A CRÓNICA: ARSENAL FC SORRI NO CLÁSSICO INGLÊS

Entramos para a sétima jornada da Primeira Liga Inglesa, para um verdadeiro clássico: Manchester United FC vs. Arsenal FC.

Duas equipas que, à entrada para esta jornada, têm uma pontuação e, consequentemente, um lugar na tabela classificativa equivalente à qualidade que têm nos dois plantéis. Da minha perspetiva, nesta altura, Manchester United FC encontra-se a subir de forma e, Arsenal FC, em sentido contrário.

Primeira parte que arrancou com ritmo, com a equipa de Londres mais dinâmica, mais pressionante e, sobretudo, mais perigosa a chegar à baliza adversária. A partir dos 20 minutos o United começou a subir linhas, mas o Arsenal FC continuava a saber sair a jogar e teve um primeiro tempo substancialmente melhor. O melhor momento foi um remate colocado de Willian que bateu na barra, depois uma perda de bola infantil de Lindelof.

Segundos 45 minutos que arrancam totalmente diferentes dos primeiros. Manchester United FC muito mais forte, mais intenso e, sobretudo, mais assertivos taticamente, a darem poucos espaços ao Arsenal FC. Com a partida mais equilibrada, notava-se que o golo poderia aparecer para qualquer um dos lados. Foi precisamente isso que aconteceu, aos 69 minutos, depois de um penalty muitíssimo bem convertido por “Auba”, fazendo o 0-1 para o Arsenal FC. Pogba, desastrado, “ofereceu” este golo aos Gooners.

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Uma contundente reação precisava-se por parte dos homens da casa, mas ela não estava a acontecer. Era gritante a falta de ideias ofensivas que este Manchester United FC demonstrava no terreno de jogo. Só com muitos homens já na zona de finalização é que começaram a encostar de facto os visitantes “às cordas”, mas sem qualquer sucesso.

Derrota pesada, não pelos números, mas pelo que significa (ou devia significar): fim de ciclo para Ole Gunnar Solskjaer.

Destaques de hoje no Arsenal FC: Tierney (o melhor em campo), Gabriel, Partey e Elneny. No Manchester United FC, gostei mais de ver Shaw, forte a defender e a atacar, mas há mais destaques pela negativa que pela positiva. Ainda agora não percebo como é que o Pogba terminou este jogo sem ser substituído.

 

A FIGURA


Mikel Arteta- Pode-se gostar mais, ou pode-se gostar menos da forma como Mikel Arteta coloca a sua equipa a jogar futebol, mas a verdade é que parece ser um treinador que percebe bem como funcionam os plantéis que, na realidade, são melhores que o seu. Não lutam pelo título, na minha opinião, mas são sérios candidatos ao “top four”. Neste jogo deu claramente um banho tático a “Ole”.

 

O FORA DE JOGO


Ole Gunnar Solskjaer- Pedro Henriques, o comentador da SportTV, durante a segunda-parte (sensivelmente depois do golo do Arsenal FC), disse algo deste género: “o United agora precisa de treinador”. De facto, caro Pedro, mas não o teve. Aliás, nesta Primeira Liga Inglesa 2020/21 ainda não o teve. É incrível a má visão de jogo que tem, o planeamento das partidas… Bem como a capacidade (ou falta dela) para mexer quando as coisas começam a correr mal. O plantel é muito bom, mas está na altura dos senhores que mandam neste histórico clube inglês perceberem que o norueguês “não tem unhas para tocar esta guitarra”.

Análise Tática: Manchester United FC

A equipa da casa optou por um onze inicial com um meio-campo muito preenchido, de modo a ganhar vantagem pela quantidade, mais que pela qualidade (apesar desta última também não faltar). Fred, o centrocampista mais em forma nos Red Devils ganha, naturalmente, a titularidade enquanto Greenwood começa a ter mais protagonismo, face ao castigo prolongado de Martial. Pelo que consigo perceber, um 4-3-1-2, com os dois da frente (e Bruno Fernandes) com total liberdade de movimentos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

De Gea (6)

Wan-Bissaka (6)

Lindelof (5)

Maguire (5)

Shaw (6)

McTominay (5)

Fred (6)

Pogba (5)

Bruno Fernandes (5)

Greenwood (6)

Rashford (5)

SUBS UTILIZADOS

Matic (5)

Van De Beek (5)

Cavani (5)

Análise Tática: Arsenal FC

Fiquei algo surpreendido quando vi o onze inicial do Arsenal FC. Em todo o lado apontavam para o 3-4-3, mas eu penso que a ideia de Arteta – que elogio – foi ter mais bola que o adversário, então meteu um meio-campo forte (Elneny e Partey) e quatro jogadores que estão sempre mais balanceados para a frente, do que para trás. Opto por definir esta tática como um 4-4-2, sobretudo pelas características dos jogadores.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Leno (6)

Tierney (7)

Holding (6)

Gabriel M. (6)

Bellerin (7)

Partey (7)

Elneny (7)

Saka (6)

Willian (7)

Lacazette (6)

Aubameyang (7)

SUBS UTILIZADOS

Nketiah (-)

Maitland-Niles (-)

Mustafi (-)

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