A CRÓNICA: QUANDO ATÉ OS MELHORES FALHAM. E QUE O DIGA O LIVERPOOL

Não sei quanto a vocês, mas quando me falam de Arsenal FC vs Liverpool FC, só penso numa coisa: golos (e muitos). Aliás, este duelo é o que tem mais golos registados na história da Primeira Liga Inglesa (Premier League, entenda-se) – concretamente 162 – um feito, de facto, extraordinário.

Aquilo que eu não esperava, foi o que aconteceu ao longo da primeira parte no Emirates Stadium. O Liverpool FC, pela sua superior qualidade e confiança, teve uma entrada forte na partida, com posse de bola, a atacar, a arranjar espaços, mas sem grandes oportunidades de golo. Dito isto, na primeira que teve, inaugurou o marcador por Sadio Mané.

Parecia um jogo sem grande história e parecia que o Liverpool FC bastava acelerar e destruía o Arsenal FC, que nem conseguia sair a jogar. Do nada, num par de erros de Van Dijk e depois, mais tarde, de Alisson, a equipa de Arteta marcou dois golos (Lacazette e Nelson). Ao intervalo o placard marcava “2-1”, um dos resultados mais enganadores que eu já vi na minha vida, mas a verdade é que os melhores também falham.

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A segunda parte foi precisamente na mesma toada, mas faltaram os golos. O Arsenal FC teve uma oportunidade para marcar, já nos minutos de compensação e o “autocarro de Arteta” mostrou que também consegue levar a sua adiante. Impressionante jogo pelo que aconteceu em campo, mas a verdade é que a vitória sorriu aos “Gunners” e o Liverpool FC perde pela terceira vez na Primeira Liga Inglesa.

 

Resiliência do Arsenal FC – Tantas vezes os critico por cometerem erros, por sofrerem demasiados golos… Hoje não. Hoje temos de elogiar a forma como Arteta soube montar uma estratégia onde não teve praticamente bola, mas conseguiu vencer. Beneficiou de dois erros, é verdade, mas também é incontestável que o Liverpool FC podia ter criado mais ocasiões flagrantes de golo. Martinez esteve muito bem na baliza, seguro, e a dupla David Luiz – Rob Holding foi suficiente “para as encomendas”.

 

Van Dijk e Alisson – Como? Exatamente. O melhor guarda-redes e o melhor defesa-central do mundo (não sou que o digo, é a UEFA) hoje deram autênticas “casas” que custaram a derrota da sua equipa. Estamos tão habituados a colocá-los na parte da “figura”, que nos esquecemos que são humanos e por vezes também são capazes de ficar “fora de jogo”.

 

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

Mikel Arteta começou com um 4-3-3 clássico, semelhante ao que Guardiola gosta de fazer no Manchester City, a espaços… Não viesse ele de várias temporadas ao lado do catalão. Tentou anular o Liverpool FC espelhando a tática dos mesmos e tirando Mustafi – que fez um péssimo jogo frente ao eterno rival – por Rob Holding e colocando Cedric, dando descanso ao titular Bellerin.

No meio-campo optou por jogadores mais combativos e fortes na pressão – como é Torreira, por exemplo –, enquanto no ataque fez regressar Saka, o seu extremo mais em forma neste momento. Lacazette assumiu sozinho a frente de ataque para que Aubameyang pudesse ter um merecido descanso.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Martinez (6)

Cedric (5)

Holding (6)

David Luiz (5)

Tierney (5)

Torreira (5)

Xhaka (6)

Reiss Nelson (6)

Saka (5)

Lacazette (6)

Pepe (4)

SUBS UTILIZADOS

Ceballos (5)

Aubameyang (5)

Willock (5)

Maitland-Niles (-)

Kolasinac (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

Os campeões ingleses não inventam, e se é “jogo grande” vão na máxima força disponível neste momento. Um 4-3-3 forte e que venceu a “Champions” em 2018/19, bem como a Premier League esta época.

Pessoalmente não colocaria “The Ox” Chamberlain a titular, porque tem vindo numa série de partidas fracas, e colocava, sim, Naby Keita. No entanto, a grande qualidade do plantel dá para mudar e a solidariedade de todos, quer a atacar quer a defender, dá para que se apoiem mutuamente, transformando as fraquezas de uns em forças de outros.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson (4)

Alexander-Arnold (6)

Van Dijk (4)

Joe Gomez (6)

Robertson (7)

Fabinho (6)

Wijnaldum (6)

Oxlade-Chamberlain (5)

Mané (7)

Salah (6)

Firmino (5)

SUBS UTILIZADOS

Minamino (6)

Keita (5)

Origi (-)

Shaqiri (-)

Artigo revisto por Diogo Teixeira 

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