O Chelsea FC iniciou a sua campanha 2018/2019 com grande expectativa em Maurizio Sarri, o novo treinador do clube. O técnico italiano chegou a Londres após uma brilhante passagem pelo SSC Nápoles, onde chegou às bocas do mundo com um estilo de jogo reinventado que deliciava os adeptos e atingia resultados positivos.

Nos primeiros tempos no comando dos blues, esta tendência manteve-se e colocava-se o Chelsea num patamar de candidato a tudo.

Apesar do brilhantismo tático e do requinte do futebol produzido, o jogo de Sarri em Inglaterra atingiu o seu prazo de validade, o que teve consequências nos objetivos a que se propôs no início da temporada. A quebra de rendimento da equipa foi notória sobretudo pela impotência perante a capacidade dos adversários em contornar o estilo de jogo rápido e vertical promovido pelo italiano. Desta feita, assistimos a um Chelsea que por múltiplas vezes acabou por perder-se em longas e passivas trocas de bola sem criar qualquer tipo de desequilíbrio, perdendo-se assim a progressão rápida: um dos principais pilares instituídos por Sarri.

Com esta nova realidade, à data deste artigo, o Chelsea está longe daquilo que seria o cenário desejado.

Está afastado das contas do título, a 15 pontos do primeiro posto, ocupa a sexta posição da Premier League, restando apenas uma renhida luta pelos lugares europeus.

Já na Taça de Inglaterra, caiu aos pés do rival Manchester United FC nos oitavos de final, num jogo que espelha na perfeição aquilo que tem sido o Chelsea nos últimos jogos, pois apesar dos poderosos 67% de posse de bola, os blues não conseguiram marcar nenhum golo e ainda viram os red devils dispor de mais oportunidades de golo, enfatizando assim o insucesso do jogo de Sarri em Inglaterra.

É no capítulo europeu que o Chelsea se tem mostrado implacável, seguindo invicto na Liga Europa. Assume-se como candidato à conquista da prova e joga na próxima quinta-feira a segunda-mão dos 16 avos de final diante do Malmo, com a vantagem de ter triunfado por 2-1 na Suécia.

Fonte: UEFA

Aliada à Liga Europa, é a EFL Cup que pode salvar a época dos blues, pois, após eliminar nas grandes penalidades o Tottenham Hotspur FC, jogam no próximo dia 24 a final da Taça da Liga Inglesa frente ao Manchester City FC, num jogo que se advinha bastante complicado.

Vivem-se tempos difíceis em Stamford Bridge!

A humilhante derrota por 6-0 com o Manchester City não teve os efeitos esperados de “grito de revolta” e, pelo contrário, veio acentuar o mau momento do Chelsea. Isto motivou a desconfiança por parte dos adeptos que, por exemplo, na eliminação da Taça de Inglaterra, abandonaram o estádio minutos antes do fim da partida.

Os próprios jogadores parecem descrentes das suas capacidades e Maurizio Sarri viu a pressão aumentar, com as notícias que apontavam Zinédine Zidane como seu sucessor.

Ainda é cedo para classificar a presente temporada como um fracasso, mas torna-se urgente a necessidade de o Chelsea se encontrar a si próprio e recuperar o bom futebol a que nos habituou, sob pena de não conquistar nenhum título.

A promessa de ser campeão inglês já se situa no limiar do impossível, pelo que já só resta aos blues uma conquista europeia para livrar a época do insucesso.

Foto de capa: Premier League

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