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O início dos Wolves na Premier League

João Fernandes · 2 min

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Rui Patrício, Rúben Vinagre, Pedro Gonçalves, João Moutinho, Rúben Neves, Hélder Costa, Ivan Cavaleiro e Diogo Jota: a cidade de Wolverhampton foi invadida por oito jogadores portugueses, e o responsável pelo comando das tropas é, também ele, português. Falamos de Nuno Espírito Santo.

O antigo guarda-redes e treinador do FC Porto foi o timoneiro dos Wolves na subida à Premier League em 2017/2018, e esta época, com uma equipa feita à sua medida, e onde conta com vários compatriotas, tem tudo para garantir a manutenção do clube inglês.

Nas três primeiras jornadas da Premier League, o Wolverhampton somou dois pontos, com os empates caseiros com o Everton e com o Manchester City, e com a derrota em Leicester. A equipa mais portuguesa do Reino Unido encontra-se assim no 14.º posto da tabela classificativa, contando com três golos marcados e cinco golos sofridos. Os marcadores de serviço, até ao momento, são os bem conhecidos do campeonato português Rúben Neves, Raúl Jiménez e Willy Boly.

Um dos ingredientes essenciais para esta caminhada dos Wolves no principal escalão do futebol inglês poderá mesmo ser o ambiente vivido no Molineux. Apesar de o estádio construído em 1889 só ter capacidade para 30000 pessoas, os adeptos da casa conseguiram a proeza de serem o público mais barulhento da Premier League. O barulho criado no campo do Wolverhampton tem rondado os 85 decibéis, um valor acima dos 82 do Manchester City, Chelsea e Fulham. Para se ter uma ideia do que representam estes valores, pode-se dar o exemplo dos 90 decibéis de um Boeing 737, ou dos 110 decibéis de um concerto de rock.

Os adeptos dos Wolves são os mais barulhentos da Premier League até ao momento
Fonte: Wolverhampton Wanderers FC

Hoje é dia de jogo em Londres, e o adversário é o West Ham, que regista três derrotas nos primeiros três jogos da liga inglesa, uma situação que coloca os Hammers no último lugar da classificação. Na antevisão da partida, Nuno Espírito Santo afirmou que o empate com o Manchester City de Guardiola foi uma motivação extra para os seus jogadores, mas que agora já só pensam no embate com o clube orientado por Manuel Pellegrini. O técnico natural de São Tomé e Príncipe deixou largos elogios ao chileno, ao dizer que conhecia o treinador do West Ham pessoalmente, e que admirava a carreira que este tinha construído.

Com um balneário bastante unido, com um futebol atrativo, com juventude para dar e vender, com um Rúben Neves de pé quente, com um Rui Patrício que voa entre os postes, com um João Moutinho sempre inteligente e que não sabe jogar mal e com uns adeptos encantados com o regresso da equipa à Premier League, os Wolves têm tudo para ser uma das surpresas deste ano do futebol mundial, e mais um motivo de orgulho proveniente de portugueses fora de portas.

Foto de Capa: Wolverhampton Wanderers FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

João Fernandes

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