A CRÓNICA: MANCHESTER UNITED FC DE GALA QUEBRA RECORDE DE GUARDIOLA

Segunda volta de um dos dérbis mais cativantes do futebol mundial: Machester City FC vs Manchester United FC. De que cor será Manchester? O jogo começou, claramente, em tons de vermelho, com Martial a ser derrubado na área por um imprudente Gabriel Jesus e, na sequência, Bruno Fernandes a converter a grande penalidade. Dois minutos de jogo e parecia que os “Sky Blue” estavam atarantados com esta entrada dos homens treinados por Ole. Tanto que, logo a seguir, perderam uma bola na área e, se calha a ser outro jogador a apanhar a bola – no caso foi Luke Shaw –, poderiam estar a perder 0-2 aos quatro minutos.

Depois deste início de partida frenético, o Manchester City FC acalmou o seu jogo, começou a circular a bola, manter a posse, conseguindo – a espaços – quebrar o “autocarro vermelho” que se posicionava à sua frente. Rashford era a principal seta apontada à sua baliza, sempre que o Manchester United FC recuperava. Até ao intervalo, o resultado não se alterou, mas a toada ofensiva dos homens da casa e o contra-ataque rápido dos “Red Devils” prometiam para a segunda-parte.

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O contra-ataque acabou por reinar. Início da segunda metade do desafio e o Manchester United FC, numa excelente saída de bola de Henderson (parecia Ederson), teve Shaw a conduzir, combinou com Rashford e recebeu de volta, atirando para o 0-2. Merecidíssimo prémio para o melhor em campo até ao momento, estando agora a atingir o potencial que muitos lhe identificavam quando iniciou a carreira e foi contratado pelos gigantes ingleses.

O Manchester City FC sentiu o segundo golo, começou a errar mais no passe e consequentemente a dar mais espaço ao Manchester United FC, que o tentava aproveitar. O resultado que se fixava no marcador aos 60 minutos era totalmente justo. Aliás, a melhor oportunidade de golo até aos 70 minutos foi mesmo de Martial, que isolado não conseguiu desfeitear Ederson, que fez uma excelente defesa.

Até ao fim, com as entradas de Walker e sobretudo de Foden, o Manchester City FC conseguiu estar mais perto do golo, mas o desacerto a finalizar foi sempre superior.

Com este 0-2, os “Red Devils” assumem de vez que são candidatos a garantir mais cedo um lugar no “top four” e os “Citizens”, apesar de não terem o campeonato em risco – 11 pontos de vantagem ainda –, têm aqui um aviso de que não há impossíveis no futebol e que têm de continuar a trabalhar ao mesmo nível para vencerem esta Primeira Liga Inglesa.

 

A FIGURA

Manchester United FC – Confesso que não estava à espera desta exibição, não estavam numa fase particularmente fulgurante da época, mas os orientados por Solskjaer fizeram uma partida fantástica em casa do rival de Manchester. Muito sólidos do ponto de vista defensivo e muito inteligentes a interpretar as fraquezas do “City” sem bola.

Shaw foi o melhor em campo, juntamente com McTominay. Rashford também fez um excelente jogo, tal como Fred e Wan-Bissaka.

 

O FORA DE JOGO

Manchester City FC – Por oposição, esta foi a partida mais fraca dos “Citizens” nos últimos meses, com muito pouco acerto no passe (algo totalmente invulgar na turma de Guardiola), um processo defensivo muito tremido e um ofensivo que, apesar de ter gerado algumas oportunidades, não teve o nível que habitualmente tem.

Rúben Dias fez o pior jogo que me lembro desde que está no Manchester City FC (sofreu sobretudo com a velocidade de Rashford) e Cancelo também não se apresentou ao seu melhor nível. Gabriel Jesus foi, de longe, o pior em campo e Sterling esteve mal a decidir e a finalizar. Destacaram-se Zinchenko e Stones, bem como Mahrez (o que mais tentou remar contra a maré).

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

O líder – e futuro campeão da Primeira Liga Inglesa 2020/21 (digo eu) – entrou para este derby de Manchester com um 4-3-3, a tática que voltou a puxar os homens de Pep Guardiola para o comando do futebol inglês. Um onze que não apresenta qualquer novidade, com muita qualidade, dois portugueses a titulares e, se contarmos com Ederson, três “benfiquistas” no quinteto mais defensivo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (6)

Cancelo (5)

Ruben Dias (5)

Stones (6)

Zinchenko (6)

Rodrigo (6)

Gundogan (7)

De Bruyne (6)

Sterling (5)

Gabriel Jesus (4)

Mahrez (6)

SUBS UTILIZADOS

Walker (6)

Foden (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Tal como optou por utilizar frente ao Chelsea FC há precisamente uma semana atrás, Ole Gunnar Solskjaer repetiu a tática (4-2-3-1) que, diga-se a verdade, não o tem submetido a derrotas, mas também não lhe tem trazido muitos triunfos. Com o duplo pivot Fred e McTominay, ao qual se junta Bruno Fernandes, muitas vezes consegue o domínio do meio-campo. Esse fator, na minha opinião, tem sido chave para as “clean sheets” que têm registado, disfarçando as debilidades de Maguire e Lindelof.

As principais novidades são a inclusão de Henderson na baliza e de Martial na frente de ataque, duas alterações que melhoram, do meu ponto de vista, a qualidade dos “Red Devils”.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Henderson (6)

Shaw (8)

Maguire (7)

Lindelof (6)

Wan-Bissaka (7)

Fred (6)

McTominay (7)

James (6)

Bruno Fernandes (6)

Rashford (7)

Martial (6)

SUBS UTILIZADOS

Greenwood (6)

Matic (-)

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