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Manchester United 3-2 Southampton FC: Aflito? Ligue Dr. Zlatan

Pedro Machado · 4 min

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Cabeçalho Liga Inglesa Dois momentos de inspiração de Ibrahimovic patrocinaram, em Wembley, o 2.º título da época para o Manchester United e o 24.º da carreira de José Mourinho, que, com esta Taça da Liga, confirmou o epíteto de devorador de finais, desta vez à custa de um Southampton que fez por merecer muito mais do que aquilo que o jogo lhe trouxe – dada a tendência de domínio de jogo, o prolongamento já seria lisonjeiro para os “Red Devils”.

Apostado em vencer mais um troféu, mas ciente do esforço a que o plantel tem estado sujeito, José Mourinho decidiu não arriscar a utilização do “tocado” Mkihtaryan e deixou Rashford no banco, fazendo entrar Lingard para a faixa direita do ataque. Isto teve um efeito contrário ao desejado: condicionou o United na pressão à saída de bola do Southampton, que conseguia, facilmente, esticar-se no meio-campo adversário.

Isto trouxe resultados práticos – aos 10 minutos, perante uma oferta de Cédric, Gabiaddini só teve de encostar, mas o árbitro anulou (mal) o lance por fora-de-jogo. Os Saints continuaram a ter mais bola, com a mira na baliza de De Gea, mas foi o United a primeira equipa a fazer funcionar o placard – Ibrahimovic, a cerca de 30 metros da baliza, inaugurou o marcador.

O United baixou as linhas, passou a pressionar mais atrás, mas a qualidade de circulação e transporte (Redmond esteve exímio nesse capítulo) do Southampton eram imperturbáveis, e estiveram na génese de mais um lance de perigo – Ward Prose, à entrada da área, rematou forte, mas De Gea foi ao chão e impediu o empate.

Na resposta, o United fez o 2-0. Rojo deu uma ajuda ao ataque, tabelou com Pogba e deu para Lingard. O miúdo aproveitou a passividade da defesa do Southamtpon e voltou a marcar numa final, seis meses depois da Community Shield. O Southampton não desanimou e até reagiu bem a mais um golpe de injustiça do jogo. A sorte fugiu, mas isso não os impedia de a procurar. E foram recompensados, claro. A terminar a primeira parte, Redmond conduziu (pois claro) um ataque, que derivou para o lado direito, onde apareceu Ward Prowse a visar a cabeça de Gabbiadini, que aproveitou para reduzir a desvantagem.

Gabbiadini deu esperança aos Saints Fonte: SkySports
Gabbiadini deu esperança aos Saints
Fonte: SkySports

Ciente da galvanização do adversário, José Mourinho retirou Mata e colocou Carrick, de forma a impedir estancar o meio-campo e neutralizar as subidas de Redmond, uma medida que se revelou insuficiente. Os Saints não desistiram de procurar a sorte e, se esta numa primeira instância foi madrasta (Redmond viu De Gea negar-lhe um golo cantado), revelou-se, depois, conquistada pela audácia dos rapazes de Claude Puel – na sequência de um canto a favor do Southampton, Davies, ao evitar que o United saísse para o contra-ataque, assistiu Gabbiadini e este, na carreira de tiro, fuzilou De Gea. 2-2.

O empate fez crescer Redmond, Ward-Prowse, Gabbiadini e companhia. Parecia que um título estava próximo. O adversário estava encostado, eles tinham o ímpeto do seu lado, e só tinham de insistir para que o golo acontecesse. Romeu, após canto (outra vez), atirou ao poste. Acreditava-se. Nas bancadas só se ouvia os adeptos do Southampton, e a bola estava mais feliz nos pés dos jogadores dos Saints.

O United via jogar, e só num lance começado em Martial e terminado em Lingard conseguiu esboçar uma reacção. Puel tirou Tadic e fez entrar Buffal. A equipa manteve-se firme, continuava a assumir o jogo, e sentia-se que se podia fazer história antes mesmo de um prolongamento que o relógio anunciava.

O United estava tão aflito que teve de ligar ao seu especialista – “Dr. Zlatan, precisamos de si outra vez”. E lá veio ele. Aos 89 minutos, recuperou a bola no meio-campo dos “Red Devils”, após canto a favor do Southamtpon (única vez que o United conseguiu sair após uma bola parada dos Saints) e iniciou um contra-ataque que viria a concluir – servido por Herrera, na insistência, cabeceou para o 3-2 final. Já era tarde para reagir. Mesmo para este Southampton.

Foto de Capa: SkysSports

A FIGURA

Fonte: CNN
Fonte: CNN

Zlatan Ibrahimovic – Pode não ter sido o melhor jogador em campo, mas aproveitou a oportunidade e meia que teve para fazer dois golos e confirmar o excelente momento de forma que atravessa. Zlatan Ibrahimovic vai fazendo ver a toda a gente que velhos são os trapos e exibiu a frescura física de um miúdo quando, aos 90 minutos, correu de uma àrea à outra para iniciar e finalizar o lance do último golo do encontro. Merece todo o crédito, pois.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: Express.co.uk
Fonte: Express.co.uk

Juan Mata – A pressão exercida pelo Southampton na primeira parte foi “autorizada” pela passividade do United na altura de condicionar a saída dos Saints. Um dos principais responsáveis, neste aspecto, foi Juan Mata, que não deu o apoio necessário aos seus companheiros da linha da frente para impedir que a bola caísse no seu meio-campo. Saiu ao intervalo, claro.

Pedro Machado

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