A 31 de maio de 2018, Marco Silva, era apresentado como novo treinador do Everton. Na altura a escolha surpreendeu vários adeptos pois anteriormente o treinador português tinha passado, de forma repentina e sem muito sucesso, por dois clubes ingleses: Hull City e Watford, ambas equipas a jogar na Premier League.

É verdade que os recursos nestas equipas eram um pouco limitados, mas Marco Silva apresentou sempre uma ideia e um estilo de jogo interessantes e foi certamente por isso que a equipa de Liverpool decidiu dar uma oportunidade ao português de mostrar o seu verdadeiro potencial com recursos consideráveis.

Marco Silva chega ao Everton devido ao despedimento do treinador Ronald Koeman, depois do fracasso na Liga, onde terminou em 7º e fora de lugares europeus. Pedia-se mais ao treinador holandês depois de se ter feito um investimento em jogadores na ordem dos 200 M. Quem saiu a ganhar com aquele conjunto de jogadores de enorme qualidade foi o treinador português, que mesmo ainda adquiriu mais seis jogadores para atacar a nova temporada: Kurt Zouma, Yerry Mina, Lucas Digne, André Gomes, Bernard e Richarlison. Este último investimento ficou na ordem dos 90 M, ficando o Everton com um plantel bem capaz de assumir os lugares europeus. Algo que o treinador Marco Silva não foi capaz de conseguir, terminando pior (8º lugar na Liga) que Koeman na temporada transata.

Fonte: Watford FC

Foi Marco Silva que trouxe Richarlison para a Europa durante o tempo que esteve no Watford. Para Richarlison “Marco Silva é como um pai para mim. Onde ele for ele vai-me levar.” E a verdade é mesmo essa pois o treinador português seguiu para o Everton e levou consigo o seu “pupilo”.

A segunda oportunidade

O resultado desanimador daquela temporada não foi superior à crença e vontade de uma direção que preferiu manter o treinador que ali tinha chegado com ideais e métodos de trabalho interessantes. Iniciar um novo processo no clube, com um novo treinador poderia ser prejudicial e por isso esta segunda oportunidade para o treinador português pode vir a ser benéfica, algo que todos estamos à espera que aconteça.

Marco Silva inicia esta temporada com uma perda importante no plantel: o senegalês Idrissa Gueye, jogador imprescindível no meio-campo do Everton e que trocou a cidade de Liverpool pela cidade de Paris a troco de 30 M. Claro está que o técnico português não queria sair prejudicado e por isso adquiriu Gbamin, trinco que se destacou na Bundesliga na temporada passada ao serviço do Mainz.

Moise Kean chega à Premier League com 21 jogos e 8 golos marcados pela equipa principal da Juventus
Fonte: Juventus

Para além da contratação do costa-marfinense, Marco Silva consegue adquiri mais dois jogadores de peso e até de forma surpreendente devido aos papéis que desempenhavam nas suas anteriores equipas: Fabian Delph proveniente do Manchester City e a jovem promessa, Moise Kean da Juventus. Este último chega com alguma controvérsia pois os adeptos italianos ficaram frustrados por se ter vendido um craque por apenas 27 M, e digo “apenas” pois estamos a falar de um “diamante bruto” que tem apenas 19 anos, mas que já mostra muita qualidade. É daqueles que não engana e ninguém entende mesmo como é que a equipa de Turim foi capaz de vender um produto da casa com o selo de excelente qualidade.

Marco Silva começa o ataque à nova temporada já no próximo sábado no reduto do Crystal Palace, adversário teoricamente mais fácil e que apenas venceu cinco dos seus 19 jogos em casa. Será o 43º jogo enquanto treinador do Everton e os números com que aqui chega não são de todo animadores pois apenas venceu 17 jogos, empatou 9 e perdeu 16. O seu contrato dura até 2021 mas este terá que ser o ano da sua afirmação pois nenhuma direção gosta de investir sem ter o esperado retorno, em termos desportivos claro está.

 A oportunidade está dada e a confiança nas suas capacidades transmitida publicamente por várias vezes. Resta agora somente ao treinador português mostrar aquilo que em tempos mostrou com menos à disposição.

Foto de Capa: Everton

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