A CRÓNICA – À TERCEIRA FOI DE VEZ

Estivéssemos nós nos princípios do atual milénio e este jogo seria entre dois inevitáveis candidatos ao título. No entanto, o primeiro embate de 2020 para Arsenal e Manchester United não acarretou o peso dessa luta, fruto dos décimo-segundo e quinto lugares que ocupavam antes do jogo começar, respetivamente.

Numa primeira parte onde os gunners se superiorizaram de forma clara aos red devils, surgiram dois golos, ambos para os londrinos (Pépé e Sokratis, respetivamente) e ambos com justiça. Se, por um lado, assistíamos a um Arsenal que já mostrava sinais da influência do recém-chegado técnico, Mikel Arteta, na circulação de bola e construção de jogadas ofensivas, por outro víamos um United muito apático e partido, deixando espaços enormes entre os vários setores e, consequentemente, revelando grandes dificuldades na ligação de jogo.

A segunda metade do encontro não trouxe grandes alterações ao que se passou dentro de campo, apenas é de salientar o aumento do número de remates da parte dos pupilos de Solskjaer, mas sem que algum deles fosse inserido numa verdadeira oportunidade para reduzir a desvantagem. De facto, o resultado nunca pareceu fora do controlo dos homens do Norte de Londres, que venceram com justiça (a primeira vez sob o comando de Arteta) e ascenderam ao décimo lugar, reduzindo distâncias para os lugares europeus. Já o Manchester United falhou o “assalto” ao quarto lugar do Chelsea, permanecendo assim uma posição atrás dos “Blues”.

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A FIGURA

Fonte: Arsenal FC

Nicolas Pépé – Esta foi, muito provavelmente, a melhor exibição do costa-marfinense ao serviço dos gunners. Fazendo-se sempre valer da sua técnica e velocidade, deixou a cabeça de Luke Shaw “à roda” e nunca pareceu minimamente incomodado pelo lateral inglês. À boa exibição juntou ainda um golo, que abriu o caminho para uma vitória importantíssima para o Arsenal.

O FORA DE JOGO

Fonte: Manchester United FC

Daniel James – As últimas exibições do extremo galês não têm tido, nem de perto, a qualidade que as primeiras ao serviço dos “Red Devils” tiveram e em Londres houve mais um “apagão”. Sempre fora do jogo, não há registo de uma ação bem sucedida com bola, ao que se junta a falha defensiva no primeiro golo do Arsenal, quando não apoiou o lateral. Uma verdadeira sombra do que já mostrou.

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

Dispostos num 4-2-3-1, os londrinos revelaram uma ótima dinâmica ofensiva, bem como grande segurança no momento defensivo. Com Torreira e Xhaka a fazerem um dos jogos mais completos desde que estão nos “Gunners”, estes serviram como elos entre a zona recuada e a parte mais adiantada do terreno. Aí, Pépé e Aubameyang foram sempre os mais irreverentes, com destaque para o costa-marfinense, que apontou um golo e ameaçou constantemente a baliza adversária.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bernd Leno (7)

Ainsley Maitland-Neiles (7)

Sokratis Papastathopoulos (7)

David Luiz (7)

Sead Kolasinac (6)

Granit Xhaka (7)

Lucas Torreira (7)

Nicolas Pépé (8)

Mesut Ozil (6)

Pierre-Emerick Aubameyang (7)

Alexandre Lacazette (6)

SUBS UTILIZADOS

Reiss Nelson (6)

Bukayo Saka (6)

Mateo Guendouzi (-)

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Igualmente alinhados em 4-2-3-1, os homens de Manchester até tiveram duas unidades fortes no meio-campo, entre as quais Fred se destacou como a melhor da equipa. Todavia, os “eclipses” de Rashford e Daniel James, no ataque, bem como de Luke Shaw e Maguire (que continua muito longe de justificar a verba que por ele foi paga), na defesa, foram fatores que impediram os “Red Devils” de conseguir uma boa exibição e um bom resultado na capital inglesa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

David De Gea (5)

Aaron Wan-Bissaka (6)

Victor Lindelof (6)

Harry Maguire (5)

Luke Shaw (5)

Nemanja Matic (6)

Fred (6)

Daniel James (5)

Jesse Lingard (5)

Marcus Rashford (5)

Anthony Martial (5)

SUBS UTILIZADOS

Andreas Pereira (6)

Mason Greenwood (6)

Juan Mata (-)

Foto de Capa: Premier League

Artigo revisto por Diogo Teixeira

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