A CRÓNICA: RESULTADO CONSTRUÍDO NA SEGUNDA-PARTE QUE FOI A MENOS ESPETACULAR

Passados apenas três dias, Chelsea e Leicester voltaram a encontrar-se, desta vez num jogo a contar para o campeonato. A final da taça ditou uma vitória do Leicester City FC por uma bola a zero, onde o equilíbrio predominou e a diferença se ditou por uma bomba do meio da rua da autoria de Tielemans. O contexto era, agora, diferente, e em causa estava o terceiro lugar da tabela classificativa que, ainda que seja semelhante ao quarto, em termos de objetivos europeus para a temporada seguinte, não é semelhante ao quinto.

Posto isto, tinha tudo para ser um enorme jogo de futebol e isso veio a verificar-se desde o primeiro minuto. Pelo menos para a equipa caseira. Os primeiros quarenta e cinco minutos tiveram uma grande e sucinta história: o Chelsea FC dominou do início ao fim, criando muitas oportunidades de golo, mas acabou por não o fazer. Pelo menos de forma legal, uma vez que Timo Werner viu os seus dois golos serem anulados, um por fora de jogo, outro por mão na bola.

Para a segunda parte previa-se um Leicester City FC um pouco mais ameaçador, mas antes que tivessem tempo para mudar, Rudiger foi lá a frente mostrar como se faz e colocou a sua equipa em vantagem. 1-0 para a equipa da casa que voltou a contar com cerca de dez mil adeptos nas bancadas.

A partir daí o jogo acalmou e as oportunidades deixaram de surgir com tanta naturalidade. Isto até Fofana fazer a grande penalidade que viria dar outro conforto aos blues. A vantagem foi dilatada e o jogo parecia, tendo em conta o que os foxes tinham feito até então, resolvido.

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Mas pela primeira vez no encontro os homens do Chelsea FC desconcentraram-se e o recém entrado Iheanacho reduziu a desvantagem da equipa. 2-1 para os últimos 15 minutos, que nem por isso foram um motivo de interesse. O resultado não viria a sofrer qualquer alteração e o Chelsea FC passou assim para o terceiro lugar enquanto que o Leicester City FC espera que o Liverpool FC não ganhe para não perder o lugar de Champions.

 

A FIGURA

Dinâmica ofensiva do Chelsea FC – Essencialmente na primeira parte, a equipa deu um autêntico recital de futebol no relvado do Stamford Bridge. Os homens de fora moviam-se para dentro, os de dentro para fora e nem nós, adeptos, nem a defesa do Leicester City FC conseguimos acompanhar tanta mobilidade produzida por cinco ou seis homens. As oportunidades foram mais do que muitas e nos primeiros quarenta e cinco minutos não seria descabido pensar-se num resultado bastante avolumado para a equipa caseira. Muito boa réplica para um dos finalistas da Liga dos Campeões.

O FORA DE JOGO

Leicester City FC – Depois de vencer a Taça de Inglaterra frente a esta mesma equipa, esperava-se mais dos homens de Brendan Rodgers que pouco ou nada produziram durante toda a partida. A primeira parte foi miserável a todos os níveis, e na segunda, para além do golo, só conseguiram ter mais uma verdadeira oportunidade.

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Tuchel voltou a optar no 3-4-3 característico da equipa nesta temporada, com Chilwell a percorrer toda a lateral esquerda e Azpilicueta a lateral direita. Reece James foi opção mais no centro da defesa muito devido à sua velocidade e capacidade de se reposicionar quando a equipa está balanceada para o ataque, ao lado de Thiago Silva e Rudiger, dois centrais mais puros.

No meio campo jogaram Jorginho e Kanté, com o italiano sempre mais fixo e com o internacional francês a jogar como médio de transição que leva a equipa para a frente e aparece também mais perto de zonas de finalização.

Na frente Pulisic mais à direita, Mount mais á esquerda e Werner no centro, mas também muitas vezes a surgir como um falso nove à procura de receber bola no meio campo e ajudar a equipa a ganhar metros no terreno. Este foi um jogo muito bem conseguido pela equipa essencialmente pela mobilidade que os homens da frente mostraram, com várias permutas de posição que acabaram por baralhar a defensiva adversária.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mendy (6)

Reece James (7)

Thiago Silva (7)

Rudiger (8)

Azpilicueta (7)

Jorginho (7)

Kante (7)

Chilwell (7)

Pulisic (7)

Mason Mount (7)

Werner (8)

SUBS UTILIZADAS

Kovacic (7)

Zouma (-)

Giroud (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – LEICESTER CITY FC

O Leicester City FC apresentou-se num 5-4-1 que à partida foi pensado num 3-4-3 onde o objetivo seria passar mais tempo a atacar do que a defender. Não aconteceu, e por isso o conjunto orientado por Brendan Rodgers acabou por passar muito tempo atrás da bola, com a linha mais recuada composta por cinco homens, seguido de uma outra linha de quatro e com Vardy na frente, à espera de ser útil num dos momentos mais fatais da equipa dos foxes, o contra-ataque.

Não foi algo que se verificou muitas vezes, e por isso os forasteiros acabaram por criar poucas oportunidades ao longo dos 90 minutos. Com as entradas de Iheanacho e Ricardo Pereira a equipa melhorou substancialmente, apesar de não ter conseguido chegar ao empate.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Schmeichel (7)

Albrighton (5)

Castagne (6)

Fofana (5)

Soyuncu (6)

Luke Thomas (5)

Ndidi (6)

Tielemans (6)

Ayoze Perez (5)

Maddison (5)

Vardy (6)

SUBS UTILIZADAS

Iheanacho (7)

Ricardo Pereira (7)

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