Crystal Palace: A recuperação dos ‘Eagles’ tem ‘British Smile’

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Sete jogos sem perder fazem o Crystal Palace respirar melhor na Premier League depois de um início de campeonato angustiante. Roy Hodgson é o rosto da recuperação dos ‘Eagles’.

Se, em 2016/17, foi Sam Allardyce o salvador da equipa ao resgatá-la dos lugares do abismo da tabela classificativa, parece agora surgir outra “Velha Raposa” a dar estabilidade ao clube que luta por fugir à “relegation”.

A vitória expressiva (3-0) na casa do Leicester, campeão inglês de 2015/16, fala um pouco daquilo que são as traves-mestras da formação que tem em Benteke e Zaha dois dínamos na frente de ataque, sendo apoiados na zona intermédia por jogadores como Townsend ou James McArthur ou até Cabaye.

 

A vitória fora frente ao Leicester foi o pecúlio de sete jogos sem perder na ‘Premier’ Fonte: Premier League
A vitória fora frente ao Leicester foi o pecúlio de sete jogos sem perder na ‘Premier’
Fonte: Premier League

É essa a chave. Tão inglesa. ‘Old fashion way’. Como ‘Big Sam’ tinha rentabilizado na época passada e ao contrário do que Frank Boer (não) fez e que o levou a ser despedido ao cabo de quatro jornadas sem qualquer ponto.

Da 5ª à 18ª jornada, a equipa conquistou 17 pontos e ocupa agora a 14ª posição da classificação sem nada de grandes invenções, até porque falamos de um treinador de 70 anos que já estava há um ano sem treinar, depois da seleção inglesa, mas que não esqueceu tudo o que bebeu de sabedoria ao longo de tantos anos de futebol britânico e não só.

Tem ‘british smile’ a forma dos ‘Eagles’. Objetiva e direta. Com 4x4x2 e pleno de oportunidade e assim é que certamente os seus adeptos querem continuar vendo a sua equipa e o seu treinador. Em busca dos seus objectivos, mas bem cientes do que querem e do que podem fazer. No banco está alguém que sabe muito bem projetar metas porque o passado dá uma sabedoria que, quer queiramos quer não, é em si história do futuro.

Foto de capa: Crystal Palace

Rúben Tavares
Rúben Tavareshttp://www.bolanarede.pt
O futebol foi a primeira paixão da infância, no seu estado mais selvagem e pueril. Paixão desnuda. Hoje não deixou de ser paixão, mas é mais madura, aliada a outras paixões de outras idades: a literatura, as ciências sociais, as ciências humanas.                                                                                                                                                 O Rúben escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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