A CRÓNICA: UMA LICÃO TÁTICA

O Chelsea venceu esta tarde o dérbi de Londres, derrotando o Arsenal pela margem mínima no Emirates Stadium. A equipa da casa entrou melhor no jogo, mais pressionante e mais esclarecida no último terço, chegando à vantagem no primeiro quarto de hora por intermédio de Aubameyang, na sequência de um canto. Frank Lampard leu bem o jogo e retirou Emerson ainda antes do final do primeiro tempo, fazendo entrar Jorginho, que acabou por ser determinante no resultado e na mudança na forma de jogar do Chelsea. Os Blues apareceram de cara lavada no segundo tempo e mimetizaram o comportamento do Arsenal na primeira parte, pressionando alto, com muita intensidade na reação à perda da bola e acabaram por controlar o jogo até ao final. A excelente exibição dos comandados de Lampard teve os seus frutos já na reta final da partida, com Jorginho a fazer o empate aos 83’, aproveitando um erro monumental de Leno, e depois Abraham a confirmar a reviravolta aos 87’, concluindo um contra-ataque rápido.

A FIGURA

Fonte: Premier League

Frank Lampard – Foi o obreiro desta vitória do Chelsea, lendo bem o jogo a partir do banco e não tendo medo de arriscar com uma substituição que iria mudar os destinos deste dérbi ainda antes do intervalo. Ao fazer entrar Jorginho para o lugar de Emerson, o Chelsea conseguiu controlar o jogo, intensificar a pressão e fazer a reviravolta no resultado.

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O FORA DE JOGO

Fonte: Arsenal FC

Bernd Leno – Um erro monumental do guarda-redes alemão permitiu ao Chelsea chegar ao golo do empate numa altura crítica do jogo. Fica ligado de forma negativa à derrota da sua equipa pois o golo sofrido naquele momento e daquela forma deu uma enorme vantagem psicológica ao Chelsea e deitou abaixo a resistência do Arsenal.

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

No primeiro derby como treinador do Arsenal, Arteta escalou a sua equipa em 4-2-3-1, com duas alterações face à partida do Boxing Day. Sokratis e Xhaka saíram do onze inicial e deram o lugar a Chambers e Guendouzi. Os Gunners entraram bem no jogo, a pressionar alto e agressivos na reação à perda da bola, acabando por chegar à vantagem de forma natural. Com a entrada de Jorginho no Chelsea, o Arsenal deixou de conseguir controlar a posse de bola e foi tentando resistir à pressão dos Blues, acabando por ceder já perto do final do jogo. Ainda assim, ficou uma imagem positiva de Arteta no primeiro jogo em casa desde que assumiu o comando do Arsenal e há muita expetativa em relação ao que o espanhol poderá fazer até ao fim da época.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bernd Leno (3)

Maitland-Niles (5)

Calum Chambers (6)

David Luiz (6)

Saka (5)

Guendouzi (6)

Lucas Torreira (7)

Reiss Nelson (6)

Mesut Ozil (7)

Aubameyang (7)

Lacazette (6)

SUBS UTILIZADOS

Mustafi (6)

Joe Willock (5)

Nicolas Pépé (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

O Chelsea apareceu no Emirates Stadium num 3-4-2-1, que passava a 3-4-3 quando Mason Mount e Willian davam largura ao jogo dos Blues e chegavam mais perto de Abraham, ainda que ambos procurassem a maior parte das vezes o jogo interior. Frank Lampard leu bem o jogo a partir do banco e face à incapacidade da equipa se soltar da pressão do Arsenal, retirou Emerson aos 35’ e colocou Jorginho, libertando Kovacic para aparecer mais nas alas. Com esta alteração, o Chelsea conseguiu começar a ditar os tempos de jogo e foi controlando a posse de bola, para além de pressionar mais alto e com mais intensidade do que até aí tinha feito. A estratégia de Lampard acabou por dar frutos e a sua equipa conseguiu operar a reviravolta perto do final do jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kepa (6)

Rudiger (6)

Tomori (5)

Zouma (7)

Azpilicueta (6)

Kante (6)

Kovacic (7)

Emerson (4)

Willian (7)

Tammy Abraham (8)

Mason Mount (7)

SUBS UTILIZADOS

Jorginho (8)

Lamptey (7)

Hudson-Odoi (6)

 

Foto de Capa: Chelsea FC

artigo revisto por: Ana Ferreira

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