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A “armada portuguesa” do Wolverhampton recebeu, este sábado, o Chelsea, de Frank Lampard. Nos comandados de Nuno Espírito Santo destacou-se a titularidade do central Jesús Vallejo, emprestado pelo Real Madrid, que fez a sua estreia na Premier League. Já nos londrinos, a maior surpresa foi a inclusão do jovem Tomori no onze inicial, a par da primeira chamada à titularidade, na presente época, do brasileiro Willian e do espanhol Marcos Alonso.

O jogo começou com o Wolves a assumir a posse de bola, mas rapidamente as coisas se equilibraram, passando mesmo a existir um pequeno ascendente para o Chelsea, muito devido à preferência que os “lobos” têm em explorar as saídas rápidas em contra-ataque e, por consequência, em deixar que o adversário tenha a bola em seu poder durante um maior período de tempo. Ainda assim, o jogo foi bastante parado durante os primeiros 25 minutos, sem que existissem quaisquer ataques e, muito menos, remates perigosos, de parte a parte. Em nada se assemelhava a uma partida do tão vibrante campeonato inglês.

A primeira jogada de construção que foi finalizada pertenceu ao Chelsea, já ao minuto 28, com uma boa incursão de Azpilicueta pela direita, que tocou a bola para o centro, onde Willian driblou um adversário e rematou, mas a bola passou bastante por cima da baliza de Patrício. Este lance fez despertar os “blues” (que nesta partida foram “whites”) e logo de seguida, por volta da meia hora de jogo, o jovem Tomori protagonizou um belo remate, a mais de 30 metros da baliza, abrindo o ativo a favor dos londrinos. Apesar de ter vários homens à sua frente, fica a ideia de que Rui Patrício podia ter-se lançado mais cedo e com mais convicção à bola.

Os pupilos de Frank Lampard “tomaram o gosto à coisa” e não tardaram em faturar o segundo, apenas um minuto após o golo inaugural. Desta vez, foi Tammy Abraham a finalizar, após passe de Mason Mount e em jogada que voltou a ter a participação do central Tomori. À bela maneira da Premier League, este jogo “trocava de face” em apenas cinco minutos, estando agora super enérgico e com 0-2 no marcador, a favor do Chelsea.

O Wolverhampton tentou responder de imediato, numa jogada em que Diogo Jota acabou por não conseguir finalizar, mas foram mesmo os “blues” que voltaram a marcar, ampliando a vantagem para três golos. Após várias tentativas, a bola sobrou para Marcos Alonso, que tirou o cruzamento da esquerda e encontrou o inevitável Tammy Abraham. Depois de 26 golos no Championship do ano passado, ao serviço do Aston Villa, o jovem inglês já leva seis na presente edição da Premier League.

O intervalo chegou e a palestra foi certamente muito mais fácil para Lampard do que para Espírito Santo, tendo os últimos 15 minutos desta metade sido decisivos para o volume registado no marcador.

Tomori, após marcar o seu primeiro golo na Premier League
Fonte: Premier League

No reatar da partida, foi o Wolves que tentou reduzir de imediato a distância para o Chelsea, procurando fazer-se valer do seu ataque mais móvel, após a introdução de Cutrone no jogo. Para colocar no ataque o italiano, Nuno Espírito Santo abdicou de Dendoncker, deixando o centro da defesa mais frágil. Essa fragilidade foi aproveitada pelo novo homem-golo dos “blues”, Tammy Abraham, que construiu um lance individual de qualidade, tirando um adversário do caminho e rematando cruzado para as redes. As esperanças dos “lobos” pareciam ter sido desfeitas de vez, se é que tal ainda não tinha acontecido e o quinto golo podia ter surgido por outro jovem, desta feita Mason Mount, que, após ter sido servido por Azpilicueta, driblou Rui Patrício e ficou com a baliza à sua mercê, mas enviou a bola à malha lateral.

Quem acabou por marcar foi mesmo o Wolverhampton, na sequência de um canto cobrado por João Moutinho, que encontrou a cabeça de Roman Saiss. Com cerca de 20 minutos para jogar, este parecia não passar de mais que um tento de honra. No entanto, os comandados de Nuno Espírito Santo não desistiram e foram em busca de mais, chegando mesmo ao segundo golo de consolação, aos 85 minutos, por Patrick Cutrone. O atacante italiano, proveniente do AC Milan, assinou assim o primeiro golo desta sua aventura por terras de Sua Majestade.

Se a esperança dos Wolves tinha voltado, Mason Mount “arrumou com ela” já no período de descontos, assinando um belo golo de cariz individual e fixando o resultado em 2-5, a favor dos “blues”. O Chelsea volta a marcar bastantes golos, mas torna a sofrer pelo menos dois golos num jogo, situação que deve ser trabalhada. Já Nuno Espírito Santo apenas pode retirar de positivo a resiliência dos seus jogadores, pois tudo o resto foi desastroso.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Wolverhampton – Rui Patrício; Jesús Vallejo; Conor Coady; Leander Dendoncker (Patrick Cutrone, 46’); Adama Traoré (Matt Doherty, 56’); Jonny Otto; Rúben Neves; Romain Saiss; João Moutinho; Diogo Jota; Raúl Jiménez (Gibbs-White, 70’).

Chelsea – Kepa Arrizabalaga; Antonio Rudiger (Kurt Zouma, 46’); Andreas Christensen; Fikayo Tomori; César Azpilicueta; Marcos Alonso; Jorginho; Mateo Kovacic (Ross Barkley, 70’); Mason Mount; Willian; Tammy Abraham (Michy Batshuayi, 77’).

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