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cab premier league liga inglesa

“Javi Garcia assina pelo Manchester City”. Esta foi uma notícia que, há uns anos, deixou a família benfiquista em alvoroço. Um dos pilares do meio campo encarnado tinha rumado a Inglaterra e no banco não se via solução. Correcção: não se via solução aparente. Enquanto todos levavam as mãos à cabeça, Jorge Jesus mostrou que Matic não tinha andado este tempo todo só a aquecer bancos. E lançou-o. Surpresa das surpresas? O rapaz até se safava. E muito bem! Com o avançar do tempo marcou a sua posição e suplantou Javi Garcia com a sua qualidade de passe, transporte de bola, visão de jogo e um desarme mais subtil e eficaz.

O Benfica não é um clube com possibilidades de agarrar os melhores jogadores, é apenas um trampolim, e Jorge Jesus o que tem a fazer é espremer o melhor deles durante o salto dos craques para os grandes da Europa. Este foi o caso de Matic. Matic é um craque e arrisco-me a dizer que se não é o melhor é um dos melhores médios defensivos a actuar hoje em dia. E isso comprova-se com o que ele fez na segunda metade da época passada no Chelsea e na incrível época que está a fazer este ano, agora desde o início.

Matic saiu para Luz e voltou a Stamford Bridge
Fonte: Facebook de Nemanja Matic

Matic voltou a casa, voltou a Stamford  Bridge. Chegou e venceu. Chegou e mostrou que deixou lugar marcado. O Chelsea tem feito um grande campeonato. Quem tem sido o pilar? Matic, pois claro. O médio sérvio alinhou em 24 dos 25 jogos já realizados e tem sido uma autêntica “aranha”, como já é conhecido em Inglaterra. Manda no meio campo, defende com qualidade e tem ainda a ousadia de transportar a bola para a frente no processo ofensivo. É uma máquina incansável de jogar à bola, e isto não só no campeonato. A Liga dos Campeões é exemplo da importância do sérvio, com Mourinho a fazê-lo alinhar nos seis jogos da fase de grupos, fossem ou não fossem a feijões.

Muitos de vocês provavelmente estarão a dizer: “Ah, fazer meio campo com o Fàbregas também eu faço. Assim também eu era um bom jogador”. É verdade que jogar ao lado de um craque como o espanhol tem as suas benesses, mas a sua passagem por Portugal demonstrou que Matic não depende de quem joga ao seu lado para comandar um meio campo. Com isto também não quero reiterar que o sérvio pode jogar sozinho contra qualquer equipa e ganhar. Não! Apenas quero afirmar que Matic é enorme independentemente do clube que representa, independentemente de quem joga ao seu lado. É um jogador inteligente, eficaz e que tem pernas para aguentar os 90 minutos e ainda ter folêgo para o que for preciso. É caso para dizer que é um jogador que qualquer treinador sonharia ter.

Foto de Capa: Facebook do Chelsea

Tomás Gomes
Tomás Gomes
O Tomás é sócio do Benfica desde os dois meses. Amante do desporto rei, o seu passatempo favorito é passar os domingos a beber imperial e a comer tremoços com o rabo enterrado no sofá enquanto vê Premier League.                                                                                                                                                 O Tomás escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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