Manchester City FC e Chelsea FC encontraram-se para um jogo alusivo à vigésima nona jornada do campeonato inglês de futebol. As duas formações apresentavam-se separadas, à entrada para esta jornada, por vinte e dois pontos com a formação de Pepe Guradiola a ocupar a primeira posição no campeonato e o Chelsea o quinto posto.

O jogo iniciou com as duas equipas em formações táticas muito diferentes. Do lado do Manchester City, Pep Guardiola optou por colocar em campo um 4-3-3, com um meio campo constituído por David Silva, Gundogan e Kevin De Bruyne. Do lado do Chelsea FC, Antonio Conte optou por um 3-4-3, com Rudiger, Christensen e Azpilicueta a atuarem como centrais da equipa londrina.

Quanto ao jogo propriamente dito, o jogo foi de clara supremacia dos citizens. Os dados que iam aparecendo durante o jogo não deixavam margem para dúvidas, caso ainda as houvesse: logo ao minuto 12, a equipa da casa contava com 82% de posse de bola contra os 12% da formação forasteira. O City mostrou-se mais Senhor do jogo, dizendo logo desde o início ao que vinha: ganhar, ganhar, ganhar. Apesar do conforto na tabela classificativa e a distância que separava estas duas equipas, a formação de Manchester jogou como se estivesse numa luta renhida por alguma coisa. Absolutamente incrível.

A equipa de Pep Guardiola atuou de uma forma muito flexível, permitindo deambulações permanentes aos seus jogadores mais criativos, casos de David Silva e Bernardo Silva, e equilibrando-se na perfeição com o jogo mais veloz de Mané ou o poderio físico de Aguero. O Chelsea, por seu lado, ia jogando como podia, tentando aproveitar ao máximo a velocidade do brasileiro Willian e de Victor Moses chegando, ainda quase sempre sem perigo, à baliza defendida por Ederson.

O futebol “toca-toca” do City foi abafando o Futebol “direto” do Chelsea. Desde cedo que esse “toca-toca” se fez sentir no Ethiad Stadium: ao minuto 12, a equipa do Manchester City contava com 171 passes e a equipa do Chelsea registava apenas 39. O jogo do Manchester City foi sempre um jogo de passe apoiado, verdadeiro futebol de “equipa”. Cada jogador “tocava” a bola e tinha como tarefa seguinte encontrar espaço aberto para se criarem novas linhas de passe.

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Foi um futebol absolutamente magistral que Manchester City jogou hoje no seu estádio. Um futebol de circulação, como tem sido seu apanágio noutras partidas, paciente, sedutor e ponderando ao milímetro o “furo” na muralha dos seus adversários. Esses “furos” foram aparecendo durante o “toca-toca” do City neste jogo: o primeiro, ao minuto 26, quando Azpilicueta “salvou, quase na linha do golo, após remate certeiro de Mané”, aquilo que parecia ser o primeiro tento do jogo,; o segundo, ao minuto 19, com um remate em arco de Bernardo Silva à entrada da área que sai por cima da barra da baliza do Chelsea; o terceiro, ao minuto 41, em que a bola entrou mesmo na baliza de Thibaut Courtois mas Aguero estava fora de jogo, depois de um excelente passe de Kevin De Bruyne (cobrado após uma bola parada na zona do meio-campo).

Fonte: Manchester City FC

O início da segunda parte, mais precisamente os trinta e cinco segundos após o apito do árbitro, atribui justiça àquilo que tinha sido a primeira: o domínio do City culmina finalmente em golo, marcado pelo português Bernardo Silva, após um cruzamento venenoso de David Silva na direita do ataque de Manchester. De registar que, no golo, existem claras falhas defensivas da formação do Chelsea, em particular do espanhol Marcos Alonso, que se viu literalmente “aos papéis” durante todo o lance. O Chelsea respondeu ao golo da equipa da casa através Victor Moses ao minuto 54, com o inglês a rematar na direita da grande área do City. Mas a bola foi para as bancadas…

Em resumo, a segunda parte foi o espelho da primeira: domínio avassalador do Manchester City e exploração dos erros adversários por parte do Chelsea. O Manchester City foi um autêntico triturador em campo: passava por tudo e por todos e as ameaças à baliza de Curtois iam-se sucedendo. A grande questão que paira na cabeça de todos é a seguinte: qual é afinal a receita para vencer o futebol “toca-toca” do Manchester City?