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O início oficial de cada época desportiva é, normalmente, marcado pela realização das supertaças internas, e Inglaterra não é exceção. O mítico estádio de Wembley recebeu o encontro entre Manchester City, vencedor de todas as competições internas, e Liverpool, campeão europeu de clubes e segundo classificado do campeonato transato. Devido à vitória dos “Citizens” na FA Cup (Taça de Inglaterra), os “Reds” de Merseyside foram chamados a disputar a competição, fruto da classificação na Premier League anterior.

Com alterações nos onzes iniciais de ambas as equipas, as mais notórias verificaram-se na defesa do City, onde Claudio Bravo, Otamendi e Zinchenko assumiram uma titularidade que não foi habitual no último ano. Já do lado do Liverpool, nota para a chamada ao onze de Divock Origi, ocupando o lugar de Sadio Mané, que se apresentou mais tarde ao trabalho e, por isso, ainda não possui a condição física desejada. Apesar das mudanças, esperava-se um jogo energético e cheio de oportunidades, à imagem daquilo que foram os duelos da última época.

Dentro dos primeiros dez minutos, duas grandes oportunidades, uma para cada lado: Sané, do lado do City, remata dentro da área, mas a bola vai à malha lateral; do lado do Liverpool, Salah, isolado com o guarda-redes Claudio Bravo, envia a bola junto ao poste, mas pelo lado de fora da baliza. No entanto, o extremo alemão do Manchester City foi atingido pelo azar, sendo obrigado a sair devido a uma lesão no joelho direito.

Reduzidos a dez unidades, momentaneamente, os “Citizens” não se acanharam, aproveitaram um lançamento em zona muito próxima da área de Alisson e, após um toque mágico de David Silva, Sterling só teve que encostar para o golo, abrindo assim as hostilidades. Fica a ideia de que o guarda-redes brasileiro dos “Reds” poderia ter feito mais neste lance.

Apesar de se esperar que o Liverpool tentasse pegar no encontro, devido à desvantagem em que se encontrava, tal não aconteceu na totalidade, com o jogo a continuar partido. A equipa de Merseyside apostava nas saídas rápidas, através de Salah e Origi, enquanto que a turma de Manchester se mantinha fiel ao típico estilo de construção de jogo apoiado, imagem de marca de Pep Guardiola.

A partida acalmou e, até ao intervalo, os lances de grande perigo foram inexistentes, tornando-se o City, progressivamente, “dono e senhor” da posse de bola e, consequentemente, privando o Liverpool de criar qualquer calafrio a Claudio Bravo.

Fonte: Liverpool FC

O segundo tempo começou a “todo o gás”, com o marcador do golo, Sterling, a enviar uma bola ao poste esquerdo da baliza do Liverpool (ainda que tivesse partido de posição irregular). Apesar deste primeiro momento de perigo ter pertencido ao City, foi o Liverpool que começou a “assentar jogo” e a circular a bola, na busca da igualdade.

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Ao minuto 57, o central holandês Van Dijk enviou a bola à trave, tendo esta ressaltado na linha de golo e voltado para jogo. Um minuto depois deste lance, foi a vez da “estrela da companhia”, Mo Salah, rematar forte de fora da área, tendo esta embatido no poste esquerdo da baliza de Claudio Bravo. Os “Reds” assumiam definitivamente as rédeas da partida, como se previa devido à desvantagem em que se encontravam.

O “forcing” do Liverpool deu finalmente frutos ao minuto 78: um livre descaído para a direita, cobrado por Jordan Henderson, encontrou Van Dijk solto na zona do segundo poste, que colocou a bola no centro da pequena área, onde o companheiro de setor Matip encostou com a cabeça. Estava reposta a igualdade e a justiça no resultado, dado o desempenho das equipas nas duas metades do jogo.

O Liverpool continuou a equipa mais perigosa e, já no período de compensação, Salah tocou de cabeça para o que parecia ser o golo da vitória… mas apareceu Kyle Walker em “modo salvador”, tirando a bola acrobaticamente mesmo em cima da linha.

O jogo terminou empatado e seguiu diretamente para os pontapés de penálti, onde o Manchester City, elevado por um enorme Claudio Bravo (tanto no tempo regulamentar, como na defesa de uma grande penalidade), arrebatou o troféu. 

Onzes iniciais e substituições:

Liverpool – Alisson; Alexander-Arnold (Matip, 67’); Van Dijk; Joe Gómez; Robertson; Fabinho (Keita, 67’); Jordan Henderson (Lallana, 79’); Wijnaldum; Origi (Oxlade-Chamberlain, 79’); Salah; Firmino (Shaqiri, 79’).

Manchester City – Claudio Bravo; Kyle Walker; Stones; Otamendi: Zinchenko; Rodri; David Silva (Gundogan, 61’); De Bruyne (Phil Foden, 89’); Leroy Sané (Gabriel Jesus, 12’); Bernardo Silva; Sterling.

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