CR7 já está apresentado na Juventus e a loucura já refreou um bocadinho, mas nesta altura é importante refletir sobre as consequências que terá a chegada do melhor jogador do mundo para o heptacampeão italiano. Se a Serie A parecia ser só de uma equipa, agora parecem favas contadas.

Se repararmos, o que se pede à ‘Vecchia Signora’ cada vez mais (e então agora com Cristiano Ronaldo muito mais) é a conquista da Liga dos Campeões que já foge desde 1996, sendo que os ‘bianconeri’ são a equipa com mais finais perdidas da competição e, numa delas, até foi CR7 o carrasco…em Cardiff, na final de 2016/17.

O Inter de Milão até começou muito bem a época na temporada passada, mas depois decaiu. A Lázio também rondou o topo, bem como a Roma, mas foi sol de pouca dura. Quanto ao Nápoles, até esteve dentro da luta até perto do final, mas como sempre nos tem dito a tendência, escorregue mais ou escorregue menos, a Juventus tem mantido a hegemonia.

Como consequência disso, a Serie A ainda é o campeonato que apaixona os amantes do lado tático e estratégico do jogo. Aí é a mesma. Contudo, já não tem a magia de outros tempos. Nem de perto nem de longe. Hoje em dia ver um clássico só nos poderá mover pelo nome histórico de cada um dos clubes e pouco mais. Resumindo, os adversários, os restantes candidatos ao ‘scudetto’ terão de arregaçar as mangas e cometer alguns esforços para finalmente quebrar o enguiço. Ao Nápoles chegou Ancelotti e não é preciso caracterizar o estofo e a qualidade do italiano que até conduziu Ronaldo à sua primeira Champions no Real Madrid.

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Por diferentes razões, a Juventus é ainda mais vista e apontada como o alvo a abater para esta próxima edição da Serie A
Fonte: Serie A

O AC Milan fez investimento considerável na época passada, mas os resultados foram uma enorme desilusão. O Inter precisa de outra consistência. Os dois vizinhos romanos também parecem ainda distantes de lutar pelo título.

Voltamos ao Nápoles. Tem sido a equipa que mais frente tem feito aos de Turim e agora Carlo Ancelotti traz mentalidade ganhadora e um palmarés tremendo atrás de si. Ah, e sabe como parar Ronaldo…

Aliás, num país tão dedicado à organização tática, será também muito curioso perceber como Ronaldo se vai desenvencilhar das marcações cerradas de que será alvo. Allegri fará a mesma gestão física de CR7 como Zidane fez? Conseguirá Ronaldo desafiar-se de novo e ser capaz marcar 40, 50 golos por época até aos 37 anos?

E o campeonato italiano? Algo se pode fazer frente à Juventus? Talvez alguém se possa aproveitar de alguma distração interna pela ‘obsessão’ da ‘Vecchia Signora’ em erguer o troféu mais cobiçado da Europa. Aí, o Nápoles parece-me o concorrente nº1 para destronar a sólida hegemonia ‘bianconeri’. Quanto aos outros, logo se vê…

Foto de Capa: Juventus FC
Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto