Liverpool FC 2-0 Tottenham Hotspur FC: Mané contra a crise

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Só deu Liverpool; só deu Mané. No jogo grande da jornada, a equipa de Merseyside bateu o Tottenham por duas bolas a zero e deu um pontapé na crise. Os reds fizeram uma grande primeira parte, aproveitaram o desnorte defensivo dos spurs e, com Mané em grande destaque, ganharam pela primeira vez para a liga inglesa em 2017.

Desde cedo que a equipa da casa mostrou as suas intenções no jogo. Através de uma grande dinâmica dos seus homens da frente, imprimia uma grande velocidade e vivacidade ao ataque dos reds e, depois de algumas ameaças, inaugurou o marcador ao minuto 16’.

O Tottenham, a jogar com a defesa muito adiantada – estratégia que lhe saiu cara –, deixou espaço nas costas e Mané, depois de um grande passe de Winaldum, isolou-se, e no frente a frente com Lloris não perdoou. Um golo clássico dos homens de Liverpool a deixar Anfield Road em delírio.

Volvidos apenas dois minutos, novo golo. Mais um do Liverpool; mais um de Mané. Perda de bola comprometedora de Dier; Lallana surgiu com espaço na direita, rematou, Lloris defendeu, Firmino na recarga voltou a permitir a defesa do guardião francês, mas à terceira Sadio Mané não perdoou e bisou na partida, aumentando a vantagem da turma orientada por Klopp.

Viviam-se minutos frenéticos na partida e o Tottenham não conseguia assentar o seu jogo, estando mesmo na iminência de sofrer mais um par de golos, com Mané – sempre ele – a obrigar Hugo Lloris a duas excelentes defesas – a segunda é uma parada monumental.

Só ao minuto 26’ é que a equipa de Mauricio Pochettino conseguiu incomodar verdadeiramente Mignolet, mas o guardião belga, perante Son, fez a mancha e impediu os spurs de reentrarem na discussão da partida.

Até ao intervalo, a toada do jogo não se alterou muito, mas não houve mais nenhum lance de grande perigo, com exceção para um livre de Eriksen que passou perto do alvo e uma transição ofensiva do Liverpool – mais uma  –, que Coutinho não aproveitou da melhor maneira.

Uma vitória que se ajustava, dado o que se passou no primeiro tempo. O Tottenham, a jogar com um bloco defensivo muito alto, convidou os homens de Klopp a jogarem o tipo de jogo de que mais gostam – transições ofensivas muito rápidas e aproveitamento dos espaços nas costas da defesa.

Destaque claro para Sadio Mané, que tanta falta fez ao Liverpool enquanto esteve na CAN. O senegalês deu muitos problemas à defesa contrária, principalmente a Davies, que ficou muito mal na fotografia.

Na segunda parte, o ritmo do jogo baixou, e a partida deixou de ser tão entusiasmante. O Liverpool, com o jogo no bolso, limitou-se a gerir as incidências do encontro e deixou de procurar o golo de forma tão incessante. Por sua vez, o Tottenham nunca conseguiu demonstrar os pergaminhos necessários para tirar algo mais deste jogo. Com exceção de um lance em que Coutinho surgiu com espaço à entrada da área e rematou ligeiramente ao lado, os guarda-redes de ambas as equipas não mais voltaram a ser incomodados.

No final, vitória justa do Liverpool, que volta assim às vitórias na Premier League, ao contrário da equipa londrina, que fez uma exibição bastante pálida.

Rafael Simões
Rafael Simõeshttp://www.bolanarede.pt
Adepto de bom futebol, adora o jogo desde que se lembra de ser gente. Estudante de Comunicação Social, é capaz de passar horas a fio a devorar futebol, considerando-se um romântico do desporto rei. Recusa-se a discutir arbitragens e simpatiza com o Liverpool, muito por culpa da lenda do clube, Steven Gerrard. Espera um dia ser jornalista desportivo e olha para o futebol como uma arte que embeleza a vida.                                                                                                                                                 O Rafael escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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