Marco Silva assumiu o comando técnico do Everton FC no início da presente época, tendo assinado um contrato de três anos.

À data deste artigo, já na reta final de todas as competições, o Everton está arredado das competições europeias, ficou pelo caminho na Taça da Liga Inglesa e na Taça de Inglaterra, e na Premier League já só cumpre calendário.

Numa época de altos e baixos, os comandados de Marco Silva valeram-se da sua supremacia no Goodison Park, em que os bons resultados permitiram cobrir alguns desaires fora de portas.

Mesmo com o lema de incutir um estilo de jogo dinâmico e atrativo nas suas equipas, o treinador português foi capaz do melhor e do pior, e as duas últimas jornadas do campeonato evidenciam esta realidade.

No espaço de uma semana, assistimos a dois tipos de Everton. Primeiramente, os toffees, com uma brilhante exibição, aplicaram uma lição de futebol à equipa do Arsenal FC, que mesmo fora das contas do título continua a ser um adversário recheado de jogadores de classe mundial, vencendo pela margem mínima, um resultado que pecou por escasso. Apenas seis dias depois, na deslocação ao terreno do então despromovido Fulham FC, demonstrando alguma displicência e falta de entusiasmo, o Everton saiu surpreendentemente derrotado por 2-0, salientando assim a bipolaridade do tipo de jogo produzido.

Desalento dos jogadores após derrota diante do Fulham
Fonte: Everton FC

Na nona posição, com 46 pontos, o Everton falhou claramente o objetivo de alcançar uma posição que lhe valesse participação nas competições europeias na época 2019/2020, e o foco está, por isso, no futuro.

Não se pode falar em período de adaptação para Marco Silva, pois já cumpre a sua terceira temporada no Futebol inglês, após passagens pelo Hull City AFC e o Watford FC. Contudo, a massa associativa demonstra manter a confiança no treinador português e, segundo a imprensa inglesa, essa será também a intenção dos dirigentes do clube.

Portanto, para Marco Silva, é hora de perspetivar a realidade a longo prazo, preparar a sua equipa e explorar potencialidades que teimam em não surgir, para que, aí sim, seja possível efetuar uma melhor campanha, com uma equipa mais regular e competitiva.

Convém não esquecer de que se trata da Liga mais difícil do mundo do Futebol, mas, ainda assim, este Everton pode fazer muito mais do que aquilo que fez esta temporada, tanto a nível nacional como europeu.

2018/2019 não será uma época negativa, mas o pouco que terá de positivo prende-se com aprendizagens que podem valer sucesso no futuro. O Everton exige mais. Será Marco Silva o homem ideal?

Foto de capa: Everton FC

Comentários