A Premier League é onde o futebol atinge um nível competitivo, em contexto interno, muito elevado. Jogos com ritmo alto e que não dá margem para rodar a equipa “só porque sim”. Para a larga maioria dos jogos, acredito que sejam chamados os que estiverem mais aptos, ou melhor preparados, e só esses podem ir a jogo, pois colocar em campo um jogador que não esteja em plenas condições físicas, pode originar uma recaída/alargar o tempo de recuperação total.

O Manchester City FC dá-se ao luxo de ter um plantel vastíssimo: pensado por Guardiola, que mal chegara trocou as laterais do avesso, contratou mestres do passe, mestres do desequilíbrio, e uma promessa brasileira para o ataque.

Talvez o nome mais importante da história (não só recente, diga-se) dos citizens é Sergio Agüero. O ponta de lança que deu o terceiro golo diante do Queens Park Rangers FC, golo que permitiu os azuis de Manchester erguer um título considerado inédito, mas “inevitável”, dado o investimento.

Talvez o ponto mais alto da história do Manchester City
Fonte: Premier League

Agüero, em tempos de Mancini, figurava com Balotelli ou com Dzeko no ataque. O City, praticava um futebol diferente, segundo um esquema diferente, com jogadores de características diferentes, mas sempre que existe qualidade, em qualquer contexto ela é notada. Afinal, é o melhor marcador de sempre do emblema (bateu recorde que era de 177 golos).

Como tal, sendo Agüero um jogador tão marcante para o clube, quer efetiva, quer simbolicamente falando, chega agora a altura dos 30. Com 30 anos, a direção dos clubes tende a encurtar a margem de erro/oportunidade dos atletas, principalmente dos estrangeiros. Porém, viu o seu contrato ser estendido no início da época (mas de um ano só, dada a política contratualmente estipulada em Inglaterra).

Sergio Agüero e Gabriel Jesus são ambos muito móveis e só avançados com tais características têm chance de jogar nas equipas de Guardiola. Não é, com certeza, uma dupla a entrar de início, mas jogando a pivot, que é a função a desempenhar pelo jogador a ocupar a posição “9”, torna desnecessário jogar com uma dupla de jogadores referência. Como é óbvio, salvo em situações de busca obstinada do golo.

O argentino, como disse, é um nome inapagável do universo citizen. Pelo tempo que está lá como jogador, o legado que deixa num clube de elite, mas que entrou para esse lote há pouco tempo. Foi durante esse tempo que Agüero é considerado o mais aclamado, elevado a herói.

Hoje, talvez com o plantel mais rico em termos de recursos humanos do mundo, com jovens promessas a eclodir e muitas “feras” a ter de ficar no banco… Depois das competições internas já alcançadas, falta algo.

Falta a Liga dos Campeões. Não só a Agüero, como ao próprio clube que representa. É algo que trará a glória pretendida ao extraordinário legado do argentino no clube. É algo que certamente está nos planos do Manchester City, mas que parece não estar em sintonia psicológica com as prestações da equipa na prova milionária, que ainda deixam a desejar em momentos chave…

Foto de capa: Manchester City FC

Artigo revisto por: Jorge Neves 

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