A CRÓNICA: 180 MINUTOS, UM GOLO

Depois do nulo no Molineux, Manchester United FC e Wolverhampton Wanderers FC reencontraram-se em Old Trafford para definir quem passava aos dezasseis-avos da Taça de Inglaterra e foram os red devils a levar a melhor, com um golo solitário de Juan Mata.

Numa primeira parte bem mais entusiasmante do que o jogo inteiro anterior, ambas as equipas criaram várias oportunidades para desfazer o nulo no marcador. De um lado, Mata, James e Martial colocaram Ruddy à prova.

Do outro, Jiménez e Rúben Neves assustaram Romero, com nota ainda para um golo anulado a Neto por indicação do VAR. O segundo tempo trouxe consigo um ritmo de jogo mais comedido e foi sensivelmente a meio dos segundos 45 minutos que Mata – isolado por Martial – inaugurou o marcador.

A equipa de Nuno Espírito Santo tentou reagir ao golo sofrido, mas não o suficiente para obter outro resultado e é o Manchester United quem segue em frente na competição.

 

A FIGURA

Fonte: Manchester United FC

Juan Mata – Não foi uma exibição inteiramente brilhante, mas destacou-se em campo e o golo só veio ajudar. Depois de ter tentado a sua sorte no primeiro tempo (com um remate travado pelas luvas de Ruddy), à segunda oportunidade de que dispôs o médio espanhol isolou-se na cara do guardião contrário e picou a bola para o único golo do encontro. Um toque de classe suficiente para resultar no apuramento do Manchester United para a próxima fase da competição.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Manchester United FC

Fred – Algo perdido em campo. As ações defensivas do médio brasileiro não foram globalmente positivas e as ofensivas também não se pode dizer que tenham sido muito melhores. Foi o autor do erro que ditou o golo anulado a Neto, numa fase madrugadora do encontro, e teve ainda algumas perdas de bola ao longo do encontro que podiam ter custado caro à sua equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Além da titularidade de Romero na baliza, Solskjaer decidiu apostar em James e Greenwood no “onze” inicial (com Andreas Pereira e Rashford no banco). A jogar em 4-2-3-1, Fred e Matic facilitaram nas tarefas defensivas em algumas ocasiões e permitiram que os Wolves fossem uma ameaça nas suas transições ofensivas, nomeadamente no primeiro tempo. Com o jogo meio adormecido no início do segundo tempo, os dois médios que tinham ficado no banco foram a jogo e os processos da equipa da casa passaram a fluir de outra forma.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Sergio Romero (6)

Brandom Williams (7)

Harry Maguire (6)

Victor Lindelöf (6)

Wan-Bissaka (6)

Nemanja Matic (5)

Fred (5)

Mason Greenwood (6)

Daniel James (6)

Juan Mata (8)

Anthony Martial (7)

SUBS UTILIZADOS

Marcus Rashford (6)

Andreas Pereira (6)

Jessie Lingard (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – WOLVERHAMPTON WANDERERS FC

Nuno Espírito Santo decidiu colocar em jogo a mesma equipa que defrontou o Newcastle, à exceção do guarda-redes, tendo trocado Rui Patrício por Ruddy. Com o já habitual 3-4-3, o Wolverhampton foi fiel ao seu estilo de jogo, defendendo de forma coesa, aproveitando a largura do seu jogo e apostando na velocidade do trio da frente nas costas da defesa contrária. Contudo, nada disto resultou numa vantagem mais prática no que respeita ao resultado, muito por culpa de um segundo tempo muito pobre do Wolves e sem capacidade de reação ao golo do adversário.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

John Ruddy (6)

Romain Saïss (5)

Conor Coady (6)

Lenader Dendoncker (5)

Jonny Castro (5)

Rúben Neves (7)

João Moutinho (7)

Matt Doherty (6)

Adama Traoré (6)

Pedro Neto (7)

Raúl Jiménez (7)

SUBS UTILIZADOS

Gibbs-White (5)

Rúben Vinagre (5)

Oskar Buur (-)

 

Foto de Capa: Emirates FA Cup

Artigo revisto por Diogo Teixeira

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