Atalanta BC: O racionar da posse segundo Gasperini

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Há uma cidade da Lombardia, em Itália, chamada Bergamo (Bergamaschi em italiano), da qual resplandece alegria pelo que a principal equipa de futebol vai conseguindo fazer num dos campeonatos mais competitivos do mundo, depois de épocas consecutivas marcadas pela sofreguidão exigida na luta pela manutenção na Serie A.

Este ano o rumo parece ser diferente, a avaliar pelo desempenho do clube. A Atalanta ocupa o 5º lugar do principal campeonato italiano, com vantagem sobre o Milan, Lazio e Fiorentina e é, neste momento, o conjunto em melhor forma da competição a seguir à pentacampeã Juventus, somando seis jogos consecutivos sem perder, nos quais conquistou cinco triunfos, o último dos quais no San Paolo, diante do Nápoles (0-2).

Na base destes resultados há um conceito muito simples que parte de um técnico que assume o purismo do futebol italiano (só podia) na estratégia de cada jogo – a racionalização da posse de bola. Cada segundo de posse tem de ser potenciado e maximizado rumo ao objectivo comum, o golo.

Recepção eufórica dos adeptos após a vitória em Nápoles (0-2) Fonte: Atalanta BC
Recepção eufórica dos adeptos após a vitória em Nápoles (0-2)
Fonte: Atalanta BC

Isto traduz-se, portanto, num futebol mais directo e objectivo, em que a perda da bola é algo expectável, mas, também nesse momento, a equipa também tem ferramentas para contrariá-la, revelando um entrosamento posicional que não nasceu da noite para o dia, e teve as suas dores de crescimento (quatro derrotas nos cinco primeiros jogos da Serie A) até atingir o nível de excelência actual, perto do exigido pelo “purista” Gian Pero Gasperini.

Neste contexto táctico, quando em posse, a saída de bola assume importância fundamental, e é algo que tem de ser trabalhado desde trás. A linha defensiva (a três, pois claro) está, pois, bem talhada para sair a jogar, preferencialmente em profundidade. Tolói e Masiello são, muitas vezes, pontos de origem ofensiva, explorando costas da defesa, através das alas ou de uma zona central adiantada que tem muito bem presente a noção de receção orientada e de “segunda bola”.

Pedro Machado
Pedro Machado
Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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