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O dérbi londrino opôs o Chelsea, quarto classificado da Premier League, ao sétimo classificado, o Tottenham. José Mourinho defrontou a primeira equipa que representou em Inglaterra, frente a um antigo jogador seu, Frank Lampard.

Os primeiros dez minutos de jogo foram muito equilibrados, com uma ligeira superioridade do Chelsea. Não houve oportunidades de golo, com exceção de um remate de Rudiger muito por cima da baliza adversária.

Aos 12’, na sequência de um canto curto, Willian fletiu para o meio e disparou colocadíssimo para o fundo das redes dos Spurs. O brasileiro do Chelsea inaugurou desta forma o marcador, num remate sem hipóteses de defesa para Gazzaniga.

No tempo de compensação da primeira parte, Gazzaniga cometeu um erro tremendo, fazendo falta para grande penalidade. O guarda redes argentino falhou a bola e chocou contra Marcos Alonso, que é impedido de chegar à bola dentro da grande área do Tottenham. Aos 45+4’ Willian converteu o penálti e colocou o Chelsea com uma vantagem de dois golos.

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Foi uma primeira parte de grande qualidade do Chelsea. Exímia na construção de jogo e muito consistente na defesa, a equipa comandada por Frank Lampard demonstrou superioridade frente a um Tottenham desinspirado. A equipa de José Mourinho teve muita dificuldade na criação de jogo e com uma frente de ataque muito apagada. Os Spurs apenas surgiram com perigo através de um remate de Kane no interior da área aos 28’ após passe de Sissoko, que passou muito por cima da baliza de Kepa. No minuto seguinte, Son finalizou ao lado após um grande cruzamento rasteiro de Kane dirigido ao segundo poste.

Ao intervalo, Mourinho retirou Dier e colocou em campo Eriksen, tentando encontrar inspiração e criatividade ofensiva. O dinamarquês não teve o impacto esperado, apesar de ser um dos mais inconformados da equipa de José Mourinho até à expulsão de Son.  Para piorar a situação para os Spurs, o sul coreano foi expulso aos 62’ com cartão vermelho direto, após um conflito com Rudiger.

A melhor ocasião de golo dos segundos 45’ surgiu após uma recuperação de bola de Mason Mount aos 55’.A bola sobrou para Marcos Alonso que disferiu um remate forte à baliza do Tottenham. Gazzaniga defende para a frente, e Tammy Abraham marcou de recarga, mas o golo foi anulado por posição irregular do ponta de lança inglês.

Já no tempo de compensação, após mais um passe extraordinário de Willian, Batshuayi remata com perigo ao lado da baliza de Kepa.

O segundo tempo foi menos atrativo que o primeiro. O Tottenham fez um péssimo jogo, com um ataque muito desinspirado. Frank Lampard superou o seu antigo treinador, e conquistou uma merecida vitória.

Foi um jogo muito tático, com clara superioridade para os blues. Frank Lampard apostou num sistema tático com três defesas centrais, que teve muito sucesso. O Tottenham apenas realizou um remate à baliza adversária. A eficácia foi o fator decisivo nesta partida.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Tottenham Hotspur: Gazzaniga; Serge Aurier; Davinson Sanchez; Toby Alderweireld; Jan Vertonghen (Danny Rose, 74’); Eric Dier (Christian Eriksen, 45’); Moussa Sissoko; Dele Alli; Lucas Moura (Ndombele, 74’); Heung-Min Son; Harry Kane.

Chelsea: Kepa Arrizabalaga; César Azpilicueta (Reece James, 80’); Kurt Zouma; Antonio Rudiger; Fikayo Tomori; Marcos Alonso; N’golo Kanté; Kovacic (Jorginho, 68’); Willian; Mason Mount; Tammy Abraham (Michy Batshuayi, 80’).

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