O estádio Stamford Bridge recebeu neste início de tarde o jogo grande da jornada, colocando frente a frente o Chelsea FC, que ocupava os lugares cimeiros da tabela, e o dececionante Manchester United FC, que não ia além da nona posição.

Sarri e Mourinho não procederam a grandes alterações nos Xi iniciais comparativamente à última ronda da Premier League e a única nota de destaque seguiu para a titularidade de Kovacic.

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Assistimos a um primeiro tempo em que nos instantes iniciais reinou o equilíbrio, não conseguindo nenhuma das equipas sequer chegar junto da baliza adversária. A escassez de oportunidades acabaria por caracterizar esta primeira parte, mas com o decorrer do tempo alguns ataques foram surgindo, o ritmo acelerou e o jogo ficou mais interessante. De resto, o Chelsea assumiu-se como equipa dominante e a partir dos 15 minutos remeteu os red devils ao seu meio campo defensivo, mas as linhas baixas e coesas definidas por Mourinho ditaram a ausência de oportunidades golo.

Os blues foram mesmo assim quem mais procurou a vantagem, e viriam a adiantar-se no marcador através de uma bola parada. Na conversão de um pontapé de canto, Willian cruzou para o coração da área onde Rüdiger livre de qualquer marcação cabeceou forte e bateu De Gea.

O jogo seguiu para intervalo sem grande história para contar e com o Chelsea em vantagem, que não era propriamente merecida, mas sim bem atribuída porque dentro do deserto de oportunidades de golo que foi o primeiro tempo, o Chelsea dominou na posse de bola e controlou a partida.

Fonte: Premier League

As equipas regressaram dos balneários com uma atitude completamente diferente na perspetiva ofensiva e isso ficou bem patente na estatística que nos indicou que em 20 minutos da segunda parte houve mais remates e ocasiões de golo do que no restante tempo de jogo.

O conjunto da casa dispôs logo de uma bela oportunidade para dilatar a vantagem, mas De Gea defendeu o disparo do seu compatriota, Álvaro Morata. Daqui em diante, o Manchester United surge finalmente na partida e impõe o seu futebol, o que nos leva a questionar Mourinho: “Qual a razão para não jogarem sempre assim?”.

Os red devils subiram as linhas, aumentaram a pressão sobre o portador da bola e por momentos dominaram completamente o Chelsea, colecionando várias hipóteses para alcançar a igualdade. O golo acabaria por chegar e por intermédio de Martial, que ao beneficiar de um ressalto recebeu a bola já dentro da grande área adversária e empatou a partida aos 55 minutos.

O Chelsea não se deixou atingir pelo golo consentido e, mesmo tendo acusado algum desgaste físico, continuou com o seu estilo de jogo de paciência na construção e conseguiu reequilibrar o encontro ao protagonizar dois lances de belo efeito. Primeiramente, David Luiz com um grande cabeceamento fez passar a bola pertíssimo do poste direito da baliza do Manchester United e instantes depois foi Kanté a tentar a sorte com um remate de longa distância, mas De Gea impediu novamente o golo.

Na resposta imediata, o Manchester United num ataque veloz protagoniza uma bela jogada de entendimento coletivo, que culmina com a assistência de Rashford para Martial que com um excelente remate colocado bate Kepa, bisando na partida e estabelecendo a reviravolta no marcador à passagem do minuto 73.

Até ao final da partida, o United focou-se em segurar o resultado, mas nunca deixou de pressionar alto o Chelsea, pois com a segunda parte aprendeu que só assim era possível inviabilizar o poder na posse de bola por parte do adversário.

Quando já nada o fazia prever, assistimos a um final épico com o Chelsea a conseguir chegar ao empate no último suspiro e o herói foi Barkley que, dentro da confusão instalada dentro da área dos red devils e após algumas tentativas falhadas, conseguiu finalmente fazer o golo, fixando assim o 2-2 final.

Pelo que os dois conjuntos protagonizaram teremos de considerar este resultado justo e agradecer pelo espetáculo de futebol que foram os segundos 45 minutos. Mesmo com o empate, o Chelsea deverá sair do lote dos líderes da Premier League. No reverso da medalha, o United não consegue entrar num ciclo de vitórias, mas sai desta partida mentalizado do que é realmente capaz.

Chelsea FC: Kepa Arrizabalaga, Antonio Rüdiger, Marcos Alonso, César Azpilicueta, David Luiz, Jorginho, N’Golo Kanté, Mateo Kovacic (Barkley´69), Eden Hazard, Willian (Pedro´73), Álvaro Morata (Giroud´79)

Manchester United FC: David de Gea, Victor Lindelöf, Chris Smalling, Ashley Young, Luke Shaw, Paul Pogba, Juan Mata (Herrera´ 75), Marcus Rashford (Sanchez´85), Anthony Martial (Andreas Pereira´84), Nemanja Matic, Romelu Lukaku