O Arsenal venceu esta tarde o Chelsea por 1-0 na Community Shield, a Supertaça inglesa. Pela primeira vez na carreira e perante mais de 85 mil pessoas nas bancadas de Wembley, o francês Arsène Wenger conseguiu derrotar o Chelsea orientado pelo Special One português.

Ambas as equipas entraram em campo com um elemento móvel como homem mais adiantado no terreno (Rémy no Chelsea, Walcott nos gunners) e com uma ausência de peso nas opções (Alexis Sánchez foi baixa no Arsenal, Diego Costa também ficou na bancada a ver a exibição dos blues).

Os primeiros 20 minutos foram muito equilibrados, com um jogo disputado a bom ritmo, tendo em conta a altura da época em que estamos. O Arsenal trocava melhor a bola, com um futebol mais apoiado, de posse, e dando primazia aos passes curtos, enquanto o Chelsea tentava colocar a bola mais direta na frente. Ocasiões de golo, só mais à frente na partida. Aos 24 minutos, e já depois de um cabeceamento de Walcott para as mãos de Courtois, veio o único golo do encontro. O mesmo Theo Walcott, no centro do meio-campo adversário, tocou para a direita, onde Alex Oxlade-Chamberlain, já dentro da área, trabalhou bem sobre Azpilicueta e rematou de pé esquerdo para um golaço que iria valer o primeiro troféu da época para a equipa do Arsenal.

 

: Santi Cazorla felicita o autor do único golo da tarde em Wembley. Fonte: Facebook oficial do Arsenal
Santi Cazorla felicita o autor do único golo da tarde em Wembley.
Fonte: Facebook oficial do Arsenal

O Chelsea parecia ter acordado para a vida com o golo sofrido, mas Ramires, por duas vezes, não conseguiu acertar com o alvo, defendido hoje por Petr Cech, que enfrentou pela primeira vez o clube onde foi figura nas últimas temporadas. O guardião checo esteve sempre muito seguro e foi um dos melhores em campo nesta partida.

À entrada para a segunda parte, Mourinho fez entrar Radamel Falcao para o lugar de Rémy, mas não se notaram melhorias nessa posição específica. O colombiano continua a parecer uma sombra do grande ponta de lança que brilhou no FC Porto e no Atlético de Madrid, deixando os adeptos blues a suspirar pelo regresso de Diego Costa. Apenas no final do primeiro quarto de hora do segundo tempo chegou uma verdadeira ocasião de golo para o Chelsea. Já com Oscar em campo, Fábregas assistiu Hazard e o belga, em grande posição para alvejar a baliza de Cech, rematou para as nuvens. Um grande falhanço do astro belga, que hoje também esteve alguns furos abaixo do que sabe fazer. Alías, toda a equipa do Chelsea terá de fazer melhor se quiser continuar a ganhar títulos em Inglaterra.

Poucos minutos depois, mais uma grande chance para os comandados de Mourinho. Após falta de Coquelin sobre Hazard à entrada da área, Oscar bateu o livre por cima da barreira mas Petr Cech fez uma defesa fantástica que deve ter levado as lágrimas aos olhos dos seus antigos adeptos. Arsène Wenger acertou em cheio no resgate deste experiente guarda-redes, e a prova disso é que hoje conseguiu uma das vitórias mais saborosas da sua vida, ao ter desfeiteado um dos seus maiores rivais no futebol, José Mourinho.

O português ainda arriscou nos últimos minutos, com a entrada de Moses por troca com John Terry, mas, até ao fim, o Chelsea continuou inofensivo e foi o Arsenal quem esteve mais perto de marcar. Thibaut Courtois não quis ficar atrás do seu antigo colega de equipa e foi gigante ao negar o golo a Santi Cazorla e depois a Kieran Gibbs.

Para a história ficam o resultado, a vitória dos gunners no primeiro troféu da época e a promessa de que este ano o campeonato deverá dar mais trabalho para ser conquistado pelos “blues” do que na época passada. O Arsenal e o Manchester United parecem mais consistentes e prometem dar mais luta a um Chelsea que ainda parece um pouco preso de movimentos. Na minha opinião, serão estes os três principais candidatos à Premier deste ano.

Pode ser esquisito isto que eu vou escrever, mas é a verdade: foi Wenger quem venceu o primeiro “round” em 2015/16.

A Figura

Oxlade-Chamberlain – O atacante inglês esteve muito bem no jogo, teve algumas arrancadas estonteantes pelo flanco direito (Azpilicueta foi “obrigado” a ver o amarelo por causa dele) e marcou o golaço que decidiu o encontro. Jogo em cheio para o inglês, muito bem acompanhado pelo seu guardião Petr Cech, que fez a defesa da tarde.

O Fora-de-Jogo

Rémy/Falcao – Cada um jogou uma parte, mas apenas retiro um apontamento positivo: um cruzamento de Rémy na primeira parte para uma cabeçada perigosa de Ramires. Notou-se muito a falta de Diego Costa e isso é principalmente culpa dos homens que o substituíram. Ver Falcao jogar assim até dá pena…

Foto de capa: Facebook oficial do Arsenal

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