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O arranque da Premier League 2019/20 para West Ham United e Manchester City teve como palco o London Stadium, antigo Estádio Olímpico de Londres e casa dos “Hammers” desde a época 2016/17. Com os campeões em título a quererem entrar com o “pé direito” rumo ao tricampeonato, e já a saberem da vitória do principal rival da último época, o Liverpool, frente ao Norwich City, tinham pela frente uma bem reforçada equipa do West Ham, com os excitantes reforços Sébastian Haller (titular) e Pablo Fornals (suplente utilizado) a figurarem na ficha de jogo e a contar ainda com o regresso do médio criativo Manuel Lanzini, após lesão que o afastou por largos meses. Destaque ainda para a presença do reforço de “última hora” João Cancelo no banco de suplentes dos “Citizens”, juntamente com Bernardo Silva.

Apesar de um início “atrevido” dos “Hammers”, com Lanzini a reclamar um penálti logo aos sete minutos (revisto e negado pelo VAR, introduzido esta época pela primeira vez na Premier League), foi o Manchester City a puxar para si o controlo do jogo e a responder prontamente, através de um remate de meia distância do capitão David Silva, que passou junto ao poste esquerdo da baliza de Fabianski.

À passagem do minuto 21, foi Mahrez a tentar deixar a sua marca na partida, tirando do caminho dois adversários com uma só simulação, mas vacilando no momento da finalização, onde atirou a bola à malha lateral. No entanto, o golo do City não demorou a chegar: ao minuto 25, Kyle Walker aparece junto à linha final e envia a bola para o primeiro poste, com um passe rasteiro, ao qual Gabriel Jesus responde de forma positiva, atirando para o fundo da rede. A bola desvia inicialmente em Issa Diop, mas o remate final é do avançado brasileiro.

Os “Citizens” assumiram o controlo do jogo e, ainda antes do intervalo, voltaram a criar perigo, desta vez por Kevin De Bruyne, que rematou para defesa de Fabianski, após uma boa jogada de entendimento ofensivo com David Silva. Chegava o descanso e o Manchester City merecia a vantagem que possuía no marcador, mas estavam obrigados a permanecer alerta para os perigosos ataques rápidos do West Ham.

Fonte: Premier League

No retomar da partida, Manuel Pellegrini lançou para jogo Pablo Fornals, médio oriundo do Villarreal, com a missão de aparecer entre linhas e ajudar Lanzini na construção ofensiva dos “Hammers”. Já Guardiola, manteve em campo os onzes homens que iniciaram a partida, pois “em equipa que ganha, não se mexe.”

Apesar da tentativa do West Ham para controlar o jogo a meio-campo, foi o Manchester City a ter novamente sucesso ofensivo: De Bruyne galgou metros e serviu de forma perfeita Raheem Sterling, que finalizou para o 2-0 com a frieza que a saída de Fabianski lhe exigia. Os “Citizens” não desaceleraram e chegaram a ampliar para 3-0, após uma jogada magnífica que teve Zinchenko, David Silva, Sterling e Gabriel Jesus como intervenientes…mas o VAR, numa decisão que pode ser contestada, anulou o golo por fora de jogo de Raheem Sterling, deixando os adeptos dos “Irons” a celebrar como se de um golo se tratasse.

Os jogadores do West Ham sentiram o embalo momentâneo dos adeptos e, na sequência de um livre na esquerda do ataque, Issa Diop cabeceou uma bola que passou rente à trave, após uma saída pouco segura de Ederson. A pressão dos “Hammers” continuou e, ao minuto 73, Ederson foi chamado a uma dupla intervenção fantástica: primeiro, após remate com a coxa de Chicharito, que tinha entrado minutos antes; de seguida, na recarga de Lanzini, junto ao poste direito.

Os “Citizens” não acharam “piada” às ameaças do West Ham e responderam prontamente com novo golo, desta feita através de Sterling e após passe milimétrico de Mahrez. O tento do 3-0 foi, novamente, alvo de longa revisão por parte do VAR, que promete ser protagonista na nova época.

Se dúvidas restassem, os azuis de Manchester tiveram oportunidade soberana para fazer o quarto golo e colocar no resultado contornos de goleada…mas Aguero precisou de duas oportunidades para converter a grande penalidade, após Fabianski ter defendido a primeira tentativa do argentino, sendo que, para tal, saiu da linha de golo antes do momento do remate, obrigando à repetição do mesmo.

O jogo estava mais do que fechado no que ao vencedor dizia respeito, mas Raheem Sterling tinha em mente a possibilidade de conseguir o “hat-trick” e foi em busca do terceiro golo da conta pessoal, que conseguiu já no período de compensação, dois minutos para lá dos 90, fixando o resultado no 5-0 final.

O Manchester City inicia a busca pela terceira Premier League seguida com uma goleada, mas a exibição deixa ainda espaço para melhorias, uma vez que, a vinte minutos do fim, não se imaginava que o resultado tomasse esta dimensão e estava ainda nas possibilidades uma recuperação do West Ham. Por agora, resta regressar ao campo de treinos para melhorar, pois a época vai ser bastante longa para ambas as equipas. 

Onzes iniciais e substituições:

West Ham – Fabianski; Ryan Fredericks; Issa Diop; Balbuena; Cresswell; Declan Rice; Wilshere (Snodgrass, 56’); Michail Antonio (Pablo Fornals, 46’); Lanzini; Felipe Anderson (“Chicharito” Hernández, 65’); Sébastian Haller.

Manchester City – Ederson; Kyle Walker; John Stones; Laporte; Zinchenko; Rodrigo; David Silva (Phil Foden, 79’); De Bruyne (Gundogan, 79’); Sterling; Mahrez; Gabriel Jesus (“Kun” Aguero, 69’).

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