A jornada 30 trouxe duelo entre dois dos Big Six’s da Premier League. Mais de três meses depois dos últimos jogos disputados pelas duas equipas, Tottenham e Manchester United entraram em campo com vários jogadores recuperados de lesões prolongadas, com destaque para os melhores marcadores de ambas as formações, Harry Kane e Marcus Rashford, respetivamente.

O jogo começou com a equipa da casa expectante. Os londrinos cerraram fileiras e concederam a posse de bola ao United que não mostrou grande inspiração. A exceção ocorreu num lance fortuito aos 21 minutos. Após jogada de insistência pela direita, Bruno Fernandes fez um cruzamento na zona central que foi intercetado por Davinson Sánchez. No entanto, o corte do colombiano foi deficiente e acabou nos pés de Rashford que teve tudo para, de pé esquerdo, fazer o primeiro golo da partida. Valeu a excelente intervenção de Lloris.

Quatro minutos depois Bruno Fernandes voltou a testar Lloris com um remate cruzado de pé esquerdo. Não aproveitou o Manchester United, aproveitou o Tottenham. Aos 27 minutos, os londrinos encontraram o que procuravam: um desposicionamento da defesa do United. Lloris esticou longo na frente, após pressão alta dos red devils, a bola sobrou para Bergwijn, que furou, com a bola controlada e em velocidade, o espaço entre os defesas centrais Maguire e Lindelöf, e rematou para o fundo das redes. De Gea ainda tocou no esférico.

Apenas quatro minutos depois, o Tottenham foi rapidíssimo a desferir um perigoso ataque pela direita. Aurier lançou Bergwijn que, nas costas de Luke Shaw, cruzou ao segundo poste para Son. O sul coreano cabeceou para uma enorme defesa de De Gea.

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Lamela foi um dos melhores elementos dos spurs na primeira parte com apontamentos técnicos deslumbrantes. Descaiu muitas vezes para a esquerda do ataque. Atraindo os defesas do Manchester United, abriu espaço para, do lado direito, Bergwijn e Aurier se projetarem e criarem perigo. Um pouco como os carteiristas que nos fazem ter atenção a um lado e nos roubam do outro. Para fechar a primeira parte, Bruno Fernandes desenvencilhou-se de Winks e rematou forte, mas à figura do guardião francês do Tottenham.

No reatar da partida, o Manchester United apareceu com novas dinâmicas entre os três homens da frente, Rashford, Martial e James. Mais agressiva com bola, a equipa obrigou o Tottenham a passar muitas dificuldades. Bruno Fernandes, indomável, rematou de pé direito com a bola a tirar tinta ao poste esquerdo. Solskjaer, técnico dos visitantes, lançou Pogba no jogo. O francês alinhou ao lado de Bruno Fernandes com McTominay nas costas destes dois.

Martial, aos 66 minutos, obrigou Lloris a uma intervenção extraordinária. O avançado, já dentro de área, rematou, mas viu o seu compatriota esticar-se todo e evitar o empate. Era um aviso para o que aí vinha. A entrada de Pogba veio a dar frutos quando, a dez minutos do fim da partida, junto à linha de fundo, já dentro de área, o francês, que não jogava desde dezembro passado, abriu o livro (de magia) e deu um nó cego impossível de desfazer em Dier, que recorreu à falta para o parar. Assinalada a grande penalidade, Bruno Fernandes encarregou-se de a transformar em golo e empatar o jogo.

O Manchester United quase arrancou novo penálti, mas o VAR entendeu que Dier não tinha cometido falta sobre Bruno Fernandes e reverteu a decisão do árbitro Jonathan Moss. Num último esforço para virar o resultado, Greenwood, que entrou na segunda parte, encarou Davies, puxou a bola para o pé esquerdo e quase que era feliz. No entanto, as equipas empataram e o Manchester United mantém a distância para o Tottenham na luta pelos lugares de acesso aos lugares europeus.

A FIGURA

Bruno Fernandestentou de todas as formas liderar a equipa. Rematou muitas vezes de meia distância, mas não foi feliz. Na primeira parte, juntou-se muito aos avançados, mas na segunda desceu uns metros no terreno para participar mais no jogo e ajudar a furar a defesa cerrada dos londrinos. Mostrou pormenores de quem pensa à frente dos outros. Marcou através da marca de grande penalidade, ajudando o Manchester United a somar um ponto.

O FORA DE JOGO

Fonte: Tottenham Hotspur

Harry Kane – Não jogava desde janeiro e está longe da sua melhor forma. Foi incapaz de ser influente e andou sempre longe do golo.

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR

O Tottenham deu a iniciativa de jogo ao Manchester United e agrupou-se em bloco baixo, reduzindo o espaço entre linhas. Organizou-se em 4‑2‑3-1 e, nos poucos momentos em que procurou construir, projetou o lateral-direito Aurier e fez Davies se juntar aos centrais, iniciando a construção a três

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lloris (7)

Sánchez (6)

Dier (6)

Aurier (6)

Davies (6)

Son (6)

Winks (6)

Lamela (7)

Sissoko (7)

Bergwijn (7)

Kane (5)

SUBS UTILIZADOS

Lo Celso (7)

Gedson (5)

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Alinhou, à semelhança do Tottenham, em 4-2-3-1 e procurou assumir o jogo com bola, a prova de que não é por usarmos todos a mesma roupa que ela nos vai assentar da mesma forma. Contruiu a três com o lateral-direito Bissaka a juntar-se aos dois centrais e o lateral-esquerdo a projetar-se. Na segunda parte, também Bissaka se teve que incorporar mais no ataque para procurar um resultado mais positivo. O triângulo de meio-campo desenhado, inicialmente, em 2/1 acabou em 1/2 fruto do balanceamento ofensivo da equipa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

De Gea (7)

Lindelof (6)

Maguire (6)

Shaw (5)

Bissaka (6)

Rashford (5)

Fred (5)

Bruno Fernandes (8)

James (5)

McTominay (6)

Martial (6)

SUBS UTILIZADOS

Bailly (-)

Pogba (6)

Matic (-)

Ighalo (-)

Greenwood (-)

Foto de Capa: Tottenham Hotspur FC

Artigo revisto por Joana Mendes

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