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Cabeçalho Liga Inglesa

Depois de uma temporada bastante positiva que deixou o West Ham em lugares de qualificação europeia, a escassos 4 pontos de uma posição de acesso ao play-off da Liga dos Campeões, é latente que os Hammers entraram com o pé esquerdo em 2016/2017.

Mas o que explicará essa quebra de rendimento?

Se na temporada transacta o West Ham, com Slaven Bilic ao leme, foi uma das mais entusiasmantes equipas da Liga, capaz de aliar o músculo de jogadores como Koyaté, à experiência de membros como o capitão Noble e à magia dos pés de Payet, na presente contenda os Hammers estão longe de apresentar a forma que nos deixaram na retina.

Tendo conseguido manter a sua principal referência, Dimitri Payet, bem como a espinha dorsal da equipa que garantiu o 7.º lugar na Premier e atingiu os quartos-de-final da FA Cup (caiu aos pés Man Utd, que viria a sagrar-se vencedor), esperava-se que os homens de Bilic fossem capazes de dar seguimento à sua boa forma, sobretudo devido à forma como o ataque ao mercado em East London procurou dotar o plantel de experiência e profundidade, tendo sido contratados elementos como Álvaro Arbeloa, Gokhan Tore, Feghouli e André Ayew.

Têm existido poucos motivos para os jogadores do West Ham United festejarem Fonte: West Ham United
Têm existido poucos motivos para os jogadores do West Ham United festejarem
Fonte: West Ham United

Mas desde cedo houve indícios de que o arranque da temporada 16-17 não tornaria a correr de feição ao West Ham: depois de uma estreia com derrota frente ao Chelsea em Stamford Bridge, seguiu-se uma surpreendente eliminação nas eliminatórias da Liga Europa frente ao modesto Astra Giorgiu – intermediada pelo triunfo caseiro frente ao Bournemouth por 1-0 a contar para a Premier League – os Hammers mostraram-se impotentes perante o City de Guardiola, tendo-se seguido derrotas frente ao Watford em casa e West Bromwich fora, ambas por 4-2, e frente ao Southampton em casa por 3-0 e um empate a uma bola em casa frente ao Middlesbrough a uma bola.

Nesta altura, o West Ham soma apenas quatro pontos na classificação com 7 partidas disputadas, com um score de 1 vitória, 1 empate e 5 derrotas, e tendo apenas 8 golos marcados contra 17 sofridos (a pior defesa do campeonato e o segundo pior goal average), encontra-se na 18.ª posição. Em comparação, por esta altura, na temporada transacta, o West Ham tinha já 13 pontos conquistados, com 15 golos marcados (o melhor ataque da liga à 7.ª jornada a par do Leicester), 9 golos sofridos, e encontrava-se num meritório 3.º lugar.

Talvez Payet, a principal referência da equipa, e que brilhou durante o verão no Euro 2016 que culminou com vitória portuguesa, não tenha tido oportunidade de repor os níveis físicos a tempo de dar um impulso inicial ao West Ham, ou até que os recém-contratados Tore, Ayew e Feghouli demorassem algum tempo a ajustar-se à equipa mas, ainda assim, longe estaríamos de prever que em 21 pontos disputados, os Hammers que nos habituaram na edição 2015/16 da Premier League a um estilo electrizante de transição rápida, apenas conseguissem conquistar 4.

Ainda que tenha mantido muitos dos seus jogadores, sobretudo o cobiçado Payet, a verdade é que a mudança de estádio do velhinho Upton Park, um terreno à antiga inglesa, com pouco espaço, estádio difícil de jogar para qualquer equipa da Premier League, para o Estádio Olímpico de Londres, se tem revelado verdadeiramente catastrófica.

Frederico De Távora Pedro
Frederico De Távora Pedrohttp://www.bolanarede.pt
Licenciado em Direito, é a ver e a analisar futebol que se sente como um peixe na água. O Benfica corre-lhe nas veias, e apaixonou-se por futebol no dia em que ainda criança entrou pela primeira vez na Velhinha Luz. O futebol europeu é o que mais o atrai, sendo em Inglaterra que semana a semana segue o seu campeonato de eleição: a Premier League.                                                                                                                                                 O Frederico não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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