A CRÓNICA: ARSENAL FC CONTINUA A PERDER PRESTÍGIO

Estamos apenas na terceira rodada da maior liga de clubes do mundo. Deste modo, as emoções estão apenas no início. O confronto entre duas equipes do big-six, Manchester City FC e Arsenal FC, evidencia os diferentes panoramas que as equipas chegam para o confronto no Etihad Stadium, casa do “blues”.

Os mandantes necessitam manter o seu alto rendimento, após o 5-0 contra o Norwich City FC, para manter-se na briga pelo título. Por outro lado, o Arsenal vive uma das suas piores fases neste século, precisando recuperar-se em meio ao confronto contra o atual campeão da Liga Inglesa.

O jogo começou com ambas as equipas a analisarem-se uma à outra. Sem espaços, o Arsenal aparentemente toma as ações e a posse da bola. No entanto, logo aos seis minutos, Bernardo Silva e Gabriel Jesus, numa troca de passes no lado direito, abrem espaço e o brasileiro joga a bola para a área. Lá estava Ilkay Gundogan, livre de marcação, que jogou com a cabeça para o fundo das redes.

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Depois do golo, o Manchester City ficou totalmente à vontade na partida e tomou conta das ações de jogo. Como resultado, aos 12 minutos, numa cobrança de lance livre, a bola foi de forma desajeitada e sem força em direção ao golo. Mesmo assim, dois defensores do Arsenal não conseguiram afastar. Essas suscetíveis falhas da defesa fizeram com que a bola encontrasse Ferran Torres, que só teve de empurrar com os pés contra a baliza de Leno.

A partir do segundo golo, o Arsenal demonstrou um claro abatimento. Os “Gunners” só tiveram a sua primeira oportunidade aos 19 minutos, quando o próprio City quase proporcionou o golo na sua própria baliza.

Assim são as oportunidades que o Arsenal consegue criar. Com a sua marcação alta, aos 26 minutos, outra bola errada do City que chega ao Arsenal. No entanto, em seguida foi marcado o fora de jogo, invalidando o remate.

Quando as coisas não podiam piorar, o experiente Granit Xhaka entra com os dois pés em direção a bola, mas por pouco não acerta João Cancelo. Pela imprudência, o juiz entendeu como um lance temeroso e exibiu o cartão vermelho para o médio suíço.

Antes de terminar o primeiro tempo, o City sufocou o Arsenal, conseguindo vários remates. No entanto, todos sem dar muito perigo para a baliza de Leno. Enquanto isso, o Arsenal não passou do seu campo de defesa.

Aos 41 minutos, essa pressão dos “Citizens” tornou-se resultado. A maior contratação da temporada, Grealish, fez uma incrível jogada passando por dois marcadores no lado esquerdo e deu um “presente” que tira o guarda-redes Leno, deixando Gabriel Jesus na pequena área que só domina e remata para o fundo do golo.

Com um 3–0 e um jogador a menos, os Gunners foram para o balneário num cenário catastrófico e praticamente irreversível.

No segundo tempo o jogo tornou-se cada vez mais uma espécie de ataque (Manchester City) contra defesa (Arsenal). Para o Arsenal não sobrou muita opção a não ser tentar não sofrer mais golos.

Apesar disso, aos 52 minutos, os médios do City rondaram a área adversária até achar Rodri, que rematou de longa distância com perfeição e precisão, sem muitos espaços, no canto de Leno que não alcança a bola.

Sem se dar por satisfeita, a equipa de Guardiola manteve a sua pressão enquanto o Arsenal se defendia como podia. A posse da bola ficava nos pés dos Blues. Para o Arsenal só restava esperar o tempo passar e torcer para não aumentar o score.

Principalmente com as entradas de Sterling e Mahrez, deram um novo fôlego ao City que insistiu em ampliar o número de golos. Embora o guarda-redes Leno performou grandes defesas que impediram novos golos.

Em ritmo de treino, novamente um cruzamento pelo lado direito de Mahrez, Ferran Torres aparece bem no meio dos defensores e completa de cabeça para o fundo da rede. O Arsenal só vê e torce para o final do jogo, para acabar com o evidente sofrimento.

Se não bastassem os cinco golos, Leno ainda teve de realizar importantes defesas para que o massacre não fosse maior para o lado dos Gunners.

Numa partida perfeita, o City vai para a sua segunda vitória, e novamente por goleada, dando total tranquilidade para o lado azul de Manchester que se firma como um dos candidatos ao título.

Por outro lado, o Arsenal afunda ainda mais na sua crise, sem ao menos marcar um golo em três jogos na Liga Inglesa e procura achar dentro da sua crise alguma solução rápida e milagrosa.

 

A FIGURA

Gabriel Jesus – Depois de uma grande exibição na última rodada, Gabriel Jesus repete o ótimo desempenho e se afirma como uma das peças essenciais do Manchester City. Jogando como extremo pelo lado direito, Gabriel Jesus reinventou-se e trouxe novo fôlego para a equipa de Manchester. Com um golo e uma bela assistência, além da grande movimentação no ataque, determinam o brasileiro como a figura do jogo.

 

O FORA DE JOGO

Granit Xhaka – A situação do Arsenal antes da partida era delicada. Necessitando de jogadores com preparação para momentos críticos. Ao menos é isto que se espera de um jogador que anteriormente foi capitão dos Gunners. O que se viu, foi exatamente o contrário. Mesmo que o jogo estivesse 2–0, ainda havia oportunidades de reação para conseguir um empate. Somente com a expulsão, sem necessidades e completamente irresponsável de Xhaka, decretou e finalizou qualquer oportunidade de reação do Arsenal.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Após o grande resultado por 5-0 na última rodada, Pepe Guardiola manteve o seu esquema de 4-3-3 com Fernan Torres de falso nove, com Gabriel Jesus e Grealish como extremos. Para o segundo tempo, a entrada de Zinchenko no lugar de Kyle Walker, faz com que os laterais por vezes sejam invertidos durante a partida. O restante das substituições foram somente para repor o fôlego sem alterar a formatação tática.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (5)

João Cancelo (6)

Rúben Dias (6)

Aymeric Laporte (6)

Kyle Walker (6)

Ilkay Gundogan (7)

Bernardo Silva (6)

Rodri (8)

Jack Grealish (7)

Gabriel Jesus (8)

Ferran Torres (8)

SUBS UTILIZADOS

Zinchenko (6)

Ryhad Mahrez (7)

Raheen Sterling (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

A derrota para o seu rival Chelsea FC na última rodada fez com que o técnico Mikel Arteta preparasse algumas mudanças na apresentação tática. As saídas de Pablo Marí e Gabriel Martinelli são consequências deste péssimo desempenho na última rodada. No lugar entram Chambers e Aubameyang. Desta forma, o Arsenal preparou um esquema com três defensores com a posse da bola e quando defende, os laterais voltam para ajudar os três defensores. Para o segundo tempo, Arteta protege as suas linhas defensivas e do meio-campo com um 5-3-1 apenas com Aubameyang no ataque. As substituições foram somente para repor o fôlego sem alterar a formatação tática.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bernd Leno (7)

Calum Chambers (4)

Rob Holding (4)

Sead Kolasinac (3)

Kieran Tierney (5)

Cedric Soares (4)

Granit Xhaka (2)

Emile Simth Rowe (4)

Martim Odegaard (5)

Bukayo Saka (4)

Aubameyang (4)

SUBS UTILIZADOS

Lacazette (5)

Mitland-Niles (5)

Mohamed Elneny (5)

 

Rescaldo da opinião de Kayalu da Silva.

Rescaldo redigido em português do Brasil.

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