A CRÓNICA: A PRIMEIRA PARTE BASTAVA

As duas equipas entravam em campo com a necessidade de ganhar, tanto para subirem na tabela mas também devido à rivalidade entre os dois clubes do norte de Londres.

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O Arsenal FC começou melhor o jogo e a ter mais bola, sendo que logo aos 12 minutos Saka cruza rasteiro para a área e Smith Rowe aparece a rematar para dentro da baliza. Mesmo em vantagem mostrava que queria continuar a dominar e foi somando uma grande posse, algo que voltou a dar frutos quando Aubameyang marca um golo após assistência do Smith Rowe, sendo que durante a jogada se tem de olhar para a classe do gabonês no passe que desbloqueia a jogada.

O Tottenham Hotspur FC ia sendo uma equipa que vivia da individualidade, com um meio campo perdido em que Ndombele e Alli nada acrescentavam, deixando até bastante espaço vazio para os ataques rápidos dos “Gunners”, algo que ficou vincado em mais um golo, desta vez marcado por Saka.

Na segunda parte o Arsenal parece ter abrandado e até iam sendo os “Spurs” que iam somando oportunidades, tendo em Kane a sempre imagem ofensiva. O jogo parecia ter acabado na primeira parte, passando a serem mais raras as vezes em que o jogo ia ganhando momentos de interesse, com o Arsenal a tentar gerir e a querer surpreender de vez em quando Lloris e o Tottenham a tentar corrigir os erros da primeira parte. Os “Spurs” acabam por conseguir chegar ao golo por parte de Son, numa altura em que Reguilón finalmente teve oportunidade de subir e conseguir cruzar.

O Arsenal soube ganhar o jogo com tranquilidade devido a uma grande pressão e saber utilizar as suas qualidades para ferir um Tottenham que nunca se mostrou unido e capaz de parar a ofensiva rápida e organizada dos “Gunners”. Nuno Espírito Santo tem muito trabalho pela frente e necessitará de uma melhor organização tática e dos seus jogadores para dar a volta a este momento complicado pelo qual atravessa.

 

A FIGURA

Emile Smith Rowe- O jovem inglês passou a jogar mais na frente no apoio ao ataque e não poderia ter cumprido mais o seu trabalho. Abriu o marcador e contribuiu ainda para os ouros golos. Sempre com rigor no passe completou com Saka e Odegaard o apoio a Aubameyang, conseguindo ainda apoiar o meio campo nos momentos defensivos.

 

O FORA DE JOGO

Dele Alli- Mais um jogo onde não acrescentou nada e por vezes até piorou. Obrigou Lucas a recuar no jogo pois o inglês não defendia e os três golos sofridos durante a primeira parte muito devem à falta de auxilio defensivo do meio campo, parecendo sempre perdido. A nível ofensivo nada acrescentou também e pouco procurou ter bola.

 

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

Com um 4-2-3-1 já habitual, Mikel Arteta optou apenas por uma alteração em relação ao último jogo do Arsenal realizado para a liga inglesa, optando pela saída de Pepe e a entrada de Xhaka, fazendo com que Smith Rowe passasse a jogar mais como extremo.

O meio campo a dois com Partey e Xhaka trouxe uma segurança à equipa e ainda uma liberdade para que os homens da frente se soltassem e jogassem com a rapidez necessária.

11 INICAL E PONTUAÇÕES

Ramsdale (6)

Tomiyasu (6)

White (6)

Gabriel (6)

Tierney (6)

Partey (6)

Smith Rowe (8)

Odegaard (7)

Xhaka (6)

Saka (7)

Aubameyang (7)

SUBS UTILIZADOS

Lokonga (5)

Maitland-Niles (-)

Nuno Tavares (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

Os “Spurs” entraram em campo com um 4-3-3, onde as grandes mudanças em relação ao jogo com o Chelsea FC foram a entrada de Tanganga para lateral, de Sanchez para substituir Romero e Lucas Moura para fazer voltar o trio de ataque veloz e bastante pressionante.

A opção de Nuno Espirito Santo em colocar Alli e Ndombele no meio campo não resultou em nada, sendo que o jogo dos “Spurs” sofreu muito defensivamente e deixavam constantemente os defesas sozinhos nessas tarefas. Alli até jogou muitas vezes mais avançado que Lucas.

11 INICAL E PONTUAÇÕES

Lloris (5)

Tanganga (4)

Sánchez (5)

Dier (5)

Reguilón (5)

Ndombele (4)

Hojbjerg (4)

Alli (3)

Lucas (6)

Son (6)

Kane (5)

SUBS UTILIZADOS

Skipp (5)

Emerson (6)

Bryan Gil (6)

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