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Dérbi londrino à 23.ª jornada da Barclays Premier League, com Arsenal FC e Chelsea FC a defrontarem-se pela segunda vez na época para o campeonato. Em Stamford Bridge, o conjunto da casa levou a melhor e bateu os visitantes por 2-0. Agora, no Emirates Stadium, Arsène Wenger procurava recuperar a liderança e acabar com o péssimo registo frente aos rivais (o Arsenal não marcava ao Chelsea, para o campeonato, há cinco jogos e não vencia em casa desde 2010). No entanto, foi Guus Hiddink quem levou a melhor, alargando para seis o número de jogos dos blues sem sofrer golos frente ao conjunto de Wenger.

Eram quatro da tarde em ponto quando começou a partida em Londres. A equipa da casa entrou muito amorfa e o Chelsea aproveitou. Aos 18 minutos, Willian desmarcou Diego Costa, que partiu em direção à baliza até ser travado por Per Mertesacker. Não havia ninguém entre o hispano-brasileiro e a baliza e, por isso, Mark Clattenburg não teve outra hipótese senão expulsar o alemão. Para refazer o quarteto defensivo, Wenger decidiu lançar Gabriel Paulista e para isso abdicou de… Olivier Giroud. Ou seja, decidiu perder a referência ofensiva em vez de retirar um dos extremos – Walcott ou Campbell.

A expulsão do central alemão condicionou os Gunners durante o resto da partida Fonte: Premier League
A expulsão do central alemão condicionou os Gunners durante o resto da partida
Fonte: Premier League

Um minuto depois da entrada do central, Branislav Ivanovic assistiu Diego Costa para o primeiro e único golo da partida. O ponta de lança antecipou-se a Gabriel e bateu Petr Cech.

O resto da primeira parte deixou muito a desejar. O Arsenal, agora com menos uma unidade, não conseguia acelerar e o Chelsea aproveitava para controlar o jogo durante grande parte do primeiro tempo. A única verdadeira oportunidade dos gunners surgiu de um lance genial de Mesut Özil, que colocou a bola na perfeição para Flamini, mas este, na cara de Courtois, não conseguiu faturar.

Após o intervalo, a história não mudou muito. O futebol praticado continuava muito lento, chato, com os visitantes a acomodarem-se na vantagem e a darem a iniciativa à equipa adversária. Por seu lado, a turma de Wenger não imprimia velocidade, carecia da tal referência no ataque e, por muito que Özil tentasse, não havia ninguém que acompanhasse o esforço do alemão.

A oportunidade ao minuto 63 provou bem aquilo que vinha a ser a exibição do Arsenal. Depois de um cruzamento para a grande área dos blues, Courtois sai em falso, a bola ressalta nas costas de Azpilicueta, fica perdida dentro da área e, depois de uma enorme confusão, ninguém consegue visar a baliza do belga. O treinador francês ainda tentou acrescentar dinâmica com as entradas de Alex Oxlade-Chamberlain e de Alexis Sanchez mas o Chelsea mostrou a solidez defensiva que lhes valeu o campeonato no ano passado e não concedeu grandes oportunidades. Courtois teve uma noite relativamente tranquila. Perto do final, o Arsenal lá acelerou um pouco o seu jogo mas sem grandes resultados, uma vez que o quarteto defensivo dos blues se mostrava intransponível.

Assim, os gunners voltam a perder a liderança, sendo relegados para o segundo lugar em igualdade pontual com o Manchester City. Guus Hiddink deu uma autêntica lição tática ao treinador francês, cuja equipa nunca demonstrou capacidade para vencer o jogo. Apesar de a expulsão do central alemão ter condicionado o jogo da equipa caseira, eram obrigados a muito mais. Este ano aparenta ser a melhor oportunidade para Wenger conquistar o título que foge desde 2004, mas o Arsenal continua a escorregar em momentos críticos. Se em maio o francês não acabar com este jejum, quem sabe se continuará no comando da equipa?

De resto, destaco, mais uma vez, a excelente arbitragem da equipa liderada por Mark Clattenburg e a qualidade das arbitragens inglesas. Que bem fariam aos portugueses umas lições destes Senhores árbitros.

A Figura:

Cesc Fàbregas – O médio internacional espanhol reapareceu cheio de confiança. Fez uma partida fantástica, não falhou passes, desequilibrou e ajudou a defender. Foi a imagem da equipa do Chelsea, mostrando muito rigor tático e disciplina. Foi o melhor jogo de Fàbregas esta época.

O Fora-de-Jogo

Arsène Wenger – Seis pontos perdidos para os rivais, que estão no pior momento dos últimos anos. Wenger continua a somar maus resultados num jogo com grande valor emocional para os adeptos e já lá vão seis jogos sem marcar aos blues. É nestes momentos que se vêem os verdadeiros campeões e o francês voltou a fraquejar.

Foto de Capa: Premier League

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