Cabeçalho Liga Inglesa

É já sabido por todos que a Liga Inglesa é uma das competições mais disputadas – senão a mais disputada – a nível mundial. O que todos sabemos também é que, para qualquer equipa, uma chicotada a nível de treinador pode ter bastantes consequências no que resta da época e, numa liga como Inglesa, as consequências podem ser ainda mais maiores.

Apesar disso, há sempre exceções, e neste artigo abordar-se-á um dos casos que pode vir a revelar-se como uma dessas exceções.

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Recém-promovido à Premier League, o Hull City viveu tempos difíceis na primeira metade da época, durante a qual apenas venceu três jogos dos 20 que realizou, e que valeram à direção a decisão de despedir o treinador que assumiu as rédeas da equipa após o abandono do cargo por parte de Steve Bruce: Mike Phelan. Para substituir o inglês, o Hull City escolheu Marco Silva, treinador que nunca reuniu grande consenso no seio dos adeptos dos tigers, pelo menos até agora…

O ex-técnico do Sporting CP e do GD Estoril-Praia estreou-se na Premier League com uma vitória sobre o AFC Bournemouth, por 3-1, tendo depois perdido frente àquela que parece ser a equipa favorita à conquista do título – o Chelsea. Não obstante esta derrota, o Hull City, comandado pelo treinador luso, cedo regressou aos bons resultados, empatando em Old Trafford frente à equipa de José Mourinho e batendo em casa o Liverpool por uns esclarecedores 2-0. Estes resultados contribuíram e muito para que aqueles que duvidavam das capacidades de Marco Silva como possibilitador de um impacto imediato no campeonato refletissem um pouco mais acerca das qualidades do treinador e diminuíssem a frequência e a intensidade das suas críticas.

Lazar Markovic (dir.) procura relançar a carreira Fonte: Hull City
Lazar Markovic (dir.) procura relançar a carreira
Fonte: Hull City

As questões que se colocam agora com mais frequência – contrariamente às criticas – são sobre o que terá mudado com a vinda do português para Hull.

Desde logo, constata-se que a chegada do novo técnico quase coincidiu com a abertura do mercado de janeiro, o que, certamente, poderá ter contribuído para uma mais fácil adaptação à vida do campeonato inglês e uma preparação mais sustentada do plantel para a segunda metade do campeonato que estava para vir, na medida em que foi possibilitado a Marco Silva aproveitar a pausa do principal escalão inglês para reunir jogadores que pudessem constituir um plantel à altura dos constantes desafios que todas as equipas enfrentam no decorrer de uma competição como a Premier League.