A CRÓNICA: CHELSEA FC UNS FUROS ABAIXO DO CAMPEÃO

No primeiro grande teste da temporada para ambas as equipas, reds e blues não fizeram um jogo tão bonito como um jardim com rosas e violetas.

O primeiro momento de maior agitação nasce de uma saída em falso de Kepa. Salah aproveitou o desnorte do espanhol e cruzou para Firmino, mas valeu a atenção da defesa do Chelsea.

Nos primeiros minutos, Havertz, no corredor central, funcionou como um facilitador, associando-se com muita qualidade aos seus colegas. Foi a partir daí que o Chelsea chegou à frente. Havertz partia do centro do terreno, mas saía do meio dos centrais com facilidade para libertar espaço para os seus colegas, principalmente Werner.

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Ainda assim, foi o Liverpool que controlou o primeiro tempo, dificultando a vida ao Chelsea quando os blues tentavam atacar de forma organizada.

No fechar da primeira parte, como uma gazela, Mané esgueirou-se a Christensen que fez falta para impedir o jogador do Liverpool de se isolar.

Na segunda parte, o jogo mudou. Klopp previu o recuo do Chelsea e estreou o abre-latas Thiago. Cinco minutos depois, Salah, Firmino e Mané triangularam entre si e, com um cruzamento na direita, Firmino encontrou Mané para o primeiro.

Não foi preciso esperar muito para o segundo. Kepa erra a sair a jogar e oferece a bola a Mané que só teve que encostar.

Os londrinos ainda podiam ter reduzido, mas Jorginho deu-se ao luxo de falhar uma grande penalidade. Alisson atirou-se para o seu lado esquerdo e impediu que a bola tocasse nas redes. Pouco depois, novamente Alisson levou a melhor no cara a cara com Abraham.

Após uma temporada brilhante na Premier, o Liverpool é tido como o alvo a abater, pelo que a defesa do título não se avizinha fácil. Para já, alheio a tais pressões, o campeão venceu um Chelsea reforçado, mas longe da sua versão final, averbando a segunda vitória consecutiva, e soma seis pontos em seis possíveis. No próximo jogo, os reds recebem o Arsenal, enquanto os comandados de Frank Lampard vão ao terreno do West Brom.

 

A FIGURA


Sadio Mané – dois golos e muito trabalho no momento de pressão. É o elemento dos três da frente que mais se sacrifica em prol da equipa. Hoje viu o seu esforço ser recompensado.

 

O FORA DE JOGO


Kepa – não foi preciso pensar muito. O espanhol continua a não fazer jus à aposta que nele foi feita. Sempre intranquilo e com erros graves, desequilibrou pela negativa.

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Klopp alertou para as dinâmicas variadas que o Chelsea poderia apresentar com os jogadores ao dispor de Frank Lampard, mesmo sem Christian Pulisic, Hakim Ziyech, Ben Chilwell e Thiago Silva. O treinador inglês fez mesmo alterações na equipa: Loftus-Cheek, que desiludiu na primeira jornada, saiu, dando lugar a Kovacic. Desta vez, a equipa apareceu montada em 4-3-3 em detrimento do 4-2-3-1 da jornada anterior. A frente de ataque dos londrinos mostrou-se muito móvel, procurando baralhar a defesa dos reds. A ordem era para jogar apoiado, mas a pressão do Liverpool não deixou, pelo que o Chelsea, só em transição e com poucos toques, se acercou da baliza adversária. Destaque para o pouco envolvimento dos laterais. Embora sem sucesso, o Chelsea insistiu sempre em sair a jogar.

No capítulo defensivo, Werner encarregou-se de defender o lado esquerdo, poupando Havertz a esse momento. A linha mais recuada do Chelsea, sabendo que o ataque à profundidade do Liverpool é letal, controlou bem o espaço nas suas costas. No entanto, na primeira parte, a única vez que não o fez resultou na expulsão. Na segunda parte, arrumou-se em 4-4-1.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kepa (3)

Alonso (4)

Christensen (4)

Zouma (5)

James (4)

Jorginho (4)

Kanté (5)

Kovacic (4)

Mount (5)

Havertz (6)

Werner (7)

SUBS UTILIZADOS

Tomori (4)

Barkley (3)

Abraham (3)

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

Como habitualmente, e à semelhança do Chelsea, o Liverpool também veio para o jogo em 4‑3‑3. Henderson liderou o meio-campo, quer com bola, quer nos momentos de marcar a pressão. Na frente, as habituais trocas constantes. A ordem de Klopp era simples: asfixiar o Chelsea. Dessa forma, impediram os blues de organizarem os seus ataques e procuraram vertiginosamente ferir a defesa contrária. Com a inclusão de Thiago, a qualidade do jogo de posse dos reds cresceu exponencialmente, o que, uma vez em vantagem, foi importante para a equipa gerir o jogo com bola.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson (8)

Fabinho (7)

van Dijk (7)

Robertson (7)

Alexander-Arnold (7)

Wijnaldum (7)

Keita (6)

Henderson (7)

Firmino (7)

Mané (8)

Salah (7)

SUBS UTILIZADOS

Thiago (7)

Milner (6)

Minamino (-)