Quase nada se alterou, relativamente à penúltima jornada, no figurino final da edição 2013/2014 da Premier League, registando-se apenas duas mudanças da tabela classificativa, com o Stoke City a garantir um prestigiante nono lugar graças à vitória imposta ao West Bromwich no regresso do nigeriano Peter Odemwingie ao The Hawthorns (de onde saiu infeliz) e com o Swansea a conseguir o 12º lugar, depois de ter conquistado os três pontos no terreno do Sunderland – vitória por 3-1, num jogo em que Wilfried Bony deu uma prova da sua enorme qualidade, com um golo e uma assistência.

Ambas as equipas derrotadas (WBA e Sunderland) não foram “destronadas” dos 17º e 14º posto (respetivamente), até porque quem os tinha ao seu alcance conheceu o mesmo destino nos seus encontros, confirmando-se a despromoção do Norwich (que só goleando, de forma histórica, o Arsenal poderia sonhar em alcançar o WBA, e perdeu por 2-0) e as já esperadas derrotas do Hull City e do Aston Villa frente a equipas de maior nomeada…

… na circunstância o Everton (bateram os segundos por 2-0) e o Tottenham (derrotaram os primeiros por 3-0), que confirmaram o apuramento para a fase de qualificação da Liga Europa, após ficarem garantidos os 5º e 6º lugares. Uma conjuntura que em nada agradou aos red devils, que teriam de vencer e esperar uma derrota dos homens de White Hart Lane para evitarem a “vergonha” de não ir às competições europeias no próximo ano. Mas nem uma coisa nem outra se concretizou – o Manchester United empatou a uma bola no reduto do Southampton, que manteve um gratificante 8º posto, coroando da melhor maneira uma temporada memorável…

… algo que não pode ser dito pelos adeptos do Fulham e do Cardiff, que partiram com a despromoção garantida para este encontro e mantiveram a toada de equipas que venceram pouco no decorrer da temporada, não logrando vencer os respetivos encontros. O Fulham garantiu um ponto nos minutos finais na partida ante o Crystal Palace, que terminou com um empate a dois golos e que confirmou o excelente momento de forma vivido por Dwight Gayle, autor dos dois tentos da equipa forasteira (e que já tinha marcado outros tantos ao Liverpool, na jornada passada). O Cardiff obrigou o Chelsea a suar para vencer, estando a vencer até ao minuto 72, mas a entrada de Schurrle (rendeu Mikel) desfez qualquer dúvidas e ao minuto 76 a formação londrina já tinha fixado o resultado final em 2-1 a seu favor, condenando os galeses ao sempre indesejável 20º lugar.

Festa do título  Fonte: Bleacher Report (UK)
Festa do título
Fonte: Bleacher Report (UK)

No extremo oposto, a luta pelo título terminou como era esperado. O Manchester City sucedeu ao Manchester United e sagrou-se campeão, derrotando com autoridade o West Ham por 2-0, num encontro marcado pela inoperância da formação londrina (apenas 3 remates em todo o encontro) e pela fantástica exibição protagonizada por Samir Nasri (um golo, cinco remates e uma quantidade anormal de toques [125] e de percentagem de sucesso no passe [96%] para quem joga numa zona adiantada e longínqua do centro do terreno) que confirmou 2013/2014 como a sua época de redenção… algo que Luís Suarez quereria ter dito no final do encontro do Liverpool, com o caneco nas mãos, mas que não pôde fazer, pese embora a recuperação dos reds, em Anfield, após terem estado a perder por 1-0 ante o Newcastle.

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Após conseguir o segundo título em três anos, o Manchester City parece ter consolidado o estatuto de novo gigante de Inglaterra, provando que o dinheiro pode, de facto, comprar vitórias por via da aquisição da competência – algo que nunca faltou a Manuel Pellegrini durante a época e que lhe permitiu “engenhar” a sua primeira conquista na Europa.

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Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.