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Tarde tranquila em White Hart Lane, no reencontro de Pochettino com a sua antiga equipa. De um lado a equipa da casa, o Tottenham, à procura de uma vitória que injectasse moral numa equipa com um plantel de alto nível mas com resultados que têm deixado muito a desejar e ainda a questionar a escolha do treinador. Do outro lado os saints, orientados por Ronald Koeman, que têm sido a equipa sensação da Premier League, mesmo tendo perdido vários pilares da também fantástica época passada.

Antes do início do jogo parecia que as posições na tabela estavam trocadas, com o Tottenham a surgir no 11º lugar com 8 pontos e o Southampton em 3º lugar com 13 pontos. Mas não era engano: é o reflexo do excelente arranque de Koeman e da desilusão de Pochettino.

O jogo foi, no cômputo geral, equilibrado. Uma primeira parte com maior teor ofensivo para o lado dos spurs, mas com um Southampton bem organizado e a responder em contra-ataque. Logo aos 15 minutos, um fora-de-jogo dúbio impediu que uma bela jogada rápida e de primeiro toque tirasse o golo aos spurs. A frustração na cara de Adebayor era visível. Com o avançar do tempo o jogo começou a ganhar ritmo e as disputas de bola no meio-campo eram cada vez mais. O Tottenham começa a crescer no jogo e acaba mesmo por acampar no meio-campo dos saints. Após dois remates perigosos, um de Lamela outro de Eriksen, a equipa londrina acabou mesmo por chegar ao golo. Tudo começou com um belo arranque de Adebayor, que colocou a bola de imediato em Chadli, que serviu Christian Eriksen à entrada da área para um remate bem colocado junto ao poste esquerdo da baliza de Forster. Um grande golo do médio ofensivo dinamarquês, que jogo após jogo se continua a afirmar como estrela da companhia. Ainda antes de terminar a primeira parte, os adeptos levaram as mãos à cabeça ao verem Chadli a enviar a bola ao poste, numa jogada em que apenas tinha o guarda-redes opositor pela frente.

Este encontro marcou o encontro de Mauricio com a sua antiga equipa que, agora sob o comando de Ronald Koeman, tem sido a sensação deste campeonato Fonte: Premier League Twitter
O actual e o antigo treinador do Southampton
Fonte: Premier League Twitter

Esperava-se uma segunda parte vibrante, com o Tottenham à procura do golo que sentenciasse o jogo ou com o Southampton à procura de virar o jogo e continuar a senda de vitórias. Nenhuma destas situações aconteceu. A segunda parte foi calma, com o Southampton com mais posse de bola e duas equipas a disputar o jogo a meio-campo. Nas poucas ocasiões criadas, os guarda-redes, Hugo Lloris e Forster, estiveram à altura. Só já perto do fim é que tivemos alguma acção, com Mané a falhar de baliza aberta aos 84 minutos. O empate esteve tão perto, mas o extremo falhou o golo fácil.

No fim, tivemos uma vitória dos spurs que podemos considerar justa. Foram mais ambiciosos e quando tiveram oportunidade dominaram no meio-campo adversário. O treinador dos londrinos, no fim do encontro, definiu a vitória como justa. Considerou que a sua equipa esteve bem e que tem vindo a criar condições para vir a melhorar.

Espero que este jogo seja uma injecção de moral para os spurs, que contam com um plantel de grande qualidade e que pode ir muito mais longe e fazer muito mais. Por outro lado, espero que o Southampton não se deixe abater, que mantenha a mesma garra que tem mostrado até agora e que continue a baralhar as contas lá no topo da tabela e a fazer da Liga Inglesa, onde qualquer um pode acabar em qualquer posição, a liga mais competitiva do mundo.

A Figura

Christian Eriksen – o jovem dinamarquês deu ânimo a um meio-campo sem ideias e marcou um excelente golo que deu a vitória à sua equipa. Eriksen tem continuado a demonstrar o seu enorme valor e promete em breve ser um dos melhores do mundo.

O Fora-de-Jogo

Danny Rose e Wanyama – o lateral-esquerdo dos spurs não esteve definitivamente nos seus dias. Cometeu muitas faltas e viu-se aflito para parar o lateral-direito dos saints. Também Wanyama não teve uma prestação ao nível a que nos tem habituado. Faltas, passes falhados, falta de ambição e agressividade. O queniano foi o espelho de um meio-campo adormecido que obrigou o Southampton a apostar essencialmente na velocidade das suas alas.

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