A CRÓNICA: INTENSO DUELO TÁTICO COM ESCASSEZ DE GOLOS

No encontro referente à 29ª jornada do campeonato inglês, o Chelsea FC foi ao terreno do Liverpool FC vencer por uma bola a zero, subindo à quarta posição da tabela classificativa. Os “Reds” somaram a quinta derrota consecutiva em Anfield a contar para a Liga Inglesa, agravando a recente crise de resultados.

O Chelsea FC esteve melhor no primeiro tempo, conseguindo um resultado adequado à sua exibição. O Liverpool FC apresentou várias debilidades defensivas, e também algumas dificuldades em chegar à baliza dos “Blues” de forma ameaçadora.

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Ao minuto 42’, o Chelsea FC confirmou a supremacia que teve em toda a primeira parte, e colocou-se em vantagem no marcador, por intermédio de Mason Mount. O jovem prodígio inglês aproveitou as fragilidades dos “Reds” no setor defensivo e, fletindo da ala para o corredor central, disparou colocado para o fundo das redes adversárias. Antes do golo de Mount, Werner já havia batido Alison, mas o lance foi anulado por fora de jogo do avançado alemão.

A segunda parte começou com um ritmo mais elevado comparativamente com os primeiros 45’ minutos de jogo. Apesar da pressão intensa dos “Reds”, foi a formação forasteira a criar lances de maior perigo, principalmente através de contra-ataques rápidos.

Apesar de alguma insistência do Liverpool FC, a formação da cidade dos Beatles não conseguiu empatar a partida, sendo que também não criou lances dignos de verdadeiro perigo. O marcador permaneceu inalterado até ao final da partida, com o Chelsea FC a garantir os três pontos de forma justa.

 

A FIGURA

Mason Mount – O jovem inglês apontou o golo que decidiu a partida, realizando mais uma exibição de alto nível. Desde o começo do encontro, foi um dos mais interventivos por parte dos “Blues”, saindo dos seus pés as melhores jogadas do Chelsea FC.

Sempre bem posicionado, o médio ofensivo destacou-se pelos importantes movimentos sem bola, abrindo espaços para os seus colegas, mas também pela qualidade de passe e criatividade que o caracteriza. Com mais um desempenho de grande qualidade, Mount demonstrou ser um dos jogadores mais importantes da formação londrina na presente temporada.

 

O FORA DE JOGO

Ataque do Liverpool FC – O aclamado tridente ofensivo dos “Reds” teve mais um desempenho longe das expetativas, sendo um dos principais fatores para a atual má forma competitiva do Liverpool FC. O único remate da formação de Anfield que atingiu a baliza defendida por Mendy foi efetuado perto do final da partida, sendo um facto bastante exemplificativo da falta de criatividade e eficácia ofensiva.

Destaque também para as evidentes lacunas no setor defensivo dos atuais campeões ingleses, que foram apenas disfarçadas pelo escasso número de golos nesta partida.

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

A equipa de Jurgen Klopp alinhou num sistema tático de 4-3-3. Como é habitual, a linha mais recuada é formada por quatro elementos, com os defesas laterais a subirem bastante no terreno. No centro do campo, Thiago e Wijnaldum ocuparam o corredor central, em zonas mais recuadas, para definir a construção de jogo. Curtis Jones atuou como médio mais “solto”, tendo mais liberdade posicional que os seus colegas.

O trio de ataque foi formado por Salah, Mané e Firmino, com os dois primeiros a atuar a partir das alas, e o avançado brasileiro a aparecer preferencialmente no corredor central. Estes três elementos foram importantes do ponto de vista tático, pelas rápidas transições ofensivas do qual são capazes, mas também na alta pressão exercida sobre a linha defensiva do Chelsea FC.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson Becker (6)

Trent Alexander-Arnold (6)

Fabinho (5)

Ozan Kabak (5)

Andrew Robertson (6)

Thiago Alcântara (5)

Georginio Wijnaldum (6)

Curtis Jones (6)

Mohamed Salah (6)

Sadio Mané (5)

Roberto Firmino (5)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Jota (5)

Alex Oxlade-Chamberlain (6)

James Milner (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

A formação londrina apresentou-se num esquema de 3-4-3. Thomas Tuchel apostou na linha de três defesas centrais, e à sua frente atuaram Kanté e Jorginho como “duplo pivot”, essenciais na construção de jogo. Na ala direita, Reece James proporcionou profundidade no ataque, e sustentabilidade no processo defensivo. Na lateral contrária, com as mesmas funções, esteve Chilwell.

No centro do ataque jogou Werner, apoiado por Mount e Ziyech, que se movimentaram a partir dos corredores laterais em direção à zona central. Este trio de ataque destaca-se pela criatividade e técnica de Mount e Ziyech, e pela rapidez e verticalidade que Werner proporciona à sua equipa.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Édouard Mendy (6)

César Azpilicueta (7)

Andreas Christensen (6)

Antonio Rüdiger (6)

Reece James (6)

N’Golo Kanté (7)

Jorginho (7)

Ben Chilwell (6)

Hakim Ziyech (6)

Mason Mount (8)

Timo Werner (6)

SUBS UTILIZADOS

Christian Pulisic (6)

Mateo Kovačić (5)

Kai Havertz (-)

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