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2017/18 será a segunda época de Ronald Koeman no comando técnico do Everton. Os ‘Toffees’ de Merseyside, num contexto da melhor liga do mundo e, ao mesmo tempo, da mais investidora, mexeu-se estrategicamente bem no presente defeso.

          Não pelos valores financeiros envolvidos, mas sim pelo peso institucional que teve este regresso, o destaque vai para a chegada de Wayne Rooney, o prestigiadíssimo internacional inglês natural de Liverpool que, aos 31 anos, e ao fim de 13 anos ao serviço do Manchester United, volta assim à sua casa de formação.

As vendas de Lukaku, Deulofeu e Cleverley foram as mais siginificativas e (com a grande parcela para a venda do belga) totalizaram mais de 100 milhões de euros de lucro.

O 7º lugar da época transata garante a presença na Liga Europa, pelo menos, para já os ‘blues’ de Merseyside disputam a 3ª pré-eliminatória, mas com a perspetiva teórica de entrar na fase de grupos.

Nas entradas, os destaques vão para Davy Klaassen, que veio do Ajax, a troco de 27 milhões de euros, ou o guardião Jordan Pickford, ex-Sunderland (28,5 milhões), o defesa-central Michael Keane (Burnley) pelo mesmo preço do guarda-redes…e para a posição dianteira, Sandro Ramírez (Málaga), a tentar ocupar o lugar de Lukaku, não esquecendo Cuco Martina, que veio livre do Southampton.

´        Analisando de trás para a frente, uma equipa que tem Stekelenburg e Pickford não se pode queixar de insegurança na baliza.

Não pelos valores financeiros envolvidos, mas sim pelo peso institucional que teve este regresso, o destaque vai para a chegada de Wayne Rooney Fonte: goal.com
Não pelos valores financeiros envolvidos, mas sim pelo peso institucional que teve este regresso, o destaque vai para a chegada de Wayne Rooney
Fonte: goal.com

No quarteto defensivo e pegando na primeira mão desta 3ª pré-eliminatória da Liga Europa diante o Ruzomberok, Cuco Martina – Keane – Ashley Williams – Leighton Baines é um elenco dos ‘back four’ que impõe respeito, não esquecendo opções como Funes Mori, Jagielka, Coleman ou promissores jovens como Jonjo Kenny ou Mason Holgate.

No meio-campo, Gueye e Schneiderlin, mais recuados, libertam a magia de Klaassen, um miolo de classe mundial, coadjuvado em termos de opções pelo veterano Gareth Barry, Muhamed Besic ou Tom Davies.

No ataque, o ’10’ de Rooney casa o imaginário das crianças que o idolatram com os mais velhos que se lembram de o ver no Goodison Park bem mais novo. Mirallas no centro e Calvert-Lewin no papel de flanqueador criam dúvida no adversário. Este último foi campeão do mundo de sub-20 este verão, bem como Ademola Lookman, outra opção ofensiva do plantel. E ainda dá Yala Bolasie, Aaron Lennon ou Sandro Ramírez.

No entanto, os adeptos parecem suspirar por um dianteiro com um caráter letal e uma presença proeminente como a de Romelu Lukaku. Sandro Ramírez, nesta fase precoce, ainda não fez esquecer o avançado agora ‘red devil’ e Mirallas é mais visto como jogador que parte da extrema esquerda para o meio.

Esta quinta-feira o Everton joga na Eslováquia a segunda mão da já referida eliminatória europeia. Em casa ganhou 1-0. Diante uma equipa fechada, mostrou uma forma de atacar complementar e diversa para criar perigo.

Será mais um jogo para tirar conclusões sobre esta construção de segunda época de Koeman em Goodison Park. Ele que depois de mostrar trabalho no Southampton, tenta cimentar-se ainda mais na Premier League.

Everton 2017/18. Uma equipa a seguir. Não faço previsões, sobretudo num campeonato alucinantemente competitivo. Nos primeiros jogos, os Everton joga com Manchester City, Chelsea e Tottenham…consecutivamente….curioso para percebermos os resultados deste começo.

Em suma, os ‘Toffees’ podem surpreender? Sim, sem dúvida.

 Foto de Capa: Football365.net

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