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Na 24ª jornada da Premier League, defrontaram-se em Stanford Bridge dois dos candidatos à conquista do título no final da temporada. Frente a frente estiveram o Chelsea FC, com a sua famosa defesa de três centrais, e o Arsenal FC de Alexis Sanchez e companhia. Era importante os “Gunners” saírem vitoriosos do dérbi, para encurtar a distância pontual que têm dos “Blues”.

O Arsenal entrou bem na partida e, logo no primeiro minuto, esteve perto de inaugurar o marcador. Courtois tentou sair a jogar para David Luiz, mas o passe saiu de forma deficiente para o central, e Alex Iwobi aproveitou da melhor forma para rematar com perigo à baliza adversária. Perto do primeiro quarto de hora de jogo, o Chelsea chegou ao golo através de Marcos Alonso. Depois de um cabeceamento perigoso de Diego Costa à trave, Alonso consegue, na recarga, levar a melhor sobre a defensiva dos visitantes e cabecear para o fundo das redes. Contudo, no lance do tento, ficam dúvidas se não existe carga dura de Alonso sobre Bellerin, pois o espanhol teve de abandonar a partida após o lance.

À entrada da meia hora assistíamos a um Arsenal a tentar entrar novamente no jogo, mas sempre sem sucesso devido à forma tática com que a equipa do técnico António Conte se apresentava. Claramente que os “blues” eram donos do jogo neste momento, e tiveram oportunidades para ampliar o resultado para 2-0 sempre através de investidas rápidas e perigosas de Hazard e Pedro Rodriguez.  Já perto do intervalo, o Arsenal esteve perto de fazer estragos na área contrária. Após um cruzamento preciso, Gabriel cabeceou de forma eximia para uma defesa fantástica do guarda-redes belga Courtois.

Hazard exibiu-se em excelente forma no derby londrino Fonte: Chelsea FC
Hazard mostrou-se em excelente forma no dérbi londrino
Fonte: Chelsea FC

No segundo-tempo, o Chelsea entrou cheio de força e convicção. Aos 52 minutos, Eden Hazard deu uso a toda a sua técnica e imprevisibilidade para arrancar sozinho desde a linha de meio campo até à área vermelha e branca, onde, já dentro desta, finalizou da melhor forma. Um golo fantástico do jovem jogador belga, o qual certamente se irá recordar mais tarde.

Arsène Wenger assistia da bancada a um Arsenal sem ideias e com bastantes dificuldades na chegada ao último terço do campo. A equipa técnica, com o jogo a chegar aos 15 minutos finais, decidiu colocar Giroud e Welbeck com o intuito de se chegar mais perto da área dos “Blues”. Contudo, o coletivo da casa continuava a apresentar bastante solidez e tranquilidade na troca de bola entre jogadores. É evidente que este sistema tático à moda italiana continua a causar bastantes dificuldades aos adversários do Chelsea. À entrada dos dez minutos finais, o Arsenal esteve finalmente perto de chegar ao golo, através de um cabeceamento de Welbeck que resultou numa nova boa defesa de Courtois.

Perto do final da partida, os “Gunners” revelavam uma enorme desorientação em campo. Peter Cech cometeu um erro fatal ao falhar um passe de fácil execução, que Fàbregas aproveitou da melhor forma – através de um chapéu – para colocar o resultado em 3-0.  Já dentro do tempo de descontos, o Arsenal chegou ao golo de honra através de um bom cabeceamento do francês Giroud, colocando um ponto final no resultado.

Com esta vitória, o Chelsea amplia a sua distância pontual para 12 pontos. É um passo fulcral na caminhada pelo título inglês. Um domínio absoluto da equipa azul, que resultou numa excelente exibição neste dérbi londrino.

 Foto de capa: Chelsea FC

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