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Há, no futebol italiano, desde as últimas temporadas, uma questão de partida que não tem sido respondido da forma mais assertiva. Afinal, há alguma equipa em Itália, capaz de parar esta onda vitoriosa da Juve? As respostas variam. Os gigantes de Milão eclipsaram-se no início do reinado da vechia signora, e agora, tentam aos poucos recuperar tempo perdido. O Nápoles de Sarri mordeu os calcanhares na época passada mas, no início desta temporada, perdeu Higuaín … para a Juve. Para fazer frente à penta-campeã é preicos competência e muito talento. Não sabemos se a Roma – sim, é mesmo a personagem principal deste texto – tem condições para ser campeã, porém, deve sentir-se na obrigação de fazer frente à senhora do futebol italiano.

Quando Spaletti retornou à Roma, muitos pensaram que estava encontrada a solução para a irregularidade romana. Tanto talento, tanta experiência – veja-se Totti e De Rossi – mas sem resultados práticos. Spaletti entrou com estre propósito: colocar a Roma no “barulho das luzes”. E conseguiu, em parte. A Roma voltou a ser uma equipa temida em Itália e Spaletti aproveitou todo o talento, presente em todos os sectores, para tornar a Roma uma equipa pujante em termos ofensivos e minimamente segura em termos defensivos.

Strootman e Naingollan enchem o meio-campo romano Fonte: A.S. Roma
Strootman e Naingollan enchem o meio-campo giallorossi
Fonte: A.S. Roma

À partida para esta temporada, esperava-se que a equipa da cidade eterna pudesse confirmar em campo todo o crescimento evidenciado na segunda metade da temporada passada. A primeira amostra esteve longe de ser positivo. Apesar de todo o mérito do Porto de Nuno, a forma como a Roma foi eliminada da Champions deixava antever um futuro pouco risonho. Não pela justiça ou injustiça da eliminação – o Porto foi durante mais tempo superior -, mas pelos erros infantis que a equipa cometeu. A falta de tarimba ali demonstrada deixava antever o pior.

A equipa, aos poucos, acabou por encontrar-se a todos os níveis (mental/físico/técnico/táctico). O treinador não se pode queixar de falta de opções. A Roma investiu neste Verão e trouxe mais artilharia pesada a juntar a um plantel com Totti, De Rossi, Dzeko, Salah, entre outros. A equipa com Spaletti esteve sempre mais confortável em termos tácticos num 4-3-3. Dentro do sistema base – a palavra base é para entender literalmente porque os sistemas são apenas bases -, o jogador mais importante da equipa é o belga Nainggolan. O médio é o responsável por ligar o jogo da equipa. Nainggolan oferece criatividade, objectividade e acima de tudo, poder de fogo na zona de decisão. Este ano com Paredes a aparecer também, a Roma ganha (ainda mais) força e criatividade no meio-campo.

No resto as opções são muitas e diferentes. Vermaelen e Fazio chegaram como reforços sonantes para a defesa, mas têm sido relegados para o banco de suplentes, em detrimento de Rudiger e Manolas. A menos que Spaletti inove – para não usar outro verbo – e coloque a equipa a jogar com uma defesa a 3. Felizmente para os romanos, o técnico foi a tempo de mudar para a estrutura habitual. Isso valeu a vitória contra a Lazio. Agora, para fazer frente à Juve, é só preciso mais uma coisa: regularidade. Aí, a ameaça, passará a ser (mais) real.

Foto de Capa: A.S. Roma

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