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Quo Vadis, West Ham?

Frederico De Távora Pedro · 4 min

Quo Vadis, West Ham?

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Cabeçalho Liga Inglesa

Depois de uma temporada bastante positiva que deixou o West Ham em lugares de qualificação europeia, a escassos 4 pontos de uma posição de acesso ao play-off da Liga dos Campeões, é latente que os Hammers entraram com o pé esquerdo em 2016/2017.

Mas o que explicará essa quebra de rendimento?

Se na temporada transacta o West Ham, com Slaven Bilic ao leme, foi uma das mais entusiasmantes equipas da Liga, capaz de aliar o músculo de jogadores como Koyaté, à experiência de membros como o capitão Noble e à magia dos pés de Payet, na presente contenda os Hammers estão longe de apresentar a forma que nos deixaram na retina.

Tendo conseguido manter a sua principal referência, Dimitri Payet, bem como a espinha dorsal da equipa que garantiu o 7.º lugar na Premier e atingiu os quartos-de-final da FA Cup (caiu aos pés Man Utd, que viria a sagrar-se vencedor), esperava-se que os homens de Bilic fossem capazes de dar seguimento à sua boa forma, sobretudo devido à forma como o ataque ao mercado em East London procurou dotar o plantel de experiência e profundidade, tendo sido contratados elementos como Álvaro Arbeloa, Gokhan Tore, Feghouli e André Ayew.

Têm existido poucos motivos para os jogadores do West Ham United festejarem Fonte: West Ham United
Têm existido poucos motivos para os jogadores do West Ham United festejarem
Fonte: West Ham United

Mas desde cedo houve indícios de que o arranque da temporada 16-17 não tornaria a correr de feição ao West Ham: depois de uma estreia com derrota frente ao Chelsea em Stamford Bridge, seguiu-se uma surpreendente eliminação nas eliminatórias da Liga Europa frente ao modesto Astra Giorgiu – intermediada pelo triunfo caseiro frente ao Bournemouth por 1-0 a contar para a Premier League – os Hammers mostraram-se impotentes perante o City de Guardiola, tendo-se seguido derrotas frente ao Watford em casa e West Bromwich fora, ambas por 4-2, e frente ao Southampton em casa por 3-0 e um empate a uma bola em casa frente ao Middlesbrough a uma bola.

Nesta altura, o West Ham soma apenas quatro pontos na classificação com 7 partidas disputadas, com um score de 1 vitória, 1 empate e 5 derrotas, e tendo apenas 8 golos marcados contra 17 sofridos (a pior defesa do campeonato e o segundo pior goal average), encontra-se na 18.ª posição. Em comparação, por esta altura, na temporada transacta, o West Ham tinha já 13 pontos conquistados, com 15 golos marcados (o melhor ataque da liga à 7.ª jornada a par do Leicester), 9 golos sofridos, e encontrava-se num meritório 3.º lugar.

Talvez Payet, a principal referência da equipa, e que brilhou durante o verão no Euro 2016 que culminou com vitória portuguesa, não tenha tido oportunidade de repor os níveis físicos a tempo de dar um impulso inicial ao West Ham, ou até que os recém-contratados Tore, Ayew e Feghouli demorassem algum tempo a ajustar-se à equipa mas, ainda assim, longe estaríamos de prever que em 21 pontos disputados, os Hammers que nos habituaram na edição 2015/16 da Premier League a um estilo electrizante de transição rápida, apenas conseguissem conquistar 4.

Ainda que tenha mantido muitos dos seus jogadores, sobretudo o cobiçado Payet, a verdade é que a mudança de estádio do velhinho Upton Park, um terreno à antiga inglesa, com pouco espaço, estádio difícil de jogar para qualquer equipa da Premier League, para o Estádio Olímpico de Londres, se tem revelado verdadeiramente catastrófica.

Catastrófico tem também sido o processo defensivo dos Irons, como também é conhecida a equipa do Este de Londres. Sem elementos como Cresswell, Masuaku ou Sam Byram, Bilic tem tido a vida dificultada quanto à escolha de um quarteto defensivo, sendo que os centrais parecem simplesmente apresentar os mesmos níveis de concentração que mantiveram durante grande parte de 2015/2016, o que ajuda a explicar o recorrente fracasso do West Ham na abordagem que faz aos jogos.

Destaque especial, na defesa, para a ausência de Cresswell, que não só é um sólido defensor, como através da meia-distância, de assistências e da velocidade é, ainda que muitas vezes negligenciado, um dos maiores desequilibrados do plantel de Bilic.

A juntar a todo este contexto menos favorável, a contratação mais sonante do defeso Hammer, Ayew, lesionou-se com alguma gravidade logo no início da temporada, e a juntamente com ele, Sakho, Caroll e Tore. Tem por isso Bilic apostado sobretudo em Simone Zaza, mas o reforço proveniente da Juventus não tem correspondido à expectativa que inicialmente criou.

Slaven Bilic é o treinador do West Ham United Fonte: West Ham United
Slaven Bilic é o treinador do West Ham United
Fonte: West Ham United

Por último, mas não de somenos importância, aparenta já haver um certo desconforto de adeptos e jogadores em relação a Slaven Bilic, que, apesar do excelente trabalho na temporada passada e dos muitos contratempos que tem enfrentado, não parece estar a conseguir provar o condão que demonstrou nesse período, podendo estar assim a iniciar um caminho que levará, inevitavelmente, à sua dispensa enquanto treinador do West Ham.

Foto de capa: West Ham United

Frederico De Távora Pedro

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