Lukaku: The Beast is Back

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Quantas vezes já não vimos este filme no futebol? Um talento que, época após época, vai mostrando o seu talento mas sempre de uma forma limitada. Dá a ideia de que aquilo está prestes a explodir e a catapultar o jogador para outro nível, mas… Falta sempre alguma coisa. Ora, durante algumas épocas – o jogador em questão já nos chega a “casa” há muito tempo… -, pensou-se que Lukaku, apesar de toda a qualidade, seria incapaz de fugir ao marasmo de um talento que não conseguia dar o salto. Com a ajuda de Koeman e de um Everton mais capaz – a equipa de Liverpool é a “primeira classificada” no campeonato dos humanos – o belga tem conseguido voltar a ser o jogador temível e decisivo que parecia ser no início da carreira.

Desde muito cedo que o nome “Lukaku” é conhecido. As suas primeiras temporadas no Anderlecht foram avassaladoras. Com apenas 16 anos e com uma estrutura física rara, Lukaku mostrava ser um dos grandes talentos do futebol mundial. Afinal não era todos os dias que um jogador com 16 anos era tão importante numa equipa de primeira do seu futebol. O instinto matador era evidente e as qualidades (força, velocidade, potência) saltavam à vista de todos.

Koeman sorri perante a boa forma de Lukaku Fonte: Everton FC
Koeman sorri perante a boa forma de Lukaku
Fonte: Everton FC

Depois veio a aventura Chelsea. Mourinho quis observar o jogador e deu-lhe oportunidades. Porém, por esta razão ou por outra, o belga não conseguiu confirmar o talento que trazia do seu país natal. O técnico português, habituado a formar craques, achou que o empréstimo era a melhor solução para o belga crescer. Ora, no West Brom, Lukaku foi… Decisivo. Faltava, contudo, dar o salto.

O belga fixou-se no Everton e encontrou aí o espaço perfeito para potenciar o seu talento. Depois de três temporadas a um bom nível, neste ano, com Koeman nos comandos e com um plantel de fazer inveja a muitas boas equipas do futebol europeu, Lukaku passou o seu jogo para outro nível. A potência e a velocidade são cada vez mais mortíferas – veja-se o golo frente ao City -, o instinto goleador está mais aprumado que nunca – tem tudo para ser a sua melhor época nesse capítulo – e a sua influência é cada vez maior.

Lukaku não é importante para a equipa de Liverpool apenas porque marca muito. A sua participação no jogo, sendo a referência ofensiva, também é cada vez mais evidente. Mas Lukaku tornou-se nesta temporada uma referência… Mítica. A equipa sente a sua presença e joga para ele porque sabe que, na frente de ataque, tem uma figura única, que representa esperança e… Golo. Romelu está de volta. E, pelo menos no Everton, veio para ficar…

Foto de Capa: Everton FC

Jorge Fernandes
Jorge Fernandeshttp://www.bolanarede.pt
O futebol acompanhou-o desde sempre. Do amor ao Benfica, às conquistas europeias do Porto, passando pelas desilusões dos galácticos do real Madrid. A década continuou e o bichinho do jornalismo surgiu. Daí até chegarmos ao jornalismo desportivo foi um instante Benfiquista de alma e coração, pretende fazer o que mais gosta: escrever e falar sobre futebol. Com a certeza de que futebol é um desporto e ao mesmo tempo a metáfora perfeita da vida.                                                                                                                                                 O Jorge não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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