa. Onde já foi feliz e conquistou o maior título do seu palmarés: a Taça dos Campeões Europeus 1966/67. O momento é ainda mais histórico quando se olha para o histórico dos bhoys no nosso país. O Celtic jogou no nosso país por 13 vezes (12 contra equipas portuguesas) e venceu por três ocasiões. Duas das mesmas foram contra equipas lusas, ao Boavista (1-0 em 2002/03) e Vitória SC (2-1 em 1998/99). Na capital foi sempre derrotado por Benfica (quatro vezes) e Sporting (duas vezes). A exceção foi mesmo no dia 25 de maio de 1967.   Perante um Portugal ainda assombrado pela ditadura do Estado Novo, mas ainda assim anfitrião da final da competição, foi no Estádio do Jamor que se presenciou uma das mais épicas finais de sempre da Taça dos Campeões Europeus. Frente a frente com o Celtic estava o Inter de Milão. O estatuto de ambos não podia ser mais diferente. Enquanto os escoceses estavam numa final da Taça dos Campeões pela primeira vez, os italianos já eram bicampeões (venceram a competição em 1964 e 1965). Tal como era a primeira vez que uma equipa britânica estava na final, em contraste com os italianos que já a tinham vencido por três vezes (AC Milan em 1963 além das duas eterno rival da mesma cidade).

Jorge Afonso · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Entrada à guerreiro na Dinamarca | FC Copenhaga x Braga

Tem início esta quinta-feira (dia 15 de outubro), a sexta edição da UEFA Conference League. Sinónimo de começo da caminhada da única equipa portuguesa na competição. O Braga desloca-se à Dinamarca para defrontar o Copenhaga. Duas equipas que têm um percurso semelhante na Conference League até ao momento. Ambas tiveram acesso à mesma através da passagem de três eliminatórias, os dois emblemas venceram quatro jogos e empataram dois e procuram agora entrar na competição com uma vitória. Se Copenhaga e Braga têm ambições a fazer um percurso europeu notável, o único aspeto que separa as duas equipas a nível interno. Se uma é já uma tradicional candidata ao título no seu país, a outra ainda está um patamar atrás dos tradicionais (três) candidatos. Entrar a ganhar na Conference League é muito importante para a equipa de Carlos Vicens começar um novo ciclo de bons resultados. Ocupando atualmente o sétimo lugar na Liga Portuguesa tendo mais jogos não ganhos (quatro) do que ganhos (três) e tendo tantos golos sofridos como marcados (oito cada), é relevante para os bracarenses reverter a situação o quanto antes. Dentro da própria equipa, a situação não aparenta estabilidade total. Se é verdade que o modelo tático é o mesmo desde a época passada e as próprias opções, que são múltiplas para cada posição, têm tido utilização regular, também é verdade que Vicens ainda não repetiu totalmente um onze de um jogo para outro. De jogo para jogo, tem existido praticamente uma alteração por setor, existindo sempre alguma incerteza nas opções e são poucos os que em condições normais são considerados "titulares indiscutíveis".

Jorge Afonso · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.