Cabeçalho Liga Inglesa Antes de mais, gostaria de começar este artigo fazendo quase como que um ‘mea culpa’…eu que, antes da quarta jornada da Premier League, escrevia sobre o “modesto início” de campeonato do Manchester City. Na altura, detinha-me em três jogos: um empate em casa e duas vitórias suadas fora de portas. Se, na altura, falava dos problemas em concretizar dos homens de Guardiola, daí para cá, em 7 jogos a contar para todas as competições, marcou 25 golos e sofreu 1!! Vamos lá mas é ao jogo que nos ocupa este rescaldo.

À entrada para esta 7ª jornada, um ‘City’ que, na época passada, havia perdido os dois jogos na ‘Premier’ diante os ‘blues’, encontrava-se também impedido de contar com Sergio Aguero. Do lado londrino, uma vitória no ‘Vicente Calderón’ na Liga dos Campeões a meio da semana davam alento para receber o adversário em casa sabendo que uma vitória seria suficiente para igualar pontualmente a armada de Manchester. 4 remates em todo o jogo não é um número nada impressionante para a equipa de Antonio Conte que jogava em casa.

Do lado contrário, a expectável maior quantidade de posse de bola e um total de 19 remates premeiam uma equipa à imagem do seu técnico. Pressionante a todo o campo e sempre perigosa em ataque posicional. Penalizado na sua ferocidade ofensiva pela saída de Morata, lesionado, a entrada de Willian no seu lugar e a passagem de Hazard para a posição mais adiantada do ataque tornou a equipa da casa carente de um homem de área.

O Manchester City foi uma equipa à imagem do seu técnico. Pressionante a todo o campo e sempre perigosa em ataque posicional Fonte: Premier League
O Manchester City foi uma equipa à imagem do seu técnico. Pressionante a todo o campo e sempre perigosa em ataque posicional
Fonte: Premier League

Bem perto da meia hora de jogo, a capacidade de criação dos forasteiros ficou demonstrada num remate já dentro da área de David Silva respondendo Courtois com atenta defesa. No último lance da etapa inicial, Fernandinho de cabeça obrigou novamente o guardião belga a agir. Para a segunda parte estava reservada (67’) a jogada-piloto da partida: De Bruyne fura na defesa contrária combinando em tabela com Gabriel Jesus à entrada da área e chuta de pé esquerdo marcando junto do poste direito.

Perto do final, Gabriel Jesus, a 5 minutos dos 90, atirou com selo de golo, mas Rudiger salvou o campeão inglês de mais um golpe. Com bola e sem bola, o Manchester City foi melhor, mais consistente, mais inteligente que o Chelsea e…no ataque, foi o mais perigoso…e a diferença não foi pouca!

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Este ‘City’ de Guardiola está numa forma incrível. Nada de modesto, portanto. Colam-se agora ao vizinho ‘United’ no topo da classificação e, assim, perduram a série invicta em ‘Stamford Bridge’.

Desculpa lá, Pep!

Foto de capa: Manchester City FC