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O namoro já durava há cerca de 5 meses, depois de um deles se ter divorciado. Sozinho, embora feliz, sabia do seu valor, do quão bom partido ele seria para quem precisasse de alguém com quem partilhar “casa”, embora não precisasse de ninguém. Foi muito assediado, logicamente, mas houve alguém especial, alguém que partilhava valores semelhantes aos dele, com uma reputação social condizente e que lhe poderia oferecer o estilo de vida ao qual ele estava habituado. Esse alguém, cujo casamento de 2 anos, sem filhos do sucesso que se apregoava ser este casal, estava cada vez mais saturado, e não teve pejo em pegar naquele “bom partido”.

Começaram a falar, sem nunca se envolverem. Havia compromisso de que iria resultar, iria dar certo, apenas queriam esperar pela altura certa para não “magoar” ninguém. Foram longos 5 meses, primeiro de lua-de-mel, depois com as primeiras discussões, até ambos terem a certeza de que estavam mesmo destinados um para o outro. E acontece o anúncio.

A 27 de Maio de 2016, José Mourinho é oficialmente anunciado como treinador do Manchester United. Louis Van Gaal deixara, afinal, um “filho” (FA Cup), e conseguiu despedir-se com glória, como tanto desejara, valendo-lhe a pena os 5 meses de convivência com alheamento emocional entre as partes – a conquista colocou, a jeito, uma afirmação que lhe permitirá ter, nem que seja só no seu imaginário, uma ou outra impressão digital em troféus futuros: “acredito que os pilares que permitirão ao clube crescer e atingir ainda mais sucesso estão no devido lugar”.

José Mourinho encontra um clube que faz todo o sentido. Um “match” natural entre duas das maiores marcas (a forma como o Chelsea preservou os direitos de imagem do treinador português e o conflito de interesses entre duas grandes marcas mundiais de automóveis que adiou o anuncio da sua contratação só nos pode levar a achar isso mesmo) do futebol mundial e, acima de tudo, entre dois nomes que significam títulos e vitórias para quem com eles caminham. Dois vencedores, juntos.

Pedro Machado
Pedro Machado
Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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