A CRÓNICA: JOGO TÁTICO E EXTREMAMENTE INTENSO

No encontro a contar para a sexta jornada da Liga Inglesa, o Chelsea FC visitou o Manchester United FC, numa tarde bastante chuvosa em Old Trafford. O mau tempo não estragou a qualidade da partida, que se decidiu nos pormenores táticos. Os “Red Devils” criaram as melhores ocasiões de golo, mas não foram capazes de quebrar o nulo no marcador.

Os primeiros 25 minutos foram muito equilibrados, com o jogo a ser praticado num curto espaço de terreno, não havendo ocasiões de golo eminentes. Existiu muita pressão na zona central do terreno de jogo, com ambas as formações a travarem uma batalha tática.

As duas equipas apresentaram-se com as linhas defensivas subidas, a procurarem o erro do adversário, algo que só aconteceu nos últimos minutos da primeira parte. As melhores ocasiões de golo pertenceram ao Manchester United. Destaque para dois remates com “selo” de golo, por parte de Rashford e Mata, que Mendy respondeu com excelentes intervenções.

O segundo tempo começou com ambas as equipas a arriscarem mais, abrindo o jogo e atuando com uma intensidade frenética. A partida continuou a ser muito disputada no miolo do terreno. O Manchester United confirmou a superioridade demonstrada na primeira parte, sendo a formação mais perigosa do ponto de vista ofensivo e criando as melhores oportunidades de golo.

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Com este resultado, a equipa da casa parte para a sétima jornada em décimo quinto lugar, ainda que tenha disputado apenas cinco jogos. O Manchester United irá receber o Arsenal FC, em Old Trafford, no próximo fim de semana. O Chelsea ocupa provisoriamente o sexto lugar na tabela classificativa e, na próxima jornada, irá a casa do Burnley FC.

 

A FIGURA


Edouard Mendy- O substituto do lesionado Kepa, habitual titular na baliza dos “Blues”, demonstrou, hoje, que poderá ser o novo dono da posição. Contratado esta temporada ao Stade Rennais FC, Mendy realizou o seu segundo jogo na Liga Inglesa – e logo frente a um histórico como o Manchester United. Apesar de ter cometido um erro grave que poderia ter resultados mais catastróficos, falhando um passe que parecia simples perto da sua baliza e que deu pontapé de canto para o conjunto adversário, correspondeu com eficácia quando foi chamado a intervir.

Realizou três defesas excecionais que valeram o empate à sua equipa. Demonstrou uma mentalidade vencedora, quando não se deixou desmotivar pelo erro cometido e realizou uma enorme exibição.

O FORA DE JOGO


Ataque do Chelsea FC- Após a enorme quantia gasta em reforços para o setor ofensivo, como as contratações de Havertz, Werner e Ziyech, era expectável que o ataque dos “Blues” fosse demolidor. Nesta partida, apenas realizaram um remate à baliza, não marcando qualquer golo. Criaram poucas jogadas de perigo e, mesmo após as mexidas efetuadas por Frank Lampard, a falta de criatividade no último terço do terreno manteve inalterada.

ANÁLISE TÁTICA- MANCHESTER UNITED FC

A equipa da casa alinhou em 4-2-3-1, com as linhas bem definidas e organizadas. Destaque para o meio campo, com McTominay e Fred a jogarem lado a lado como “duplo pivot”, oferecendo mais liberdade ofensiva a Bruno Fernandes.

Com a entrada de Pogba e Cavani, Rashford ocupou a faixa esquerda e Bruno Fernandes descaiu para a direita, de forma a permitir ao médio francês posicionar-se no centro do terreno como médio mais avançado. Com Mason Greenwood, a equipa adquiriu características mais ofensivas e Bruno Fernandes acabou por se voltar a posicionar no corredor central, nos últimos minutos da partida. No setor defensivo, desta vez com uma defesa formada por quatro elementos, os “Red Devils” foram bastante competentes, conseguindo “silenciar” o tridente ofensivo dos adversários.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

David de Gea (6)

Aaron Wan-Bissaka (7)

Victor Lindelof (6)

Harry Maguire (7)

Luke Shaw (6)

Scott McTominay (7)

Fred (7)

Bruno Fernandes (7)

Juan Mata (6)

Daniel James (5)

Marcus Rashford (6)

SUBS UTILIZADOS

Paul Pogba (6)

Edinson Cavani (6)

Mason Greenwood (6)

ANÁLISE TÁTICA TÁTICA-CHELSEA FC

A formação de Frank Lampard alinhou num esquema tático de 3-4-3, com a equipa bem aberta nas alas. A profundidade e o carácter ofensivo oferecido pelos laterais permitiam aos avançados movimentarem-se por espaços mais interiores.

Relativamente ao trio de ataque, Pulisic ocupou a partir da ala esquerda, Havertz descaído sobre a direita e Werner ao centro, apesar de ocasionalmente trocarem de posição, proporcionando dinamismo no setor ofensivo. A dupla Kanté e Jorginho, destinada a “segurar” o meio campo e construir jogo, esteve bem do ponto de vista defensivo, mas, ofensivamente, faltou a ligação entre a defesa e ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Édouard Mendy (8)

César Azpilicueta (7)

Thiago Silva (7)

Kurt Zouma (6)

Reece James (7)

Jorginho (6)

N’Golo Kanté (6)

Ben Chilwell (6)

Kai Havertz (5)

Timo Werner (5)

Christian Pulisic (6)

SUBS UTILIZADOS

Tammy Abraham (5)

Mason Mount (5)

Hakim Ziyech (-)

Artigo revisto

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