A CRÓNICA: GANHOU A EQUIPA QUE QUIS GANHAR

O dérbi londrino entre Tottenham Hotspur FC e Chelsea FC prometia ser mais um grande espetáculo da Primeira Liga Inglesa, pelo qual jogadores e adeptos estavam certamente ansiosos. Para além da importância normal de levar os três pontos para casa, este é um jogo onde a rivalidade entre equipas da mesma cidade se faz sentir e que por isso acaba por ter sempre um sabor especial para quem o vence.

Anúncio Publicitário

Talvez por isso a partida tenha começado algo amena, com as duas turmas a mostrarem muito respeito uma pela outra, fazendo com que a primeira parte fosse algo aborrecida, com poucas oportunidades claras de golo e com a posse de bola a ser mais ou menos dividida.

Ainda assim o melhor campeonato do mundo raramente deixa a desejar, e se é lá que atuam os melhores jogadores, também é lá que estão os melhores treinadores. Tuchel justificou o prémio de melhor treinador da época passada e promoveu uma alteração que viria a alterar a postura da equipa na partida. Tirou Mason Mount, colocou Kanté, as mudanças foram notórias e o golo do Chelsea FC acabou por aparecer. Depois de uma entrada muito forte para o segundo tempo, os blues dispuseram de um pontapé de canto que Thiago Silva aproveitou da melhor forma, inaugurando assim o marcador.

Isso não seria razão para a turma de Tuchel baixar as linhas, pelo contrário, continuou à procura do golo que daria a tranquilidade. Isso viria mesmo a acontecer, e desta vez através do homem que o técnico alemão colocou em campo na segunda parte. Kante viu-se sem marcação à entrada da área, encheu-se de coragem e a meias com Eric Dier fez o segundo golo dos blues na partida. 57 minutos e o jogo parecia resolvido face à inexistência da produção ofensiva do Tottenham Hotspur FC, que não conseguia sair com qualidade para o contra-ataque como costuma fazer.

A partir daí foi continuar a ver o Chelsea FC atacar e esperar pelo apito final, mas não sem antes Rudiger fazer o terceiro da partida e confirmar um resultado pesado para a turma de Nuno Espírito Santo.

O Chelsea subiu assim à liderança do campeonato, juntamente com o Manchester United FC e Liverpool FC, enquanto que o Tottenham Hotspur FC caiu para o sétimo lugar depois da segunda derrota consecutiva.

 

A FIGURA

Thomas Tuchel – O técnico do Chelsea FC foi o grande obreiro desta vitória produzida em casa do rival, depois de uma mudança que viria a alterar toda a dinâmica do jogo que tinha sido, até ali, pouco interessante. Kanté entrou para o lugar de Mason Mount e a equipa automaticamente ganhou uma capacidade de pressionar o adversário que até então não tinha. Na segunda parte só deu Chelsea FC e o resultado acabou por evidenciar isso. Três golos que poderiam ter sido ainda mais face às oportunidades criadas pela equipa.

 

O FORA DE JOGO

Produção ofensiva do Tottenham FC – A equipa de Nuno Espírito Santo nem entrou mal na partida, mas nunca quis dominar o jogo com a bola em seu controlo. Como costuma fazer em jogos de maior importância, encostou-se mais atrás à espera do adversário e procurou sair no contragolpe. A verdade é que poucas foram as vezes em que o conseguiu fazer, e na segunda parte o ataque foi uma autêntica nulidade. Uma derrota pesada, mas mais do que justa para aquilo que se passou dentro das quatro linhas.

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

Nuno Espírito Santo organizou a sua equipa num 4-4-2 com uma defesa formada por Emerson à direita, Dier e Romero no centro e Reguilon à esquerda. Mais à frente apareceu uma linha de dois formada por Hojbjerg e Ndombele, com Alli a jogar descaído sobre o lado esquerdo e Lo Celso sobre o lado direito. Na frente Harry Kane como homem alvo e Son, que tem liberdade para andar por todo o terreno à procura de ser opção no momento mais forte do Tottenham, o contra-ataque. A nível ofensivo é de destacar a maior proximidade de Dele Alli à linha de ataque, com Lo Celso a ser responsável por equilibrar mais a equipa no momento defensivo. A equipa orientada pelo treinador português nunca foi dona e senhora da bola, preferindo sempre baixar no terreno e aproveitar momentos de contra golpe, de onde tantas vezes tira tentos contra as equipas grandes.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lloris (5)

Emerson Royal (5)

Romero (6)

Dier (5)

Reguilon (5)

Lo Celso (4)

Ndombele (5)

Hojbjerg (5)

Alli (4)

Son (6)

Kane (4)

SUBS UTILIZADOS 

Oliver Skipp (6)

Bryan Gil (5)

Davinson Sanchez (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Tuchel voltou a optar pela tática dos três centrais, como tem sido sua imagem de marca desde que chegou ao Chelsea. Thiago Silva, Rudiger e Christensen foram os pilares defensivos da equipa, com Azpilicueta a aparecer pela direita e Marcos Alonso pela esquerda, este segundo sempre mais forte nas incursões ofensivas. No meio campo atuaram Jorginho e Kovacic um pouco mais recuados, com Mason Mount e Kai Havertz à sua frente. Na posição de avançado apareceu Romelu Lukaku, a grande contratação do Chelase FC esta temporada. Para a segunda parte o técnico alemão tirou Mason Mount e colocou Kanté, numa decisão que embora pareça de cariz defensivo, fez com que a equipa conseguisse juntar melhor os setores e sair para ataque de forma mais simples. Essa alteração acabou por ser crucial na vitória dos blues.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kepa Arrizabalaga (7)

Azpilicueta (7)

Christensen (7)

Thiago Silva (9)

Rudiger (8)

Marcos Alonso (8)

Jorginho (7)

Kovacic (7)

Mason Mount (6)

Havertz (6)

Lukaku (6)

SUBS UTILIZADOS

Kante (8)

Werner (6)

DEIXE UM COMENTÁRIO

Comente!
Por favor introduz o teu nome