Reina um sentimento de inevitabilidade em Itália, desde o último fim de semana, de que o título de campeão nacional está já atribuído. É certo que até ao último minuto da derradeira jornada tudo pode acontecer, mas as probabilidades de a Juventus não se sagrar campeão pela terceira vez consecutiva são diminutas.

Em noite de dia de reis, a formação bianconera deu mais uma prova da sua clara superioridade em território nacional ao bater a Roma sem apelo nem agravo por 3-0. Naquele que foi o embate entre primeiro e segundo classificados, sendo que a Roma até estava invencível, não se esperava uma décalage tão grande entre as duas equipas.

O sentimento de impotência giallorossi veio da voz do capitão romano, Francesco Totti, que dizia no final do encontro que “a Juventus nem precisou de nenhuma ajuda para nos ganhar facilmente”.

Foi o décimo triunfo consecutivo da equipa de Antonio Conte, que permitiu alargar a liderança na Serie A para oito pontos. Se pensarmos que a formação de Turim apenas cedeu cinco pontos em dezoito jogos, é fácil perceber que só uma hecatombe poderá retirar o tricampeonato à Juve.

Vitória incontestável frente à Roma, com uma demonstração de maturidade incrível por parte dos comandados de Antonio Conte. A acelerar quando deviam, a acalmar o jogo, com posse de bola, nas alturas certas e a juntar a isso um futebol de elevada nota artística. Vidal, Bonucci e Vucinic foram os autores dos golos, num embate que ficou ainda mais desequilibrado após as expulsões de Castan e De Rossi.

Vidal continua em grande forma e marcou mais uma vez / Fonte: soccerball365.com
Vidal continua em grande forma e marcou mais uma vez / Fonte: soccerball365.com
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Entrar na segunda volta do campeonato com uma demonstração de superioridade pontual e exibicional tão grande é fantástico para a Juve, mas retira, e muito, a emoção da Serie A, que terá como maiores pontos de interesse a luta pelos lugares de Champions.

É de tirar o chapéu a Antonio Conte e à direcção da Juve por, após a passagem pela segunda divisão e a perda de jogadores nucleares, terem reabilitado o clube, construindo um novo estádio e um plantel com marca vencedora.

Hoje, Itália veste-se de preto e branco e os grandes adversários da Juve têm de melhorar e muito para evitar um domínio de anos da equipa de Turim.

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