A CRÓNICA: SÓLIDA AS ROMA SUPERA ETERNO RIVAL

No duelo romano, AS Roma e SS Lazio defrontaram-se no encontro referente à 37ª e penúltima jornada do principal campeonato italiano. Os “Giallorossi” receberam e venceram os eternos rivais no Estádio Olímpico de Roma, e mantiveram a sétima posição na tabela classificativa. A SS Lazio acabou com a esperança de ainda alcançar o acesso à Liga dos Campeões.

A partida foi equilibrada, com ambas as equipas a anularem-se mutuamente, embora apresentando desenhos táticos distintos. Os dois emblemas da capital italiana desempenharam um duelo tático de grande nível, apesar da desapontante classificação na liga italiana na presente temporada.

No primeiro tempo, existiram poucas ocasiões que criassem verdadeiramente perigo. Até à passagem da meia hora de jogo, o melhor momento foi uma boa defesa de Fuzato a remate de Luis Alberto. Perto do intervalo, ao minuto 42’, Mkhitaryan colocou a AS Roma em vantagem no marcador, após um grande trabalho de Džeko.

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A segunda parte começou semelhante à primeira, mas a equipa da casa revelou no decorrer do encontro que estava confortável na gestão do resultado. Numa fase da partida em que a SS Lazio estava a subir no terreno de jogo, Pedro Rodríguez rematou colocadíssimo de pé esquerdo, e apontou o segundo golo do encontro, ao minuto 78’.

O resultado manteve-se em duas bolas a zero até ao final do tempo regulamentar, consumando uma vitória merecida pela AS Roma. A formação visitante foi ligeiramente superior no primeiro tempo, mas na segunda parte, a AS Roma geriu o resultado na perfeição e garantiu os três pontos.

 

A FIGURA

Edin Džeko – A formação da AS Roma demonstrou solidez nesta partida, com vários elementos a realizarem uma boa prestação. Apesar de não ter marcado, Džeko realizou um desempenho notável, trabalhando de forma incansável em benefício da equipa.

O avançado bósnio não foi tão letal em frente à baliza como nos habitou nos últimos anos, mas os seus movimentos com e sem bola foram muito importantes para garantir a vitória frente ao grande rival. Para além de ter feito uma assistência para golo, este foi um jogo histórico para Džeko, já que esta pode ter sido a última vez que pisou o relvado do Estádio Olímpico de Roma com a camisola dos “Giallorossi”.

 

O FORA DE JOGO

Francesco Acerbi – O defesa central italiano tem sido uma das figuras mais regulares na formação da SS Lazio durante a presente temporada, mas neste encontro não esteve no seu melhor.

A formação visitante revelou problemas no setor defensivo, no processo de construção de jogo e também com dificuldades a travar o ataque da AS Roma. Apesar tenha realizado uma partida razoável, terminou a sua prestação sendo expulso, acabando com a pequena chance de conseguir retirar qualquer ponto da partida.

 

ANÁLISE TÁTICA – AS ROMA

 

A equipa de Paulo Fonseca alinhou num esquema tático de 4-2-3-1. No setor defensivo, os dois defesas centrais foram Mancini e Ibañez, apoiados nas alas por Karsdorp na direita, e Peres na esquerda. Os dois médios mais recuados, Darboe e Cristante, estavam encarregues da ligação entre a defesa e o ataque, sendo o médio italiano a recuar, quando necessário, para junto dos defesas centrais no processo de construção de jogo, formando uma linha de três.

Responsáveis pelo ataque estavam quatro elementos. O capitão Pellegrini atuou como médio mais ofensivo, nas costas do ponta de lança, Džeko. A atuar como extremos, embora realizassem maioritariamente movimentos interiores, alinharam Mkhitaryan, na direita, e El Shaarawy no corredor contrário. A preferência ofensiva da AS Roma foram os ataques em profundidade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Daniel Fuzato (7)

Rick Karsdorp (6)

Gianluca Mancini (6)

Roger Ibañez (5)

Bruno Peres (5)

Bryan Cristante (6)

Ebrima Darboe (7)

Henrikh Mkhitaryan (8)

Lorenzo Pellegrini (7)

Stephan El Shaarawy (6)

Edin Džeko (8)

SUBS UTILIZADOS

Marash Kumbulla (6)

Davide Santon (5)

Pedro Rodríguez (7)

Gonzalo Villar (6)

Borja Mayoral (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SS LAZIO

O emblema comandado por Simone Inzaghi apresentou-se numa formação tática de 3-5-2, embora em processo defensivo, se assimilasse a um 5-3-2. Os três defesas centrais foram Acerbi, no centro, acompanhado por Marušić e Radu, que proporcionavam largura, abrindo nas alas, em processo de construção ofensiva. Lazzari e Radu realizavam todo o corredor, embora recuassem bastante defensivamente, formando uma linha de cinco defesas quando a sua equipa não possuía a bola.

A chave da solidez tática da SS Lazio assenta no miolo do terreno, devido às suas dinâmicas. O médio mais recuado foi Leiva, mas era constantemente apoiado por Luis Alberto, para projetar os seus companheiros principalmente através de passes longos. Milinković-Savić atuou como elemento mais móvel do trio de meio-campo. A dupla de avançados foi constituída por Muriqi e Immobile. Com a saída de Senad Lulić, e a entrada de Luiz Felipe, Marušić passou a ocupar junto ao corredor lateral.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pepe Reina (5)

Adam Marušić (5)

Francesco Acerbi (4)

Ștefan Radu (6)

Manuel Lazzari (5)

Sergej Milinković-Savić (6)

Lucas Leiva (6)

Luis Alberto (7)

Senad Lulić (6)

Vedat Muriqi (5)

Ciro Immobile (6)

SUBS UTILIZADOS

Luiz Felipe (6)

Andreas Pereira (6)

Mohamed Farès (5)

Felipe Caicedo (5)

Jean-Daniel Akpa-Akpro (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

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