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Naquela que foi uma tarde de derby londrino em Stanford Bridge, Chelsea e Tottenham mediram forças nesta partida a contar para a 32ª jornada da Premier League. Ambas equipas viram peças cruciais afastadas do 11 inicial devido a lesão; do lado dos blues, o ausente foi o guardião Thibaut Courtois que foi rendido por Caballero, já o conjunto visitante iniciou o jogo com o seu goleador, Harry Kane, no banco, por ainda não se encontrar na sua plenitude física.

Os primeiros 45 minutos foram excelentes tanto do ponto vista táctico como do futebol em si jogado, visto que assistimos a grandes lances de ataque e a dois belos golos. O Chelsea esteve sempre por cima do jogo mesmo contrastando com a supremacia na posse de bola por parte do adversário e após falhar algumas oportunidades claras de golo, como a de Willian aos 18 minutos e o golo anulado a Marcos Alonso, fazia por merecer o golo. Tento este que acabaria por chegar à meia hora de jogo por intermédio de Álvaro Morata, que correspondeu de forma certeira ao cruzamento de Moses e colocou os blues em vantagem, num lance em que Hugo Lloris não fica isento de culpas. Completamente contra a corrente de jogo e já em período de compensação, Christian Eriksen mostrou o que vale e mais uma vez surpreendeu-nos com um remate potentíssimo de longa distância, conseguindo assim igualar a partida.

Foi uma primeira parte que deixou patente as distintas formas de jogar das duas equipas, por um lado assistimos à equipa do Chelsea com um jogo assumidamente vertical, isto é, sem trocar a bola de forma excessiva e sem demasiado cuidado em ter um ‘futebol bonito’, preferindo sempre um estilo de jogo pragmático e eficaz, o que proporcionou várias oportunidades, justificando assim o facto de ter dominado o primeiro tempo.

No reverso da medalha, o Tottenham, apesar de ser superior na posse de bola, teve sempre demasiada misericórdia na construção ofensiva, revelando dificuldades na altura da decisão, sobretudo nos últimos 30 metros do campo e apenas escapou à derrota ao intervalo, graças a um golo de antologia de autoria de um jogador de classe mundial.

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Na segunda parte, assistimos quase àquilo que foi uma antítese da primeira, na medida em que a equipa do Tottenham, mantendo-se fiel aos seus principais princípios, conseguiu criar muito mais perigo, sobretudo através de passes longos nas costas da defensiva da equipa da casa, aproveitando mais as valências dos seus avançados.

Esta grande alteração no estilo de jogo contrastou com um Chelsea muito mais contido em campo, que pareceu consentir o golo de Eriksen no fecho do primeiro tempo e por isso regressou dos balneários pouco confiante. As consequências foram trágicas para os blues, pois sem ter grandes oportunidades de perigo nunca conseguiu colocar em sentido o adversário, ficando por isso cada vez mais vulnerável à possibilidade de sofrer um golo, o que acabaria por acontecer duas vezes num curto espaço de tempo.

Primeiramente com Dele Alli, à passagem da hora de jogo, a surgir sozinho na cara de Caballero, após beneficiar de um passe magistral de Eric Dier e a não perdoar e apenas cinco minutos depois, o inglês bisa na partida num lance em que a defesa do Chelsea revelou uma tremenda falta de atitude. O terceiro golo do Tottenham sentenciou a partida, já que o melhor que o adversário conseguiu foi um remate perigoso por parte de Fàbregas.

Este era um jogo determinante na luta pelos lugares que dão acesso à Liga dos Campeões na próxima época e com este resultado Chelsea e Tottenham passam a ocupar, respetivamente a 5.ª e 4.ª posição, ficando com uma distância entre si de 8 pontos. Um passo importante para os spurs e um resultado que se pode revelar grave nas contas do atual campeão inglês.

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