A CRÓNICA: TRISTEZA DE UNS, FELICIDADE DE OUTROS

Num jogo revestido de importância para as aspirações finais de ambas as equipas, Manchester United FC e West Ham United FC defrontaram-se no mítico estádio de Old Trafford, com os “Red Devils” a procurarem ascender aos lugares de acesso à Liga dos Campeões e os “Hammers” a tentarem carimbar em definitivo um lugar na próxima edição do campeonato inglês.

O empate era suficiente para que a equipa de David Moyes alcançasse matematicamente a manutenção, razão pela qual os jogadores do conjunto londrino se apresentaram num bloco muito baixo e tentaram sempre quebrar o ritmo de jogo. Por outro lado, a formação de Ole Gunnar Solskjaer precisava de vencer para ascender a um lugar no “top 3” da Liga Inglesa, e como tal foi com naturalidade que se assistiu ao assumir das rédeas do encontro por parte da formação caseira.

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Apesar do domínio da posse de bola ser quase total por parte da equipa de Manchester e das muitas dificuldades apresentadas pelos londrinos no momento de saída para o ataque, a primeira oportunidade de golo só surgiu ao minuto 37, na sequência de um remate forte de fora da área por parte de Marcus Rashford. Cinco minutos depois, surgiu a resposta do West Ham, com Michail Antonio a finalizar um cruzamento de Ben Johnson quase em cima da baliza, mas ainda assim permitindo a defesa de David De Gea.

Antes do apito para o intervalo, Paul Pogba fez uma autêntica defesa a um remate de Declan Rice, que foi sancionada com pontapé de penálti pelo vídeo-árbitro. Na conversão do castigo máximo, Antonio não desperdiçou e enviou o West Ham para o intervalo a vencer pela margem mínima.

O regresso para a segunda parte trouxe um Manchester United mais agressivo, num bom sentido, e o impacto foi praticamente imediato: aos 51 minutos, uma brilhante combinação entre Mason Greenwood e Anthony Martial permitiu ao jovem britânico carimbar o seu jogo 50 pelos “Red Devils” com um golo, reestabelecendo o empate.

O recomeço de jogo promissor rapidamente se tornou uma miragem, uma vez que a toada do encontro voltou a entrar num ritmo baixo. Uma oportunidade de golo surgiu aos 68 minutos, através de um grande pontapé de Declan Rice, forte e colocado, mas que passou a centímetros da baliza de De Gea.

Na reta final do encontro, o Manchester United instalou-se no meio-campo do West Ham, mas sem conseguir criar qualquer perigo. Do outro lado, as tentativas dos “Hammers” de sair em contra-ataque foram prontamente anuladas, o que levou ao empate final. Com este empate a uma bola, o Manchester United sobe provisoriamente ao terceiro lugar, ficando à espera do resultado do jogo entre Liverpool FC e Chelsea FC. Já o West Ham, confirma em definitivo a permanência na Liga Inglesa.

A FIGURA

Michail Antonio – A marcar pelo terceiro jogo seguido, esta distinção, mais do que pelo golo que valeu o empate e a permanência oficial na Liga Inglesa, é pelas exibições e a forma como tem elevado a equipa do West Ham FC para outro patamar nesta reta final de campeonato. Menções honrosas também para Mark Noble e Jarrod Bowen, que foram sensacionais num jogo muito complicado.

O FORA DE JOGO

Timothy Fosu-Mensah – Substituído ao intervalo, o jogador holandês não conseguiu, de modo algum, agarrar a oportunidade que lhe foi dada por Solskjaer. Cometeu vários erros, falhou passes e não se conseguiu projetor no ataque, permanecendo assim na sombra daquele que é o habitual titular, Wan-Bissaka.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Com a escolha da formação a recair uma vez mais no 4-2-3-1, a grande surpresa esteve nas laterais da defesa, onde Timothy Fosu-Mensah e Brandon Williams suplantaram os habituais titulares Aaron Wan-Bissaka (entrou para a segunda parte) e Luke Shaw. O estilo mais vertical que o Manchester United tem apresentado desde a retoma voltou a estar em evidência, sendo Bruno Fernandes o elo entre defesa e ataque. Na frente, o trio Rashford-Martial-Greenwood voltou a colocar em evidência toda a sua técnica e velocidade, apontando sempre à baliza adversária.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

David De Gea (6)

Timothy Fosu-Mensah (4)

Victor Lindelof (6)

Harry Maguire (6)

Brandon Williams (5)

Nemanja Matic (6)

Paul Pogba (5)

Mason Greenwood (6)

Bruno Fernandes (5)

Marcus Rashford (5)

Anthony Martial (5)

SUBS UTILIZADOS

Aaron Wan-Bissaka (5)

Odion Ighalo (-)

ANÁLISE TÁTICA – WEST HAM UNITED FC

A escolha de David Moyes voltou a recair no 4-3-2-1 que tem dado frutos nos últimos jogos. A velocidade e o poderio físico de Michail Antonio incomodaram os centrais adversários, mas o que ficou na retina foi a boa organização defensiva dos “Hammers”, sobretudo durante a primeira parte. O trio de médios, composto por Noble, Rice e Soucek, esteve bastante sólido na frente dos defesas, o que ajudou a formar uma muralha que custou muito a quebrar ao Manchester United.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lukasz Fabianski (5)

Ben Johnson (5)

Angelo Ogbonna (6)

Issa Diop (6)

Aaron Cresswell (6)

Declan Rice (6)

Tomas Soucek (5)

Mark Noble (6)

Jarrod Bowen (6)

Pablo Fornals (5)

Michail Antonio (6)

SUBS UTILIZADOS

Arthur Masuaku (5)

Sebastien Haller (5)

Andriy Yarmolenko (-)